O sinal da cruz que os cristãos traçam com frequencia sobre o corpo, é muito mais que um simbolismo. É expressão de um abraço de Deus no ser humano. Esta foi a explicação do Papa Bento XVI aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, hoje, no Vaticano para a tradicional oração do Ângelus.
Citando o pensamento do teólogo Romano Guardini, o Papa apontou o sentido do gesto. "Fazemos o sinal da cruz antes de rezar para que nos pacifique espiritualmente, para concentrar em Deus pensamentos, coração e vontade; depois de rezar, o repetimos para que aquilo que Deus nos doou permaneça em nós. Ele abraça todo o ser, corpo e alma, e tudo é consagrado em nome de Deus uno e trino".
Neste dia em que a Igreja celebra a Festa da Santíssima Trindade, Bento XVI continuou dizendo que o sinal da cruz e o nome de Deus vivo abrangem o anúncio gerador de fé e inspirador de oração. E assim como Jesus prometeu aos Apóstolos que o Espírito da verdade os conduziria a toda a verdade, na liturgia dominical os sacerdotes concedem, de semana em semana, o pão da Palavra e da Eucaristia.
"Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote", disse o Papa citando o Santo Cura d’Ars, também lembrado na carta de convocação para o Ano Sacerdotal.
Em seguida, Bento XVI exortou os fiéis a manterem a voz da consciência sempre fiel, até o último respiro, ao Evangelho no qual foram batizados: "A Trindade divina habita em nós desde o nosso Batismo".
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Escondi um amor!!!
JA ESCONDI UM AMOR COM MEDO DE PERDE-LO...
JA PERDI UM AMOR POR ESCONDE-LO
JA SEGUREI NAS MAOS DE ALGUEM,POR ESTAR COM MEDO
JA TIVE TANTO MEDO,AO PONTO DE NEM SENTIR MINHAS MAOS
JA EXPULSEI PESSOAS QUE AMAVA DE MINHA VIDA
JA ME ARREPENDI POR ISSO....
JA PASSEI NOITES CHORANDO ATE PEGAR NO SONO,
AO PONTO DE NEM CONSEGUIR GECHAR OS OLHOS......
JA ACREDITEI EM AMORES PERFEITOS...
JA DESCOBRI QUE ELES NAO EXISTEM, JA DECEPCIONEI PESSOAS QUE ME AMARAM,
JA AMEI PESSOAS QUE ME DECEPCIONARAM........ JA PASSEI HORAS NA FRENTE DO ESPELHO,TENTANDO DESCOBRIR QUEM EU SOU!!
JA TIVE TANTA CERTEZA DE MIM,AO PONTO DE QUERER SUMIR....
JA MENTI E ME ARREPENDI,
JA FALEI A VERDADE E TAMBEM ME ARREPENDI...
JA FINGI NAO DAR IMPORTANCIA A PESSOAS QUE AMAVA,
PRA MAIS TARDE CHORAR QUIETA NO MEU CANTO...
JA SORRI CHORANDO LAGRIMAS DE TRISTEZA,
JA CHOREI DE TANTO RIR......
JA ACREDITEI EM PESSOAS QUE VALIAM A PENA.....
JA DEIXEI DE ACREDITAR NAS QUE REALMENTE VALIAM,
JA TIVE CRISE DE RISO...QUANDO NAO PODIA,
JA SENTI MUITA FALTA DE ALGUEM....MAS NUNCA LHE DISSE ISSO,
JA GRITEI QUANDO DEVIA CALAR-ME
JA ME CALEI,QUANDO DEVIA GRITAR... MUITAS VEZES DEIXEI DE FALAR O QUE PENSO,PRA AGRADAR UNS
OUTRAS VEZES FALEI O QUE NAO PENSO PRA MAGOAR OUTROS ...
JA FINGI SER O QUE NAO SOU PRA AGRADAR UNS,
JA FINGI SER O QUE NAO SOU,PRA DESAGRADAR OUTROS.....
JA CONTEI PIADAS E MAIS PIADAS SEM GRACA APENAS PRA VER UM AMIGO SORRIR...
JA INVENTEI HISTORIAS DE FINAL FELIZ,PRA DAR ESPERANCA A QUEM PRECISAVA...
JA SONHEI DEMAIS,AO PONTO DE CONFUNDIR MEUS SONHOS COM A DURA REALIDADE......JA CAI INUMERAS VEZES ACHANDO QUE NAO IRIA ME REERGUER,
JA ME REERGUI ACHANDO QUE NAUM IRIA MAIS CAIR......
NAO ME DEEM FORMULAS,PORQUE NAO VOU ACERTAR SEMPRE...
NAO ME MOSTRE O QUE ESPERA DE MIM,PORQUE VOU SEGUIR MEU CORACAO...
NAO ME FACA SER O QUE NAO SOU,NAO ME CONVIDEM A SER IGUAL,PORQUE SINCERAMENTE SOU DIFERENTE.........
NAO SEI AMAR PELA METADE,NAO SEI VIVER DE MENTIRAS,
NAO SEI VOAR COM OS PES NO CHAO,SOU SEMPRE EU MESMA....MAS CONCERTEZA NAO SEREI A MESMA POR MUITO TEMPO.....
JA PERDI UM AMOR POR ESCONDE-LO
JA SEGUREI NAS MAOS DE ALGUEM,POR ESTAR COM MEDO
JA TIVE TANTO MEDO,AO PONTO DE NEM SENTIR MINHAS MAOS
JA EXPULSEI PESSOAS QUE AMAVA DE MINHA VIDA
JA ME ARREPENDI POR ISSO....
JA PASSEI NOITES CHORANDO ATE PEGAR NO SONO,
AO PONTO DE NEM CONSEGUIR GECHAR OS OLHOS......
JA ACREDITEI EM AMORES PERFEITOS...
JA DESCOBRI QUE ELES NAO EXISTEM, JA DECEPCIONEI PESSOAS QUE ME AMARAM,
JA AMEI PESSOAS QUE ME DECEPCIONARAM........ JA PASSEI HORAS NA FRENTE DO ESPELHO,TENTANDO DESCOBRIR QUEM EU SOU!!
JA TIVE TANTA CERTEZA DE MIM,AO PONTO DE QUERER SUMIR....
JA MENTI E ME ARREPENDI,
JA FALEI A VERDADE E TAMBEM ME ARREPENDI...
JA FINGI NAO DAR IMPORTANCIA A PESSOAS QUE AMAVA,
PRA MAIS TARDE CHORAR QUIETA NO MEU CANTO...
JA SORRI CHORANDO LAGRIMAS DE TRISTEZA,
JA CHOREI DE TANTO RIR......
JA ACREDITEI EM PESSOAS QUE VALIAM A PENA.....
JA DEIXEI DE ACREDITAR NAS QUE REALMENTE VALIAM,
JA TIVE CRISE DE RISO...QUANDO NAO PODIA,
JA SENTI MUITA FALTA DE ALGUEM....MAS NUNCA LHE DISSE ISSO,
JA GRITEI QUANDO DEVIA CALAR-ME
JA ME CALEI,QUANDO DEVIA GRITAR... MUITAS VEZES DEIXEI DE FALAR O QUE PENSO,PRA AGRADAR UNS
OUTRAS VEZES FALEI O QUE NAO PENSO PRA MAGOAR OUTROS ...
JA FINGI SER O QUE NAO SOU PRA AGRADAR UNS,
JA FINGI SER O QUE NAO SOU,PRA DESAGRADAR OUTROS.....
JA CONTEI PIADAS E MAIS PIADAS SEM GRACA APENAS PRA VER UM AMIGO SORRIR...
JA INVENTEI HISTORIAS DE FINAL FELIZ,PRA DAR ESPERANCA A QUEM PRECISAVA...
JA SONHEI DEMAIS,AO PONTO DE CONFUNDIR MEUS SONHOS COM A DURA REALIDADE......JA CAI INUMERAS VEZES ACHANDO QUE NAO IRIA ME REERGUER,
JA ME REERGUI ACHANDO QUE NAUM IRIA MAIS CAIR......
NAO ME DEEM FORMULAS,PORQUE NAO VOU ACERTAR SEMPRE...
NAO ME MOSTRE O QUE ESPERA DE MIM,PORQUE VOU SEGUIR MEU CORACAO...
NAO ME FACA SER O QUE NAO SOU,NAO ME CONVIDEM A SER IGUAL,PORQUE SINCERAMENTE SOU DIFERENTE.........
NAO SEI AMAR PELA METADE,NAO SEI VIVER DE MENTIRAS,
NAO SEI VOAR COM OS PES NO CHAO,SOU SEMPRE EU MESMA....MAS CONCERTEZA NAO SEREI A MESMA POR MUITO TEMPO.....
O casamento se inicia no namoro equilibrado
Deus estruturou a humanidade na família
O que Deus quer do casamento, da família?
Quando o Deus Pai quis que a humanidade existisse, Ele estruturou tudo na família, com o casal. O Senhor fez o homem, mas viu que seu coração estava vazio e disse a Adão: “Eu vou te dar uma companheira adequada” (Gên 2, 18c). Quando Ele fez a mulher da mesma natureza do homem, é uma linguagem poética para dizer que a mulher foi feita na mesma dignidade do homem, mas diferente para que os dois se completassem. Quando Deus levou Eva para Adão, este ficou emocionado e disse: “Ela vai se chamar mulher” (id. 2, 23c).
O Altíssimo disse a coisa mais importante sobre isso: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe e se une a sua mulher e serão uma só carne” (id. 2, 24). Isso é o desígnio de Deus, que o homem se case com uma mulher e forme uma só carne, uma só pessoa humana.
Pela unidade do amor de Deus, no altar, vocês serão uma só pessoa; isso é mais ou menos aquilo que acontece na Santíssima Trindade, Três Pessoas, mas uma unidade. Se o casamento não for uma unidade, ele não estará de acordo com a vontade de Deus, e o casal não poderá ser feliz. Se o casal não for uma unidade, não estará vivendo conforme a vontade divina; e isso começa no namoro. É no namoro que a família começa, todos nós nos casamos porque namoramos.
O namoro é o alicerce, o fundamento, se você fizer desse período apenas uma curtição, você estará fazendo da sua família futura uma brincadeira e você sofrerá mais tarde. Leve o namoro a sério, não brinque com a pessoa do outro.
Namoro não é tempo de conhecer o corpo do outro, mas alma do outro. Não empurre seu namoro com a “barriga”, se você vê que só existe briga, tenha coragem de terminar, o amor é algo que se constrói, não cai do céu pronto. A aliança de namoro você pode tirar do dedo, a aliança do casamento, não.
Não deixe a vida sexual sufocar seu namoro, a vida sexual é para os casais casados. São Paulo diz que o corpo da mulher pertence ao marido e o corpo do marido pertence à mulher, porque eles são uma só carne, por isso têm o dever de viver a vida sexual.
Viva seu namoro na castidade, na seriedade e vocês estarão se preparando para ser um casal fiel. O namoro é o começo de tudo, é o ponto de partida.
Quando chegamos ao casamento o que Deus quer? O casamento é uma decisão que exige maturidade, atrás desse "sim" vêm os filhos, que não pediram para vir ao mundo, mas vieram por amor. O filho tem o direito de viver com seus pais, porque ele precisa disso para sua formação moral, intelectual, psicológica, por isso, o casal precisa ser uma só carne e não levar o casamento na brincadeira com mentiras. Se você começar a mentir dará espaço para o demônio entrar no seu matrimônio; não pode haver falsidade entre o casal. Não pode haver divisão entre o casal, não pode existir a primeira pessoa do singular: “eu”, mas sim, a primeira pessoa do plural: “nós”.
Deus quer o casal como café com leite: quando alguém olha vê um só. É possível fazer isso? Sim, com a graça de Deus. Casal que reza junto permanece junto.
O que Deus quer do casamento, da família?
Quando o Deus Pai quis que a humanidade existisse, Ele estruturou tudo na família, com o casal. O Senhor fez o homem, mas viu que seu coração estava vazio e disse a Adão: “Eu vou te dar uma companheira adequada” (Gên 2, 18c). Quando Ele fez a mulher da mesma natureza do homem, é uma linguagem poética para dizer que a mulher foi feita na mesma dignidade do homem, mas diferente para que os dois se completassem. Quando Deus levou Eva para Adão, este ficou emocionado e disse: “Ela vai se chamar mulher” (id. 2, 23c).
O Altíssimo disse a coisa mais importante sobre isso: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe e se une a sua mulher e serão uma só carne” (id. 2, 24). Isso é o desígnio de Deus, que o homem se case com uma mulher e forme uma só carne, uma só pessoa humana.
Pela unidade do amor de Deus, no altar, vocês serão uma só pessoa; isso é mais ou menos aquilo que acontece na Santíssima Trindade, Três Pessoas, mas uma unidade. Se o casamento não for uma unidade, ele não estará de acordo com a vontade de Deus, e o casal não poderá ser feliz. Se o casal não for uma unidade, não estará vivendo conforme a vontade divina; e isso começa no namoro. É no namoro que a família começa, todos nós nos casamos porque namoramos.
O namoro é o alicerce, o fundamento, se você fizer desse período apenas uma curtição, você estará fazendo da sua família futura uma brincadeira e você sofrerá mais tarde. Leve o namoro a sério, não brinque com a pessoa do outro.
Namoro não é tempo de conhecer o corpo do outro, mas alma do outro. Não empurre seu namoro com a “barriga”, se você vê que só existe briga, tenha coragem de terminar, o amor é algo que se constrói, não cai do céu pronto. A aliança de namoro você pode tirar do dedo, a aliança do casamento, não.
Não deixe a vida sexual sufocar seu namoro, a vida sexual é para os casais casados. São Paulo diz que o corpo da mulher pertence ao marido e o corpo do marido pertence à mulher, porque eles são uma só carne, por isso têm o dever de viver a vida sexual.
Viva seu namoro na castidade, na seriedade e vocês estarão se preparando para ser um casal fiel. O namoro é o começo de tudo, é o ponto de partida.
Quando chegamos ao casamento o que Deus quer? O casamento é uma decisão que exige maturidade, atrás desse "sim" vêm os filhos, que não pediram para vir ao mundo, mas vieram por amor. O filho tem o direito de viver com seus pais, porque ele precisa disso para sua formação moral, intelectual, psicológica, por isso, o casal precisa ser uma só carne e não levar o casamento na brincadeira com mentiras. Se você começar a mentir dará espaço para o demônio entrar no seu matrimônio; não pode haver falsidade entre o casal. Não pode haver divisão entre o casal, não pode existir a primeira pessoa do singular: “eu”, mas sim, a primeira pessoa do plural: “nós”.
Deus quer o casal como café com leite: quando alguém olha vê um só. É possível fazer isso? Sim, com a graça de Deus. Casal que reza junto permanece junto.
domingo, 23 de maio de 2010
SOLENIDADE DE PENTECOSTES
Evangelho segundo S. João 20,19-23.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Bayart, eds. Franciscanas 1944, p. 170)
«Também vós dareis testemunho»
Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.
«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se ouvir um grande barulho». [...] Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a cidade de Deus» (45, 5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem muito espessa cobriu o monte e um som de buzina muito forte atroava e todo o povo se atemorizou» (19, 16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo; o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem – a compunção do coração e a penitência – cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2, 37-38). [...]
«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. [...] É por isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. [...] «Eles começaram a falar.» Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode conter-se. [...] Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes. Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras!
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Bayart, eds. Franciscanas 1944, p. 170)
«Também vós dareis testemunho»
Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.
«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se ouvir um grande barulho». [...] Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a cidade de Deus» (45, 5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem muito espessa cobriu o monte e um som de buzina muito forte atroava e todo o povo se atemorizou» (19, 16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo; o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem – a compunção do coração e a penitência – cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2, 37-38). [...]
«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. [...] É por isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. [...] «Eles começaram a falar.» Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode conter-se. [...] Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes. Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras!
sábado, 22 de maio de 2010
Novo Pentecostes!!!
"O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia!"
Com a solenidade de Pentecostes,estamos encerrando o tempo pascal e retomando a caminhada do tempo comum. No Evangelho de São João(Jo 20,19-23), os apostolos reunidos num grande cenáculo, Jesus entra no meio deles e lhes deseja a paz..."A paz esteja convosco". Depois dessas palavas ele mostra suas mãos e o seu lado para que eles acreditem e não tenham medo. E termina suas palavras dizendo..."a quem perdoades os pecados, eles lhe seram perdoados; a quem não os perdoades, eles lhes serão retidos".
Por isso hoje somos chamados a viver nosso batismo e também a confirmação do nosso crisma. Todos recebemos o Espirito Santo, assim também recebemos e fazemos parte da missão evangelizadora da Igreja presente em cada canto e lugar.
Somos Igrejas vivas, que por onde passamos damos testemunho da presença do Cristo vivo e ressucitado.
Nesta solenidade, simbolicamente apagamos o cirio Pascal, mas sua chama está forte em nosso coração pois nesses cinquenta dias provamos e caminhos com o Cristo Ressucitado.
A maior prova que devemos dar é nosso testemunho de vida, nossa fé em ação.
Rezemos pelos frutos da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil e do Congresso Eucaristico Nacional, para que nossos pastores nos mostre o caminho que devemos seguir e a resposta que devemos dar dia-a-dia.
Unamos o nosso coração ao do nosso pastor o papa Bento XVI, o nossos bispos em especial o nosso bispo diocesano Dom Paulo Sergio Machado e nossos padres em especial o Padre Paulo Fernando e também nossos diáconos em especial diácono Permanete Paulo, rezemos pelas vocações e por todos os jovens que querem dar sua resposta sincera e humilde, mas que sofrem as dores das lutas diarias.
Vivamos Pastores e ovelhas a nossa vocação batismal e a confirmação do nosso crisma.
Que você jovem, ao ler essa pequena mensagem, tenha coragem de dizer a sua resposta ao Senhor que lhe chama, mas não tenha medo pois todo aquele que ele chama ele também capacita.
Que ao celebramos hoje 22/05 a memoria de uma grande santa, chamada Rita de Cassia, sigamos seu exemplo de oração e de santidade.
É possivel ser santo hoje???
Que santo você ser hoje para as pessoas que vivem ao seu redor?
Digamos juntos, vem Espirito Santo e ilumina a minha vida...
Um grande abraço em Cristo
Com Deus até o fim, mesmo sem entender, unidos pela oração!
Paz e bem!
+ Adriano
Com a solenidade de Pentecostes,estamos encerrando o tempo pascal e retomando a caminhada do tempo comum. No Evangelho de São João(Jo 20,19-23), os apostolos reunidos num grande cenáculo, Jesus entra no meio deles e lhes deseja a paz..."A paz esteja convosco". Depois dessas palavas ele mostra suas mãos e o seu lado para que eles acreditem e não tenham medo. E termina suas palavras dizendo..."a quem perdoades os pecados, eles lhe seram perdoados; a quem não os perdoades, eles lhes serão retidos".
Por isso hoje somos chamados a viver nosso batismo e também a confirmação do nosso crisma. Todos recebemos o Espirito Santo, assim também recebemos e fazemos parte da missão evangelizadora da Igreja presente em cada canto e lugar.
Somos Igrejas vivas, que por onde passamos damos testemunho da presença do Cristo vivo e ressucitado.
Nesta solenidade, simbolicamente apagamos o cirio Pascal, mas sua chama está forte em nosso coração pois nesses cinquenta dias provamos e caminhos com o Cristo Ressucitado.
A maior prova que devemos dar é nosso testemunho de vida, nossa fé em ação.
Rezemos pelos frutos da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil e do Congresso Eucaristico Nacional, para que nossos pastores nos mostre o caminho que devemos seguir e a resposta que devemos dar dia-a-dia.
Unamos o nosso coração ao do nosso pastor o papa Bento XVI, o nossos bispos em especial o nosso bispo diocesano Dom Paulo Sergio Machado e nossos padres em especial o Padre Paulo Fernando e também nossos diáconos em especial diácono Permanete Paulo, rezemos pelas vocações e por todos os jovens que querem dar sua resposta sincera e humilde, mas que sofrem as dores das lutas diarias.
Vivamos Pastores e ovelhas a nossa vocação batismal e a confirmação do nosso crisma.
Que você jovem, ao ler essa pequena mensagem, tenha coragem de dizer a sua resposta ao Senhor que lhe chama, mas não tenha medo pois todo aquele que ele chama ele também capacita.
Que ao celebramos hoje 22/05 a memoria de uma grande santa, chamada Rita de Cassia, sigamos seu exemplo de oração e de santidade.
É possivel ser santo hoje???
Que santo você ser hoje para as pessoas que vivem ao seu redor?
Digamos juntos, vem Espirito Santo e ilumina a minha vida...
Um grande abraço em Cristo
Com Deus até o fim, mesmo sem entender, unidos pela oração!
Paz e bem!
+ Adriano
Palavra de Vida – maio de 2010
“Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.” (Jo 14,21)
No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho, e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.
Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: “O amor é a observância de suas leis (Sb 6,18) e “facilmente é contemplada (a Sabedoria) por aqueles que a amam” (cf. Sb 6,12). E, sobretudo, o “manifestar-se a quem o ama” encontra um paralelo no Antigo Testamento em Sb 1,2, onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Ora, o sentido desta Palavra de Vida que propomos é: quem ama o Filho é amado pelo Pai, e é, por sua vez, também amado pelo Filho, que se manifesta a ele.
“Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Essa manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.
Não é concebível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Um relógio não funciona, não marca a hora – e nem se pode dizer que é um relógio – se estiver com a bateria descarregada. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.
O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta, no serviço aos irmãos – principalmente os que estão ao nosso lado –, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
Diz Charles de Foucauld: “Quando amamos alguém, estamos de verdade nele, estamos nele com o amor, vivemos nele com o amor, não vivemos mais em nós mesmos, somos “desprendidos” de nós mesmos, “fora de nós mesmos” (Charles de Foucauld, Scritti Spirituali, VII, Città Nuova, Roma 1975, p. 110).
E é por causa desse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: “Quem me ama... me manifestarei a ele” (cf. Jo 14,21). O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor.
E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.
Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de vários modos, porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralizados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar aquele tanto de luz que nos permitirá seguir adiante.
Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.
O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se reacenda em nós a fé e a esperança.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 1999.
No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho, e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.
Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: “O amor é a observância de suas leis (Sb 6,18) e “facilmente é contemplada (a Sabedoria) por aqueles que a amam” (cf. Sb 6,12). E, sobretudo, o “manifestar-se a quem o ama” encontra um paralelo no Antigo Testamento em Sb 1,2, onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Ora, o sentido desta Palavra de Vida que propomos é: quem ama o Filho é amado pelo Pai, e é, por sua vez, também amado pelo Filho, que se manifesta a ele.
“Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Essa manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.
Não é concebível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Um relógio não funciona, não marca a hora – e nem se pode dizer que é um relógio – se estiver com a bateria descarregada. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.
O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta, no serviço aos irmãos – principalmente os que estão ao nosso lado –, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
Diz Charles de Foucauld: “Quando amamos alguém, estamos de verdade nele, estamos nele com o amor, vivemos nele com o amor, não vivemos mais em nós mesmos, somos “desprendidos” de nós mesmos, “fora de nós mesmos” (Charles de Foucauld, Scritti Spirituali, VII, Città Nuova, Roma 1975, p. 110).
E é por causa desse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: “Quem me ama... me manifestarei a ele” (cf. Jo 14,21). O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor.
E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.
Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de vários modos, porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralizados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar aquele tanto de luz que nos permitirá seguir adiante.
Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.
O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se reacenda em nós a fé e a esperança.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 1999.
Ser batizado no Espírito Santo de Deus
É ter esperança no amanhã.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções!
Ser cheio do Espírito Santo, é pular de alegria.
Não invadir o espaço alheio.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.
Superar as dificuldades.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos...
Fazer trabalho voluntário.
Ser conduzido pelo Espírito Santo e impelido por Ele.
Vencer a depressão!
Confiar na voz da intuição, ação do Espírito.
Perdoar as pessoas.
Ser do Espírito Santo é chorar de felicidade, de emoção.
Ter pensamento positivo.
Ser cheio do Espírito Santo, é ter a alegria do coração.
Saber trabalhar em equipe.
Ser sincero.
Ser do Espírito Santo é dançar como o Rei Davi, para Deus.
Ser do Espírito Santo é adorar a Deus.
Ter motivação!
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Ei!!! Ser do Espírito é sair da passividade para evangelizar.
por isso que eu digo:
Não ponha limites no Deus do impossível, porque pelo poder do Seu Espírito e a intercessão de Santa Rita de Cássia,
nada é impossível para aquele que crê e testemunha.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções!
Ser cheio do Espírito Santo, é pular de alegria.
Não invadir o espaço alheio.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.
Superar as dificuldades.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos...
Fazer trabalho voluntário.
Ser conduzido pelo Espírito Santo e impelido por Ele.
Vencer a depressão!
Confiar na voz da intuição, ação do Espírito.
Perdoar as pessoas.
Ser do Espírito Santo é chorar de felicidade, de emoção.
Ter pensamento positivo.
Ser cheio do Espírito Santo, é ter a alegria do coração.
Saber trabalhar em equipe.
Ser sincero.
Ser do Espírito Santo é dançar como o Rei Davi, para Deus.
Ser do Espírito Santo é adorar a Deus.
Ter motivação!
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Ei!!! Ser do Espírito é sair da passividade para evangelizar.
por isso que eu digo:
Não ponha limites no Deus do impossível, porque pelo poder do Seu Espírito e a intercessão de Santa Rita de Cássia,
nada é impossível para aquele que crê e testemunha.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Carta dos bispos brasileiros aos presbíteros
Na 48ª Assembleia Geral da CNBB
BRASÍLIA, domingo, 16 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos, a seguir, a mensagem da 48ª Assembleia Geral da CNBB sobre a Palavra de Deus e a animação bíblica de toda a pastoral.
***
"Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração" (Jr 3, 15)
Nós, Bispos do Brasil, reunidos em Brasília, na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), queremos saudar a todos os Presbíteros de nossas Dioceses e Eparquia, que mais diretamente compartilham conosco o amor a Jesus Cristo e à Igreja na tarefa de evangelizar o povo de Deus.
Agradecemos a total dedicação e amor a Jesus Cristo e à missão da sua Igreja, na qual vocês vivem a vocação e dão seu testemunho sacerdotal. Conhecemos de perto seus sacrifícios que, por vezes, alcançam o heroísmo na busca cotidiana de fidelidade à missão evangelizadora, movidos pelo ardor missionário para animar comunidades e dialogar com os mais diversos ambientes.
Caminhamos para o final do Ano Sacerdotal, cujo tema é "Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote" que está nos trazendo abundantes graças e uma renovada consciência da identidade dos Sacerdotes, como anunciadores da Palavra, dispensadores da graça e animadores da caridade, a serviço dos irmãos e irmãs. Vocês renovaram conosco, em diversos momentos, a disponibilidade em servir o povo de Deus em suas necessidades mais profundas, com especial atenção aos mais pobres, aos jovens e aos doentes.
Por outro lado, comportamentos abusivos de alguns irmãos Presbíteros atingiram recentemente a credibilidade dos Sacerdotes e a grandeza do dom que nos foi confiado. Amargura e sofrimento, confusão e, mesmo indignação, invadiram o íntimo de muitos cristãos e das pessoas que amam a justiça, a verdade e a coerência de vida. Com humildade, reconhecemos que estamos em tempo de purificação, recordando que, diante do pecado, nos são dados como remédios a conversão, o perdão e a reparação às vítimas; diante do crime, as penalidades da lei civil e canônica; e diante de patologias, adequadas terapias.
Essas circunstâncias e acontecimentos são um apelo para nós, Bispos, e vocês, Presbíteros, vivermos de maneira profunda e integral nossa configuração com Jesus Cristo, o Bom Pastor, para que sejam mais facilmente reconhecíveis os traços de sua presença em nosso ser e em nosso agir cotidiano, especialmente porque agimos in persona Christi Capitis (PDV 12) ao cumprir as funções de mestres da Palavra, ministros dos Sacramentos, guias e pastores das comunidades. Um renovado empenho na busca da santidade poderá reavivar em nós e nos agentes de pastoral o entusiasmo para anunciar, testemunhar e celebrar Jesus Cristo. De fato, somente nele se encontram o significado da vida, a alegria e a paz, que não esmorecem, a esperança que não desilude e a caridade que aquece os corações.
O contato diuturno e direto com o povo de Deus faz crescer a integração da vida e a partilha solidária com as comunidades que lhes são confiadas entre mil desafios, fazendo-se tudo para todos para conquistar todos para Cristo, na labuta cotidiana.
Queremos reafirmar nossa satisfação e confiança pela multidão de Presbíteros que, identificados com Cristo, compartilham as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das comunidades que lhes são confiadas (cf. GS 1). Busquem sempre construir a comunhão fraterna, a exemplo das primeiras comunidades, nas quais "todos eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (...) Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum" (At 2, 42-45).
Agradecemos as obras de caridade que vocês realizam, com significativa participação de leigos, para enfrentar carências e problemas concretos de suas comunidades. Admiramos os esforços para que todo o povo cresça na consciência de sua dignidade de filhos de Deus e de sua cidadania, em busca de uma libertação plena da pobreza e da fome, da exclusão social e das desigualdades.
Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo. Recomendamos, também, que tenham um zelo especial na administração dos bens que lhes são confiados, destinados, sobretudo, para o serviço dos mais pobres.
Sobre todos vocês, estimados filhos e irmãos, invocamos a proteção de São João Maria Vianney e da Virgem Aparecida, Mãe dos Sacerdotes, para que Ela os console e fortaleça. Pedimos que Deus os abençoe e renove cada dia, em seus corações, as razões para viverem com entusiasmo e alegria sua total dedicação a Cristo e à Igreja.
Brasília, 11 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
(Com CNBB)
BRASÍLIA, domingo, 16 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos, a seguir, a mensagem da 48ª Assembleia Geral da CNBB sobre a Palavra de Deus e a animação bíblica de toda a pastoral.
***
"Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração" (Jr 3, 15)
Nós, Bispos do Brasil, reunidos em Brasília, na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), queremos saudar a todos os Presbíteros de nossas Dioceses e Eparquia, que mais diretamente compartilham conosco o amor a Jesus Cristo e à Igreja na tarefa de evangelizar o povo de Deus.
Agradecemos a total dedicação e amor a Jesus Cristo e à missão da sua Igreja, na qual vocês vivem a vocação e dão seu testemunho sacerdotal. Conhecemos de perto seus sacrifícios que, por vezes, alcançam o heroísmo na busca cotidiana de fidelidade à missão evangelizadora, movidos pelo ardor missionário para animar comunidades e dialogar com os mais diversos ambientes.
Caminhamos para o final do Ano Sacerdotal, cujo tema é "Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote" que está nos trazendo abundantes graças e uma renovada consciência da identidade dos Sacerdotes, como anunciadores da Palavra, dispensadores da graça e animadores da caridade, a serviço dos irmãos e irmãs. Vocês renovaram conosco, em diversos momentos, a disponibilidade em servir o povo de Deus em suas necessidades mais profundas, com especial atenção aos mais pobres, aos jovens e aos doentes.
Por outro lado, comportamentos abusivos de alguns irmãos Presbíteros atingiram recentemente a credibilidade dos Sacerdotes e a grandeza do dom que nos foi confiado. Amargura e sofrimento, confusão e, mesmo indignação, invadiram o íntimo de muitos cristãos e das pessoas que amam a justiça, a verdade e a coerência de vida. Com humildade, reconhecemos que estamos em tempo de purificação, recordando que, diante do pecado, nos são dados como remédios a conversão, o perdão e a reparação às vítimas; diante do crime, as penalidades da lei civil e canônica; e diante de patologias, adequadas terapias.
Essas circunstâncias e acontecimentos são um apelo para nós, Bispos, e vocês, Presbíteros, vivermos de maneira profunda e integral nossa configuração com Jesus Cristo, o Bom Pastor, para que sejam mais facilmente reconhecíveis os traços de sua presença em nosso ser e em nosso agir cotidiano, especialmente porque agimos in persona Christi Capitis (PDV 12) ao cumprir as funções de mestres da Palavra, ministros dos Sacramentos, guias e pastores das comunidades. Um renovado empenho na busca da santidade poderá reavivar em nós e nos agentes de pastoral o entusiasmo para anunciar, testemunhar e celebrar Jesus Cristo. De fato, somente nele se encontram o significado da vida, a alegria e a paz, que não esmorecem, a esperança que não desilude e a caridade que aquece os corações.
O contato diuturno e direto com o povo de Deus faz crescer a integração da vida e a partilha solidária com as comunidades que lhes são confiadas entre mil desafios, fazendo-se tudo para todos para conquistar todos para Cristo, na labuta cotidiana.
Queremos reafirmar nossa satisfação e confiança pela multidão de Presbíteros que, identificados com Cristo, compartilham as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das comunidades que lhes são confiadas (cf. GS 1). Busquem sempre construir a comunhão fraterna, a exemplo das primeiras comunidades, nas quais "todos eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (...) Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum" (At 2, 42-45).
Agradecemos as obras de caridade que vocês realizam, com significativa participação de leigos, para enfrentar carências e problemas concretos de suas comunidades. Admiramos os esforços para que todo o povo cresça na consciência de sua dignidade de filhos de Deus e de sua cidadania, em busca de uma libertação plena da pobreza e da fome, da exclusão social e das desigualdades.
Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo. Recomendamos, também, que tenham um zelo especial na administração dos bens que lhes são confiados, destinados, sobretudo, para o serviço dos mais pobres.
Sobre todos vocês, estimados filhos e irmãos, invocamos a proteção de São João Maria Vianney e da Virgem Aparecida, Mãe dos Sacerdotes, para que Ela os console e fortaleça. Pedimos que Deus os abençoe e renove cada dia, em seus corações, as razões para viverem com entusiasmo e alegria sua total dedicação a Cristo e à Igreja.
Brasília, 11 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
(Com CNBB)
domingo, 16 de maio de 2010
Palavra do nosso Papa Bento XVI para o Domingo da Ascensão do Senhor!
"O verdadeiro inimigo a combater é o pecado": Bento XVI ao meio-dia, na Praça de São Pedro, apinhada de fiéis que lhe manifestavam solidariedade. Papa recomenda radicalidade e coerência e evoca a "intensa peregrinação" a Portugal e a multidão em Fátima
Uma multidão de mais de 100 mil católicos de toda a Itália se congregou neste domingo de manhã, na Praça de São Pedro, convocados pelas associações laicais católicas italianas numa “manifestação de fé e de solidariedade” ao Papa. Às 11 horas, teve lugar uma celebração da Palavra, em que se recordou uma ampla passagem da homilia do Santo Padre, há cinco anos, no início do ministério petrino, quando pediu a todos para rezarem por ele, “para que aprenda cada vez mais a amar o Senhor” e “a amar cada vez mais a Santa Igreja… cada um singularmente e todos conjuntamente”. Depois da oração mariana, manifestando a todos os presentes “o mais vivo reconhecimento”, afirmou o Papa:
“Caros amigos, vós mostrais hoje o grande afecto e a profunda proximidade da Igreja e do povo italiano ao Papa e aos vossos sacerdotes, que quotidianamente cuidam de vós, para que, no empenho de renovamento espiritual e moral possamos servir cada vez melhor a Igreja, o Povo de Deus e todos os que a nós se dirigem confiadamente”
“O verdadeiro inimigo a temer e a combater – recordou Bento XVI - é o pecado, o mal espiritual, que por vezes, infelizmente, contagia também os membros da Igreja”.
“Vivemos no mundo, mas não somos do mundo. Nós cristãos não devemos ter medo do mundo, embora devamos precaver-nos contra as suas seduções. Devemos pelo contrário temer o pecado e para tal mantermo-nos fortemente radicados em Deus, solidários no bem, no amor, no serviço”.
E é precisamente isto o que os ministros da Igreja, juntamente com os fiéis, têm feito e continuam a fazer. O Santo Padre concluiu pois esta saudação aos presentes que lhe manifestavam solidariedade encorajando todos a “prosseguir conjuntamente este caminho”. “Que as provações, que o Senhor permite, nos levem a uma maior radicalidade e coerência.
“É belo ver hoje esta multidão na Praça como foi emocionante para mim ver em Fátima a imensa multidão que, na escola de Maria, rezou pela conversão dos corações. Renovo hoje este apelo, confortado com a vossa presença, tão numerosa! Obrigado!”
Já anteriormente, na alocução inicial, que precedeu a recitação mariana, Bento XVI se referira à viagem a Portugal, agradecendo a protecção materna de Maria nessa “intensa peregrinação”:
“Agradeço à Virgem Maria, que nos dias passados tive ocasião de venerar no Santuário de Fátima, pela sua materna protecção durante a intensa peregrinação realizada a Portugal”.
Nesta alocução antes do canto do Regina Coeli, Bento XVI referiu a celebração, neste domingo, na Itália como noutros países, da Ascensão de Jesus.
“O Senhor atrai em direcção ao céu o olhar dos Apóstolos para lhes indicar como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Contudo, Ele permanece na trama da história humana, está próximo de cada um de nós e guia o nosso caminho cristão:
é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração de todos os que são marginalizados, está presente naqueles a quem é negado o direito à vida. Podemos escutar, ver e tocar o Senhor Jesus na Igreja, especialmente mediante a palavra e os gestos sacramentais dos seus Pastores”.
Bento XVI encorajou os jovens e adolescentes que neste tempo pascal recebem o sacramento do Crisma a permanecerem fiéis à Palavra de Deus e à doutrina recebida… conscientes de terem sido escolhidos e constituídos para testemunharem a Verdade. Aos “irmãos no Sacerdócio”, o Papa deixou o convite a que “na sua vida e acção se distingam por um forte testemunho evangélico e saibam utilizar com sapiência também os meios de comunicação, para darem a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje e descobrirem o rosto de Cristo”.
Uma multidão de mais de 100 mil católicos de toda a Itália se congregou neste domingo de manhã, na Praça de São Pedro, convocados pelas associações laicais católicas italianas numa “manifestação de fé e de solidariedade” ao Papa. Às 11 horas, teve lugar uma celebração da Palavra, em que se recordou uma ampla passagem da homilia do Santo Padre, há cinco anos, no início do ministério petrino, quando pediu a todos para rezarem por ele, “para que aprenda cada vez mais a amar o Senhor” e “a amar cada vez mais a Santa Igreja… cada um singularmente e todos conjuntamente”. Depois da oração mariana, manifestando a todos os presentes “o mais vivo reconhecimento”, afirmou o Papa:
“Caros amigos, vós mostrais hoje o grande afecto e a profunda proximidade da Igreja e do povo italiano ao Papa e aos vossos sacerdotes, que quotidianamente cuidam de vós, para que, no empenho de renovamento espiritual e moral possamos servir cada vez melhor a Igreja, o Povo de Deus e todos os que a nós se dirigem confiadamente”
“O verdadeiro inimigo a temer e a combater – recordou Bento XVI - é o pecado, o mal espiritual, que por vezes, infelizmente, contagia também os membros da Igreja”.
“Vivemos no mundo, mas não somos do mundo. Nós cristãos não devemos ter medo do mundo, embora devamos precaver-nos contra as suas seduções. Devemos pelo contrário temer o pecado e para tal mantermo-nos fortemente radicados em Deus, solidários no bem, no amor, no serviço”.
E é precisamente isto o que os ministros da Igreja, juntamente com os fiéis, têm feito e continuam a fazer. O Santo Padre concluiu pois esta saudação aos presentes que lhe manifestavam solidariedade encorajando todos a “prosseguir conjuntamente este caminho”. “Que as provações, que o Senhor permite, nos levem a uma maior radicalidade e coerência.
“É belo ver hoje esta multidão na Praça como foi emocionante para mim ver em Fátima a imensa multidão que, na escola de Maria, rezou pela conversão dos corações. Renovo hoje este apelo, confortado com a vossa presença, tão numerosa! Obrigado!”
Já anteriormente, na alocução inicial, que precedeu a recitação mariana, Bento XVI se referira à viagem a Portugal, agradecendo a protecção materna de Maria nessa “intensa peregrinação”:
“Agradeço à Virgem Maria, que nos dias passados tive ocasião de venerar no Santuário de Fátima, pela sua materna protecção durante a intensa peregrinação realizada a Portugal”.
Nesta alocução antes do canto do Regina Coeli, Bento XVI referiu a celebração, neste domingo, na Itália como noutros países, da Ascensão de Jesus.
“O Senhor atrai em direcção ao céu o olhar dos Apóstolos para lhes indicar como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Contudo, Ele permanece na trama da história humana, está próximo de cada um de nós e guia o nosso caminho cristão:
é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração de todos os que são marginalizados, está presente naqueles a quem é negado o direito à vida. Podemos escutar, ver e tocar o Senhor Jesus na Igreja, especialmente mediante a palavra e os gestos sacramentais dos seus Pastores”.
Bento XVI encorajou os jovens e adolescentes que neste tempo pascal recebem o sacramento do Crisma a permanecerem fiéis à Palavra de Deus e à doutrina recebida… conscientes de terem sido escolhidos e constituídos para testemunharem a Verdade. Aos “irmãos no Sacerdócio”, o Papa deixou o convite a que “na sua vida e acção se distingam por um forte testemunho evangélico e saibam utilizar com sapiência também os meios de comunicação, para darem a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje e descobrirem o rosto de Cristo”.
Dia Mundial das Comunicações Sociais
MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 44º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:
os novos media ao serviço da Palavra»
[Domingo,16 de Maio de 2010]
Queridos irmãos e irmãs!
O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajecto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.
A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).
Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De facto, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.
Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.
Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».
Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e actual. De facto, a pastoral no mundo digital há-de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].
Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e actual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).
Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no actual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efectivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?
O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De facto nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.
A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação.
Com estes votos, invoco sobre vós a protecção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afecto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.
Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI
PARA O 44º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:
os novos media ao serviço da Palavra»
[Domingo,16 de Maio de 2010]
Queridos irmãos e irmãs!
O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajecto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.
A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).
Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De facto, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.
Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.
Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».
Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e actual. De facto, a pastoral no mundo digital há-de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].
Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e actual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).
Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no actual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efectivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?
O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De facto nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.
A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação.
Com estes votos, invoco sobre vós a protecção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afecto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.
Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI
Cardeal Hummes destaca fé do povo brasileiro
Na Missa de abertura do Congresso Eucarístico Nacional
BRASÍLIA, sexta-feira, 14 de maio de 2010 (ZENIT.org). O enviado especial do papa Bento XVI para o Congresso Eucarístico, cardeal dom Cláudio Hummes, destacou a fé do povo brasileiro e conclamou os católicos a participarem da missa e da eucaristia. O cardeal presidiu a missa de abertura do evento, ontem à noite, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Cerca de 50 mil pessoas participaram da missa.
"O bem maior que os colonizadores trouxeram [ao Brasil] foi a fé católica que se encarnou na cultura. Com o Congresso Eucarístico Nacional Brasília se transforma em altar junto ao qual o povo brasileiro se reúne e celebra a fé. Cristo resplende e ilumina o Brasil e o mundo", disse o cardeal.
Dom Cláudio disse que a participação na eucaristia leva o cristão a encontrar-se com Cristo. "A partir do encontro [com Cristo na Eucaristia] estamos prontos para seguir Jesus mesmo que seja para a cruz. Como deixar de ir a missa e deixar de comungar?", indagou. O cardeal exortou os católicos a fazerem do domingo "o Dia do Senhor" e transmitiu a recomendação do papa, que o enviou para o Congresso. "Disse-me o papa: é nosso desejo que os pastores estimulem o povo a participar da eucaristia e da confissão".
Os milhares de fiéis que participaram da celebração aplaudiram dom Cláudio se referiu aos padres. "A Igreja os admira, os ama e reconhece seu trabalho", disse. O cardeal exortou os padres a terem uma adesão "fiel e indefectível" a Jesus Cristo.
O cardeal relacionou, ainda, a eucaristia com o compromisso com os pobres. "O encontro com Cristo deve nos levar necessariamente ao encontro com o irmão. Quando nos sentamos à mesa de Deus nos comprometemos a combater a pobreza, a miséria e a fome. Depois que comungamos, não podemos não nos empenhar em favor dos pobres".
Selo comemorativo
Antes da missa, com a presença do presidente da República em exercício, José Alencar, e do presidente dos Correios, Carlos Custódio, foi lançado o Selo comemorativo ao Congresso Eucarístico. O cardeal Hummes e o arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz apresentaram ao público o Selo sob os aplausos da multidão.
Uma mensagem do papa para o Congresso foi exibida nos telões espalhados pela Esplanada dos Ministérios. "É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra sua vontade de estar conosco. Só Jesus pode transformar o coração dos homens", disse o papa, que convidou os padres a uma "espiritualidade eucarística".
O Congresso eucarístico segue até domingo, 16, com um simpósio de Bioética e outro de teologia, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. No Pavilhão de Exposição, no Parque da Cidade, acontecem inúmeras outras atividades. A arquidiocese de Brasília acredita que 300 mil pessoas participaram do Congresso.
(Com CNBB)
BRASÍLIA, sexta-feira, 14 de maio de 2010 (ZENIT.org). O enviado especial do papa Bento XVI para o Congresso Eucarístico, cardeal dom Cláudio Hummes, destacou a fé do povo brasileiro e conclamou os católicos a participarem da missa e da eucaristia. O cardeal presidiu a missa de abertura do evento, ontem à noite, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Cerca de 50 mil pessoas participaram da missa.
"O bem maior que os colonizadores trouxeram [ao Brasil] foi a fé católica que se encarnou na cultura. Com o Congresso Eucarístico Nacional Brasília se transforma em altar junto ao qual o povo brasileiro se reúne e celebra a fé. Cristo resplende e ilumina o Brasil e o mundo", disse o cardeal.
Dom Cláudio disse que a participação na eucaristia leva o cristão a encontrar-se com Cristo. "A partir do encontro [com Cristo na Eucaristia] estamos prontos para seguir Jesus mesmo que seja para a cruz. Como deixar de ir a missa e deixar de comungar?", indagou. O cardeal exortou os católicos a fazerem do domingo "o Dia do Senhor" e transmitiu a recomendação do papa, que o enviou para o Congresso. "Disse-me o papa: é nosso desejo que os pastores estimulem o povo a participar da eucaristia e da confissão".
Os milhares de fiéis que participaram da celebração aplaudiram dom Cláudio se referiu aos padres. "A Igreja os admira, os ama e reconhece seu trabalho", disse. O cardeal exortou os padres a terem uma adesão "fiel e indefectível" a Jesus Cristo.
O cardeal relacionou, ainda, a eucaristia com o compromisso com os pobres. "O encontro com Cristo deve nos levar necessariamente ao encontro com o irmão. Quando nos sentamos à mesa de Deus nos comprometemos a combater a pobreza, a miséria e a fome. Depois que comungamos, não podemos não nos empenhar em favor dos pobres".
Selo comemorativo
Antes da missa, com a presença do presidente da República em exercício, José Alencar, e do presidente dos Correios, Carlos Custódio, foi lançado o Selo comemorativo ao Congresso Eucarístico. O cardeal Hummes e o arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz apresentaram ao público o Selo sob os aplausos da multidão.
Uma mensagem do papa para o Congresso foi exibida nos telões espalhados pela Esplanada dos Ministérios. "É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra sua vontade de estar conosco. Só Jesus pode transformar o coração dos homens", disse o papa, que convidou os padres a uma "espiritualidade eucarística".
O Congresso eucarístico segue até domingo, 16, com um simpósio de Bioética e outro de teologia, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. No Pavilhão de Exposição, no Parque da Cidade, acontecem inúmeras outras atividades. A arquidiocese de Brasília acredita que 300 mil pessoas participaram do Congresso.
(Com CNBB)
sábado, 15 de maio de 2010
LUAU DA JUVENTUDE COM CRISTO
PARÓQUIA SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Quem não reza bem, não pode falar bem nem sequer de Deus". São Gaspar Bertoni
PROGRAMAÇÃO
Dia 15 e 16 de Maio
- 21 horas – encontro com todos os jovens na frente da paróquia e logo em seguida saída para a comunidade Santo Antonio.
- 22h – Acolhida e apresentação – momento de oração
- 23h – dinâmica em grupo
- 24h – lanche comunitário – confraternização
- 01h – Momento de louvor – ao redor da fogueira
- 02h – Leitura Orante da Palavra
-02h30 – Momento de Oração pessoal e individual
- 03h15 – Partilha em grupo
-04h – dinâmica em grupo
-05h – Oração e conclusão
- 05h30 – Café da manhã
- 06h15 – retorno
Neste Luau, queremos nos unir em oração com a nossa comunidade paroquial e com toda Igreja reunida em Brasilia para 16 Congresso Eucaristico Nacional.
Rezemos pelos nossos Crismandos que possam fazer uma experiencia verdadeira do Cristo e da graça vinda do Espirito Santo.
Assim gostaria de agradecer a todos em especial a comunidade Santo Antonio do bairro monte Alto, que de coração nos acolhe.
E a todos que colaborarão para que esse encontro se torna-se real.
Muito obrigado!!!
Unidos sempre pela fé e oração
“Tudo passa. Somente Deus ficará eternamente na alma que souber amá-lo”.
(Padre Pio)
Adriana e Adriano
Catequistas de Crisma
Paróquia São Domingos Sávio e São Brás.
PARÓQUIA SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Quem não reza bem, não pode falar bem nem sequer de Deus". São Gaspar Bertoni
PROGRAMAÇÃO
Dia 15 e 16 de Maio
- 21 horas – encontro com todos os jovens na frente da paróquia e logo em seguida saída para a comunidade Santo Antonio.
- 22h – Acolhida e apresentação – momento de oração
- 23h – dinâmica em grupo
- 24h – lanche comunitário – confraternização
- 01h – Momento de louvor – ao redor da fogueira
- 02h – Leitura Orante da Palavra
-02h30 – Momento de Oração pessoal e individual
- 03h15 – Partilha em grupo
-04h – dinâmica em grupo
-05h – Oração e conclusão
- 05h30 – Café da manhã
- 06h15 – retorno
Neste Luau, queremos nos unir em oração com a nossa comunidade paroquial e com toda Igreja reunida em Brasilia para 16 Congresso Eucaristico Nacional.
Rezemos pelos nossos Crismandos que possam fazer uma experiencia verdadeira do Cristo e da graça vinda do Espirito Santo.
Assim gostaria de agradecer a todos em especial a comunidade Santo Antonio do bairro monte Alto, que de coração nos acolhe.
E a todos que colaborarão para que esse encontro se torna-se real.
Muito obrigado!!!
Unidos sempre pela fé e oração
“Tudo passa. Somente Deus ficará eternamente na alma que souber amá-lo”.
(Padre Pio)
Adriana e Adriano
Catequistas de Crisma
Paróquia São Domingos Sávio e São Brás.
Carta dos Bispos aos Presbíteros-Conclusão da Assembleia Geral da CNBB
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
48ª Assembleia Geral da CNBB
Brasília, 4 a 13 de maio de 2010
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3, 15)
Nós, Bispos do Brasil, reunidos em Brasília, na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), queremos saudar a todos os Presbíteros de nossas Dioceses e Eparquia, que mais diretamente compartilham conosco o amor a Jesus Cristo e à Igreja na tarefa de evangelizar o povo de Deus.
Agradecemos a total dedicação e amor a Jesus Cristo e à missão da sua Igreja, na qual vocês vivem a vocação e dão seu testemunho sacerdotal. Conhecemos de perto seus sacrifícios que, por vezes, alcançam o heroísmo na busca cotidiana de fidelidade à missão evangelizadora, movidos pelo ardor missionário para animar comunidades e dialogar com os mais diversos ambientes.
Caminhamos para o final do Ano Sacerdotal, cujo tema é “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote” que está nos trazendo abundantes graças e uma renovada consciência da identidade dos Sacerdotes, como anunciadores da Palavra, dispensadores da graça e animadores da caridade, a serviço dos irmãos e irmãs. Vocês renovaram conosco, em diversos momentos, a disponibilidade em servir o povo de Deus em suas necessidades mais profundas, com especial atenção aos mais pobres, aos jovens e aos doentes.
Por outro lado, comportamentos abusivos de alguns irmãos Presbíteros atingiram recentemente a credibilidade dos Sacerdotes e a grandeza do dom que nos foi confiado. Amargura e sofrimento, confusão e, mesmo indignação, invadiram o íntimo de muitos cristãos e das pessoas que amam a justiça, a verdade e a coerência de vida. Com humildade, reconhecemos que estamos em tempo de purificação, recordando que, diante do pecado, nos são dados como remédios a conversão, o perdão e a reparação às vítimas; diante do crime, as penalidades da lei civil e canônica; e diante de patologias, adequadas terapias.
Essas circunstâncias e acontecimentos são um apelo para nós, Bispos, e vocês, Presbíteros, vivermos de maneira profunda e integral nossa configuração com Jesus Cristo, o Bom Pastor, para que sejam mais facilmente reconhecíveis os traços de sua presença em nosso ser e em nosso agir cotidiano, especialmente porque agimos in persona Christi Capitis (PDV 12) ao cumprir as funções de mestres da Palavra, ministros dos Sacramentos, guias e pastores das comunidades. Um renovado empenho na busca da santidade poderá reavivar em nós e nos agentes de pastoral o entusiasmo para anunciar, testemunhar e celebrar Jesus Cristo. De fato, somente nele se encontram o significado da vida, a alegria e a paz, que não esmorecem, a esperança que não desilude e a caridade que aquece os corações.
O contato diuturno e direto com o povo de Deus faz crescer a integração da vida e a partilha solidária com as comunidades que lhes são confiadas entre mil desafios, fazendo-se tudo para todos para conquistar todos para Cristo, na labuta cotidiana.
Queremos reafirmar nossa satisfação e confiança pela multidão de Presbíteros que, identificados com Cristo, compartilham as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das comunidades que lhes são confiadas (cf. GS 1). Busquem sempre construir a comunhão fraterna, a exemplo das primeiras comunidades, nas quais “todos eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (…) Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum” (At 2, 42-45).
Agradecemos as obras de caridade que vocês realizam, com significativa participação de leigos, para enfrentar carências e problemas concretos de suas comunidades. Admiramos os esforços para que todo o povo cresça na consciência de sua dignidade de filhos de Deus e de sua cidadania, em busca de uma libertação plena da pobreza e da fome, da exclusão social e das desigualdades.
Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo. Recomendamos, também, que tenham um zelo especial na administração dos bens que lhes são confiados, destinados, sobretudo, para o serviço dos mais pobres.
Sobre todos vocês, estimados filhos e irmãos, invocamos a proteção de São João Maria Vianney e da Virgem Aparecida, Mãe dos Sacerdotes, para que Ela os console e fortaleça. Pedimos que Deus os abençoe e renove cada dia, em seus corações, as razões para viverem com entusiasmo e alegria sua total dedicação a Cristo e à Igreja.
Brasília, 11 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
48ª Assembleia Geral da CNBB
Brasília, 4 a 13 de maio de 2010
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3, 15)
Nós, Bispos do Brasil, reunidos em Brasília, na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), queremos saudar a todos os Presbíteros de nossas Dioceses e Eparquia, que mais diretamente compartilham conosco o amor a Jesus Cristo e à Igreja na tarefa de evangelizar o povo de Deus.
Agradecemos a total dedicação e amor a Jesus Cristo e à missão da sua Igreja, na qual vocês vivem a vocação e dão seu testemunho sacerdotal. Conhecemos de perto seus sacrifícios que, por vezes, alcançam o heroísmo na busca cotidiana de fidelidade à missão evangelizadora, movidos pelo ardor missionário para animar comunidades e dialogar com os mais diversos ambientes.
Caminhamos para o final do Ano Sacerdotal, cujo tema é “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote” que está nos trazendo abundantes graças e uma renovada consciência da identidade dos Sacerdotes, como anunciadores da Palavra, dispensadores da graça e animadores da caridade, a serviço dos irmãos e irmãs. Vocês renovaram conosco, em diversos momentos, a disponibilidade em servir o povo de Deus em suas necessidades mais profundas, com especial atenção aos mais pobres, aos jovens e aos doentes.
Por outro lado, comportamentos abusivos de alguns irmãos Presbíteros atingiram recentemente a credibilidade dos Sacerdotes e a grandeza do dom que nos foi confiado. Amargura e sofrimento, confusão e, mesmo indignação, invadiram o íntimo de muitos cristãos e das pessoas que amam a justiça, a verdade e a coerência de vida. Com humildade, reconhecemos que estamos em tempo de purificação, recordando que, diante do pecado, nos são dados como remédios a conversão, o perdão e a reparação às vítimas; diante do crime, as penalidades da lei civil e canônica; e diante de patologias, adequadas terapias.
Essas circunstâncias e acontecimentos são um apelo para nós, Bispos, e vocês, Presbíteros, vivermos de maneira profunda e integral nossa configuração com Jesus Cristo, o Bom Pastor, para que sejam mais facilmente reconhecíveis os traços de sua presença em nosso ser e em nosso agir cotidiano, especialmente porque agimos in persona Christi Capitis (PDV 12) ao cumprir as funções de mestres da Palavra, ministros dos Sacramentos, guias e pastores das comunidades. Um renovado empenho na busca da santidade poderá reavivar em nós e nos agentes de pastoral o entusiasmo para anunciar, testemunhar e celebrar Jesus Cristo. De fato, somente nele se encontram o significado da vida, a alegria e a paz, que não esmorecem, a esperança que não desilude e a caridade que aquece os corações.
O contato diuturno e direto com o povo de Deus faz crescer a integração da vida e a partilha solidária com as comunidades que lhes são confiadas entre mil desafios, fazendo-se tudo para todos para conquistar todos para Cristo, na labuta cotidiana.
Queremos reafirmar nossa satisfação e confiança pela multidão de Presbíteros que, identificados com Cristo, compartilham as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias das comunidades que lhes são confiadas (cf. GS 1). Busquem sempre construir a comunhão fraterna, a exemplo das primeiras comunidades, nas quais “todos eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (…) Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum” (At 2, 42-45).
Agradecemos as obras de caridade que vocês realizam, com significativa participação de leigos, para enfrentar carências e problemas concretos de suas comunidades. Admiramos os esforços para que todo o povo cresça na consciência de sua dignidade de filhos de Deus e de sua cidadania, em busca de uma libertação plena da pobreza e da fome, da exclusão social e das desigualdades.
Pedimos que zelem pela comunhão eclesial, alimentando-a com a celebração cotidiana da Eucaristia, com a oração fiel e generosa, de modo especial a Liturgia das Horas, com a busca frequente do Sacramento da Penitência e a orientação espiritual, com um estilo de vida sóbrio, que tome distância dos apelos do consumismo, da cultura da banalidade, da invasão do secularismo. Recomendamos, também, que tenham um zelo especial na administração dos bens que lhes são confiados, destinados, sobretudo, para o serviço dos mais pobres.
Sobre todos vocês, estimados filhos e irmãos, invocamos a proteção de São João Maria Vianney e da Virgem Aparecida, Mãe dos Sacerdotes, para que Ela os console e fortaleça. Pedimos que Deus os abençoe e renove cada dia, em seus corações, as razões para viverem com entusiasmo e alegria sua total dedicação a Cristo e à Igreja.
Brasília, 11 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Fazer o caminho
Acreditar no potencial de cada pessoa
O tempo real nos coloca no contexto de uma via, de um caminho, tendo um ponto de partida e outro de chegada. É tempo de alegrias e tristezas, de hostilidades e rejeição, ou não. Importa caminhar com muita coragem, não se deixando abater pelos desânimos que vão sendo encontrados. Pelo caminho, as deficiências vão sendo aos poucos curadas, os sonhos, às vezes, sendo realizados. Importa não ficar estagnado por causa dos problemas, dos preconceitos e situações impostas pelo novo contexto cultural. Não podemos perder as nossas forças e princípios motivadores.
Não é fácil acreditar no potencial existente em cada pessoa humana. Pior ainda é aceitar os prodígios realizados pelos que são comuns a todos nós. Podemos aqui destacar a frase muito popular: “Santo de casa não faz milagre”. Mas isso não é verdade.
O certo é que toda pessoa humana existe para cumprir uma missão. É por isso que existem os dons, quase como um destino, uma configuração de responsabilidade, que abarca toda a existência concreta na história da humanidade.
É muito grande a força da existência. Ela coincide com a vontade do Criador, num tempo determinado, em vista da salvação e da libertação. Existimos para edificar um caminho florido pelas maravilhas de uma vida que precisa ser feliz.
A marca referencial é o amor fraterno na comunidade, ou no corpo social, construindo solidariedade e unidade. As competições, os interesses particulares, as preferências egoístas e os desejos de publicidade dificultam o verdadeiro caminho.
O bem comum é fruto de práticas concretas de amor. É amor que vem de Deus e existe em nós pelo fato de que Ele nos tornou Seus filhos adotivos. Amando os irmãos, amamos a Deus. Assim conseguimos construir uma humanidade sem barreiras.
O caminho depende de tempo, não de passado ou de futuro propriamente dito, mas do hoje, da vida real e concreta. É o testemunho na qualidade de vida do agora. É o jeito da pessoa ser, de viver, de celebrar e de agir no mundo com responsabilidade.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
O tempo real nos coloca no contexto de uma via, de um caminho, tendo um ponto de partida e outro de chegada. É tempo de alegrias e tristezas, de hostilidades e rejeição, ou não. Importa caminhar com muita coragem, não se deixando abater pelos desânimos que vão sendo encontrados. Pelo caminho, as deficiências vão sendo aos poucos curadas, os sonhos, às vezes, sendo realizados. Importa não ficar estagnado por causa dos problemas, dos preconceitos e situações impostas pelo novo contexto cultural. Não podemos perder as nossas forças e princípios motivadores.
Não é fácil acreditar no potencial existente em cada pessoa humana. Pior ainda é aceitar os prodígios realizados pelos que são comuns a todos nós. Podemos aqui destacar a frase muito popular: “Santo de casa não faz milagre”. Mas isso não é verdade.
O certo é que toda pessoa humana existe para cumprir uma missão. É por isso que existem os dons, quase como um destino, uma configuração de responsabilidade, que abarca toda a existência concreta na história da humanidade.
É muito grande a força da existência. Ela coincide com a vontade do Criador, num tempo determinado, em vista da salvação e da libertação. Existimos para edificar um caminho florido pelas maravilhas de uma vida que precisa ser feliz.
A marca referencial é o amor fraterno na comunidade, ou no corpo social, construindo solidariedade e unidade. As competições, os interesses particulares, as preferências egoístas e os desejos de publicidade dificultam o verdadeiro caminho.
O bem comum é fruto de práticas concretas de amor. É amor que vem de Deus e existe em nós pelo fato de que Ele nos tornou Seus filhos adotivos. Amando os irmãos, amamos a Deus. Assim conseguimos construir uma humanidade sem barreiras.
O caminho depende de tempo, não de passado ou de futuro propriamente dito, mas do hoje, da vida real e concreta. É o testemunho na qualidade de vida do agora. É o jeito da pessoa ser, de viver, de celebrar e de agir no mundo com responsabilidade.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
Conclusão da Assembleia Geral dos Bispos
CNBB se pronuncia sobre abusos sexuais na Igreja, Ficha Limpa e Congresso Eucarístico
Na coletiva de encerramento da 48ª Assembleia Geral da CNBB, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil fez um pronunciamento oficial sobre abusos sexuais na Igreja. Antes, presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou que a Assembleia foi caracterizada por assuntos que dizem “respeito à vida interna da Igreja”, mas também por temas ligados diretamente à sociedade brasileira, como exemplo a questão do “trabalho escravo” e a “questão agrária” no Brasil.
Sobre os abusos sexuais na Igreja, dom Geraldo disse que a CNBB vai criar uma comissão para elaborar um vademecum (manual de fundamentação e orientação), cujo objetivo é ser uma política oficial de ação da Igreja no Brasil sobre acasos de abusos sexuais praticados por seus membros. O manual deverá indicar os a medidas a serem adotada em casos de abusos sexuais praticados por membros da Igreja.
Nós queremos mostrar que, quando se trata da questão do pecado, a atitude da Igreja deve ser de perdão e de misericórdia, mas diante do crime praticado é preciso que as penalidades sejam aplicadas. Sejam as canônicas, jurídicas, como as penalidades civis. A cartilha elaborada pela CNBB será uma espécie de roteiro que auxiliará os bispos a procederem quando houver um caso dessa natureza em sua diocese”, disse. “As patologias, por sua vez, devem passar por um tratamento”, completou dom Geraldo.
O presidente da CNBB também garantiu que os candidatos ao seminário deverão passar por um rigoroso critério de seleção antes de ingressar na vida religiosa. “Os casos que estão sendo analisados nos levam a refletir sobre a questão das exigências na admissão dos candidatos ao sacerdócio e na vigilância ao período formativo”. Ele também disse que a Igreja analisará cada candidato antes de conceder a ordenação sacerdotal. “Se o candidato apresentar qualquer desvio de conduta, ele será imediatamente suspenso da ordenação sacerdotal”.
Assistência às vítimas
De acordo com dom Geraldo, a partir da cartilha, a Igreja estará preparada também para garantir assistência às vítimas. “As vítimas terão assistência espiritual e psicológica. Entendemos que os abusos sexuais trazem complicações e consequências gravíssimas”.
Ainda segundo o presidente da CNBB, a questão (abusos sexuais na Igreja) foi colocada em Assembleia para que todos os bispos tivessem consciência das novas posições da Igreja com relação ao assunto. “A Igreja sempre se preocupou com esse problema, mas agora, com a cartilha que vamos elaborar, queremos ter mais clareza e precisão quanto aos passos concretos que devem ser dados em relação às vítimas e suas famílias”.
A Comissão a ser criada pela CNBB contará com especialistas de várias áreas do conhecimento, entre elas, do direito canônico, do direito civil e psicólogos. A meta da Conferência é elaborar o texto no prazo mais curto possível. Alguns elementos para a formação da equipe e da cartilha, segundo dom Geraldo, já no pronunciamento da Presidência entregue á imprensa
Ficha Limpa
“Parece-me que quanto ao Projeto Ficha Limpa a CNBB vai permanecer vigilante e procurar sempre trazer essa reflexão aos meios que ela alcança, mas eu diria que a agora nós teremos um papel muito importante, tanto da mídia, quanto da sociedade civil, que precisa se articular. Esperamos que o Projeto Ficha Limpa, no Senado, tenha o mesmo trâmite que teve na Câmara, e que não haja modificações, para que possamos vê-lo em atuação ainda nestas eleições”, disse dom Geraldo a respeito do Projeto Ficha Limpa.
“Acho ainda que o eleitor é quem precisa ficar vigilante, pois um senador que coloque dificuldades na aprovação deste projeto, se ele se candidata novamente, será que ele vai ter o apoio do eleitor? Alguém que se coloca contra o Projeto Ficha Limpa, será que não está confessando que tem a Ficha Suja?”, indagou o presidente da CNBB.
Para dom Geraldo, esta é uma questão que coloca em reflexão os próprios senadores. “Para mim, quem coloca empecilhos para a aprovação do Projeto Ficha Limpa é porque tem a Ficha Suja!” destacou.
O secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, mostrou otimismo quanto a aprovação do projeto no Senado. “Houve gente que dizia que era mais fácil ‘boi voar que o projeto ser aprovado na Câmara’. Após a derrubada dos 11 destaques e a aprovação pela Câmara, o comentário é que já estão vendo ‘boi voando’”, disse dom Dimas, arrancando risos dos jornalistas.
Congresso Eucarístico
Dom Geraldo Lyrio Rocha falou também sobre o 16º Congresso Eucarístico Nacional, que começa na noite de hoje, 13, e segue até o dia 16, em Brasília (DF).
“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em espírito de grande expectativa e muita alegria. Vão chegando às notícias das delegações, das caravanas que chegam a Brasília de tantas partes do nosso país, e cada bispo que recebe a notícia da chegada das caravanas de sua região, se rejubilam com essa boa notícia. Temos certeza que com a organização, o ânimo da cidade pela manifestação de empenho extraordinário da própria arquidiocese de Brasília, tenho certeza que o Congresso Eucarístico Nacional será um grande momento, não só para o Distrito Federal, mas para todo o Brasil”.
Na coletiva de encerramento da 48ª Assembleia Geral da CNBB, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil fez um pronunciamento oficial sobre abusos sexuais na Igreja. Antes, presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou que a Assembleia foi caracterizada por assuntos que dizem “respeito à vida interna da Igreja”, mas também por temas ligados diretamente à sociedade brasileira, como exemplo a questão do “trabalho escravo” e a “questão agrária” no Brasil.
Sobre os abusos sexuais na Igreja, dom Geraldo disse que a CNBB vai criar uma comissão para elaborar um vademecum (manual de fundamentação e orientação), cujo objetivo é ser uma política oficial de ação da Igreja no Brasil sobre acasos de abusos sexuais praticados por seus membros. O manual deverá indicar os a medidas a serem adotada em casos de abusos sexuais praticados por membros da Igreja.
Nós queremos mostrar que, quando se trata da questão do pecado, a atitude da Igreja deve ser de perdão e de misericórdia, mas diante do crime praticado é preciso que as penalidades sejam aplicadas. Sejam as canônicas, jurídicas, como as penalidades civis. A cartilha elaborada pela CNBB será uma espécie de roteiro que auxiliará os bispos a procederem quando houver um caso dessa natureza em sua diocese”, disse. “As patologias, por sua vez, devem passar por um tratamento”, completou dom Geraldo.
O presidente da CNBB também garantiu que os candidatos ao seminário deverão passar por um rigoroso critério de seleção antes de ingressar na vida religiosa. “Os casos que estão sendo analisados nos levam a refletir sobre a questão das exigências na admissão dos candidatos ao sacerdócio e na vigilância ao período formativo”. Ele também disse que a Igreja analisará cada candidato antes de conceder a ordenação sacerdotal. “Se o candidato apresentar qualquer desvio de conduta, ele será imediatamente suspenso da ordenação sacerdotal”.
Assistência às vítimas
De acordo com dom Geraldo, a partir da cartilha, a Igreja estará preparada também para garantir assistência às vítimas. “As vítimas terão assistência espiritual e psicológica. Entendemos que os abusos sexuais trazem complicações e consequências gravíssimas”.
Ainda segundo o presidente da CNBB, a questão (abusos sexuais na Igreja) foi colocada em Assembleia para que todos os bispos tivessem consciência das novas posições da Igreja com relação ao assunto. “A Igreja sempre se preocupou com esse problema, mas agora, com a cartilha que vamos elaborar, queremos ter mais clareza e precisão quanto aos passos concretos que devem ser dados em relação às vítimas e suas famílias”.
A Comissão a ser criada pela CNBB contará com especialistas de várias áreas do conhecimento, entre elas, do direito canônico, do direito civil e psicólogos. A meta da Conferência é elaborar o texto no prazo mais curto possível. Alguns elementos para a formação da equipe e da cartilha, segundo dom Geraldo, já no pronunciamento da Presidência entregue á imprensa
Ficha Limpa
“Parece-me que quanto ao Projeto Ficha Limpa a CNBB vai permanecer vigilante e procurar sempre trazer essa reflexão aos meios que ela alcança, mas eu diria que a agora nós teremos um papel muito importante, tanto da mídia, quanto da sociedade civil, que precisa se articular. Esperamos que o Projeto Ficha Limpa, no Senado, tenha o mesmo trâmite que teve na Câmara, e que não haja modificações, para que possamos vê-lo em atuação ainda nestas eleições”, disse dom Geraldo a respeito do Projeto Ficha Limpa.
“Acho ainda que o eleitor é quem precisa ficar vigilante, pois um senador que coloque dificuldades na aprovação deste projeto, se ele se candidata novamente, será que ele vai ter o apoio do eleitor? Alguém que se coloca contra o Projeto Ficha Limpa, será que não está confessando que tem a Ficha Suja?”, indagou o presidente da CNBB.
Para dom Geraldo, esta é uma questão que coloca em reflexão os próprios senadores. “Para mim, quem coloca empecilhos para a aprovação do Projeto Ficha Limpa é porque tem a Ficha Suja!” destacou.
O secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, mostrou otimismo quanto a aprovação do projeto no Senado. “Houve gente que dizia que era mais fácil ‘boi voar que o projeto ser aprovado na Câmara’. Após a derrubada dos 11 destaques e a aprovação pela Câmara, o comentário é que já estão vendo ‘boi voando’”, disse dom Dimas, arrancando risos dos jornalistas.
Congresso Eucarístico
Dom Geraldo Lyrio Rocha falou também sobre o 16º Congresso Eucarístico Nacional, que começa na noite de hoje, 13, e segue até o dia 16, em Brasília (DF).
“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em espírito de grande expectativa e muita alegria. Vão chegando às notícias das delegações, das caravanas que chegam a Brasília de tantas partes do nosso país, e cada bispo que recebe a notícia da chegada das caravanas de sua região, se rejubilam com essa boa notícia. Temos certeza que com a organização, o ânimo da cidade pela manifestação de empenho extraordinário da própria arquidiocese de Brasília, tenho certeza que o Congresso Eucarístico Nacional será um grande momento, não só para o Distrito Federal, mas para todo o Brasil”.
domingo, 9 de maio de 2010
Dinâmica em grupo
Controle remoto humano
Competição em grupos
Os participantes são divididos em dois times. Coloca-se uma vendo nos olhos de um participante de cada grupo. Depois disso são feitos duas pistas de obstáculos, exatamente iguais. Estas podem ser feitas com objetos, garrafas, calçados, cadeiras ou com pessoas. Também podem ser postadas pessoas segurando um barbante a certa altura, onde a pessoa com os olhos vendados deverá passar por baixo ou por cima. Terminadas as duas pistas, escolhe-se uma pessoa de cada grupo que deverá ser o controle remoto da pessoa que está com os olhos vendados (esta deverá saber que é o seu controlador).
Combinado o trajeto a ser feito pela pessoa com os olhos vendados, inicia-se a competição. O controlador deverá dar as instruções ao seu controlado para que percorra a pista de obstáculos. Deverão ser dadas instruções como à frente, para trás, para o lado, abaixar, levantar os pés etc., conforme a pista exigir. Será vencedor o time cujo o controlado conseguir por primeiro cumprir o trajeto da pista de obstáculos. Pode-se repetir a competição, trocando o controlado e o controlador, e combinar um placar para o final da competição, tipo será vencedor o time que por primeiro fizer dez pontos.
Variação
É possível dificultar esta competição, colocando regras como: se o controlado tocar em alguém deverá ser levado ao ponto inicial e começar tudo de novo, ou, então, o controlado só poderá mover-se pulando com os dois pés juntos. Inventar graus de dificuldade fica a critério da criatividade do grupo.
Competição em grupos
Os participantes são divididos em dois times. Coloca-se uma vendo nos olhos de um participante de cada grupo. Depois disso são feitos duas pistas de obstáculos, exatamente iguais. Estas podem ser feitas com objetos, garrafas, calçados, cadeiras ou com pessoas. Também podem ser postadas pessoas segurando um barbante a certa altura, onde a pessoa com os olhos vendados deverá passar por baixo ou por cima. Terminadas as duas pistas, escolhe-se uma pessoa de cada grupo que deverá ser o controle remoto da pessoa que está com os olhos vendados (esta deverá saber que é o seu controlador).
Combinado o trajeto a ser feito pela pessoa com os olhos vendados, inicia-se a competição. O controlador deverá dar as instruções ao seu controlado para que percorra a pista de obstáculos. Deverão ser dadas instruções como à frente, para trás, para o lado, abaixar, levantar os pés etc., conforme a pista exigir. Será vencedor o time cujo o controlado conseguir por primeiro cumprir o trajeto da pista de obstáculos. Pode-se repetir a competição, trocando o controlado e o controlador, e combinar um placar para o final da competição, tipo será vencedor o time que por primeiro fizer dez pontos.
Variação
É possível dificultar esta competição, colocando regras como: se o controlado tocar em alguém deverá ser levado ao ponto inicial e começar tudo de novo, ou, então, o controlado só poderá mover-se pulando com os dois pés juntos. Inventar graus de dificuldade fica a critério da criatividade do grupo.
Igreja reunida em Assembléia
No dia 04 de maio até o dia 13 de maio, nossa Igreja na pessoa de nossos amados pastores, os nossos bispos, estão reunidos para a 48°Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB).
Nessa assembleia nossos bispos discutem assuntos como a formação dos nossos padres e a caminhada da Igreja, olhando para a realidade das CEBs.
Neste ano a assembleia tem como tema: "Discipulos e servidores da palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo."
A Igreja do Brasil se faz unida e solidaria ao nosso supremos pastor o Santo Padre o papa Bento XVI nesses ultimos ataques e acusações. Nossa caminhada é em busca da verdade e da santidade que nos veem do proprio Cristo, sumo e eterno sacerdote, ele é o unico pastor e o mais perfeito, mas ao longo da caminhada foi preciso chamar homens para continuar essa missão e através dos doze apostolos hoje temos nossos bispos.Mas se olharmos a Igreja com olhar humano, veremos todas as suas falhas e pecados, agora é necessario olhar também com olhos divinos e juntos podemos dar um novo rosto para essa Igreja que caminha ainda rumo a perfeição. Podemos ver que nem os apostolos em seu inicio eram tão perfeitos, eles tinham suas diferenças, mas sempre que possivel faziam a correção fraterna a onde era revisto o ideal que o proprio Jesus nos deixou. E hoje o que fazemos para mudar essa realidade?
Damos mais valores aos escândalos do que a verdade e á beleza que a Igreja no mundo realiza. Quantas obras de caridade?Quandas almas são resgatadas dia-a-dia pelos inumeras graças vindas dos sacramentos que brotam do coração desta Igreja. Todos nós precisamos da graça de Deus, mas a maior graça é a Eucaristia, nosso alimento diario e salutar que brota das mãos dos nossos sacerdotes, quando na sua simplicidade pronunciam as palavras sacro santas.
Precisamos rezar mais pelos nossos futuros sacerdotes, precisamos rezar mais pelos nossos padres, precisamos rezar mais pelos nossos bispos, mas precisamos rezar pelas nossas comunidades, pois nelas se dão o inicio de toda essa obra.
Temos que dar testemunho da verdade, somos batizados e por esse batismo assumimos a missão de ser sacerdotes, reis e profetas. Quem gosta de ouvir falar mal da sua mãe? A Igreja é a nossa mãe, por isso não vamos deixar que falem de qualquer jeito dela, não estamos dizendo que devemos fechar os olhos para os erros, mas é preciso ver as qualidades e confiar dia-a-dia na graça que Deus nos concede.
Neste mês celebramos nossas mães, mas de maneira especial celebramos a maior delas, que é Maria, nossa mãe, rainha e protetora. Peçamos que ela nos ajude nesta caminhada rumo ao pai e que seja maior o nossor amor por ela, pois prova maior de amor não há quem doar a vida pelos irmãos.
+Paz e Bem!!!
Nessa assembleia nossos bispos discutem assuntos como a formação dos nossos padres e a caminhada da Igreja, olhando para a realidade das CEBs.
Neste ano a assembleia tem como tema: "Discipulos e servidores da palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo."
A Igreja do Brasil se faz unida e solidaria ao nosso supremos pastor o Santo Padre o papa Bento XVI nesses ultimos ataques e acusações. Nossa caminhada é em busca da verdade e da santidade que nos veem do proprio Cristo, sumo e eterno sacerdote, ele é o unico pastor e o mais perfeito, mas ao longo da caminhada foi preciso chamar homens para continuar essa missão e através dos doze apostolos hoje temos nossos bispos.Mas se olharmos a Igreja com olhar humano, veremos todas as suas falhas e pecados, agora é necessario olhar também com olhos divinos e juntos podemos dar um novo rosto para essa Igreja que caminha ainda rumo a perfeição. Podemos ver que nem os apostolos em seu inicio eram tão perfeitos, eles tinham suas diferenças, mas sempre que possivel faziam a correção fraterna a onde era revisto o ideal que o proprio Jesus nos deixou. E hoje o que fazemos para mudar essa realidade?
Damos mais valores aos escândalos do que a verdade e á beleza que a Igreja no mundo realiza. Quantas obras de caridade?Quandas almas são resgatadas dia-a-dia pelos inumeras graças vindas dos sacramentos que brotam do coração desta Igreja. Todos nós precisamos da graça de Deus, mas a maior graça é a Eucaristia, nosso alimento diario e salutar que brota das mãos dos nossos sacerdotes, quando na sua simplicidade pronunciam as palavras sacro santas.
Precisamos rezar mais pelos nossos futuros sacerdotes, precisamos rezar mais pelos nossos padres, precisamos rezar mais pelos nossos bispos, mas precisamos rezar pelas nossas comunidades, pois nelas se dão o inicio de toda essa obra.
Temos que dar testemunho da verdade, somos batizados e por esse batismo assumimos a missão de ser sacerdotes, reis e profetas. Quem gosta de ouvir falar mal da sua mãe? A Igreja é a nossa mãe, por isso não vamos deixar que falem de qualquer jeito dela, não estamos dizendo que devemos fechar os olhos para os erros, mas é preciso ver as qualidades e confiar dia-a-dia na graça que Deus nos concede.
Neste mês celebramos nossas mães, mas de maneira especial celebramos a maior delas, que é Maria, nossa mãe, rainha e protetora. Peçamos que ela nos ajude nesta caminhada rumo ao pai e que seja maior o nossor amor por ela, pois prova maior de amor não há quem doar a vida pelos irmãos.
+Paz e Bem!!!
Maria, nossa mãe e nosso modelo de vida!
Artigo: Maria, Mãe da Igreja
Por Dom Jacyr Francisco Braido, CS, Bispo Diocesano de Santos
Abençoe nossas Famílias e Sacerdotes!
O mês de maio é dedicado a Maria. Também celebramos o Dia das Mães. Falar em mãe é falar de amor, doação e entrega! É comovedor contem-plar as mamães cuidando das crianças! E dedicando-se aos filhos e às filhas em todas as idades! Conforta-nos quando na família sentimos a presença dedi-cada da mãe e do pai: isto inspira confiança e nos dá a certeza de um futuro de paz e harmonia para a humanidade, hoje tão marcada pela violência!
Mãe é sinônimo de fortaleza e de coragem! Maria foi tocada por várias “surpresas”. A primeira foi a anunciação do anjo: “O anjo entrou onde ela esta-va e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo. Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação (Lc 1, 28-29).” A jovem Maria, ao receber a visita do anjo sentiu-se - como lia na Bíblia – interpelada pela voz de Deus, assim como os profetas. Afinal quem lhe apareceu era um anjo. Estava para acontecer algo grandioso e divino com ela. Sentiu-se “perturbada”. Qual seria o significado desta saudação tão inusi-tada? Mas o anjo a conforta: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus.
Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o tro-no de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 30-33). Maria dá corajosamente a resposta: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
A partir deste momento, sua vida está a serviço de Jesus e de sua mis-são no mundo. Em Belém, ela O deu à luz. Fugiu com Ele para o Egito, a fim de salvá-lo da fúria de Herodes. Em Nazaré, compõe com José o quadro de amor e colaboração mútua da Sagrada Família.
Mas surgem outras “surpresas”: aos 12 anos em sua primeira participa-ção na festa da Páscoa, o menino se empolgou com as “coisas de seu Pai” e ficou no Templo sem ser notado. Mas, a seguir, “Jesus desceu com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe conservava todas estas coisas no coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 51-52). Sua vida estava agora para sempre ligada á de Jesus. Torna-se discípula de seu Filho e vive a alegria deste discipulado. O Documento de Aparecida diz: “A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio” (DA, 29).
E as surpresas vão se sucedendo. Jesus parte para a realização de sua missão e Maria, a “discípula” fiel está presente no momento mais difícil. Subiu com Ele ao Calvário e no momento de sua morte, “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19, 26-27). E ela assiste à sua morte, acolhe-o já sem vida em seus braços de mãe e acompanha-o à sepultu-ra. Tudo parecia terminado!
Mas a Discípula tem a surpreendente alegria de vê-lo ressuscitado e depois subindo aos céus, após ter confiado aos discípulos a missão de anunci-ar seu Evangelho em todo o mundo. Seguindo suas ordens, reúnem-se no Ce-náculo: “Todos eles perseveravam na oração em comum, juntamente com al-gumas mulheres – entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1, 14). E com a vinda do Espírito Santo tem início a missão da Igreja em todo o mundo.
E esta missão sempre conta com a presença da Mãe: a Senhora do Ro-sário (num momento difícil da história da Igreja), Nossa Senhora de Guadalupe, (no anúncio do Evangelho nas Américas), Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida, entre nós.
Nossa Senhora do Rosário, Padroeira de nossa Diocese, nos acompa-nha em peregrinação em nossa missão na Baixada Santista, hoje tão marcada pela violência.
Com ela, queremos ser discípulos missionários de Jesus, e levar avante nossa missão com as três prioridades: família, juventude e catequese. “A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação dos filhos. O papel da mãe é fundamental para o futuro da sociedade. O pai, por sua parte, tem o dever de ser verdadeiramente pai, que exerce sua indispensá-vel responsabilidade e colaboração na educação dos filhos. Os filhos, para seu crescimento integral, têm o direito de poder contar com o pai e com a mãe, para que cuidem deles e os acompanhem rumo à plenitude de sua vida” (Bento XVI, em Aparecida). A juventude merece todo nosso apoio para que seja cons-truído um mundo de paz e esperança. A catequese é a alma do anúncio de Jesus nos dias de hoje.
Estamos em pleno Ano Sacerdotal: “Para cumprir sua altíssima missão, o sacerdote deve possuir uma sólida estrutura espiritual e viver toda a existên-cia animado pela fé, esperança e caridade. Tem de ser, como Jesus, um ho-mem que procure, através da oração, o rosto e a vontade de Deus, cultivando igualmente sua preparação cultural e intelectual” (Bento XVI, em Aparecida). Maria, Mãe da Igreja, nos abençoe, proteja e acompanhe!
Por Dom Jacyr Francisco Braido, CS, Bispo Diocesano de Santos
Abençoe nossas Famílias e Sacerdotes!
O mês de maio é dedicado a Maria. Também celebramos o Dia das Mães. Falar em mãe é falar de amor, doação e entrega! É comovedor contem-plar as mamães cuidando das crianças! E dedicando-se aos filhos e às filhas em todas as idades! Conforta-nos quando na família sentimos a presença dedi-cada da mãe e do pai: isto inspira confiança e nos dá a certeza de um futuro de paz e harmonia para a humanidade, hoje tão marcada pela violência!
Mãe é sinônimo de fortaleza e de coragem! Maria foi tocada por várias “surpresas”. A primeira foi a anunciação do anjo: “O anjo entrou onde ela esta-va e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo. Ela perturbou-se com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação (Lc 1, 28-29).” A jovem Maria, ao receber a visita do anjo sentiu-se - como lia na Bíblia – interpelada pela voz de Deus, assim como os profetas. Afinal quem lhe apareceu era um anjo. Estava para acontecer algo grandioso e divino com ela. Sentiu-se “perturbada”. Qual seria o significado desta saudação tão inusi-tada? Mas o anjo a conforta: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus.
Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o tro-no de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 30-33). Maria dá corajosamente a resposta: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
A partir deste momento, sua vida está a serviço de Jesus e de sua mis-são no mundo. Em Belém, ela O deu à luz. Fugiu com Ele para o Egito, a fim de salvá-lo da fúria de Herodes. Em Nazaré, compõe com José o quadro de amor e colaboração mútua da Sagrada Família.
Mas surgem outras “surpresas”: aos 12 anos em sua primeira participa-ção na festa da Páscoa, o menino se empolgou com as “coisas de seu Pai” e ficou no Templo sem ser notado. Mas, a seguir, “Jesus desceu com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe conservava todas estas coisas no coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 51-52). Sua vida estava agora para sempre ligada á de Jesus. Torna-se discípula de seu Filho e vive a alegria deste discipulado. O Documento de Aparecida diz: “A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio” (DA, 29).
E as surpresas vão se sucedendo. Jesus parte para a realização de sua missão e Maria, a “discípula” fiel está presente no momento mais difícil. Subiu com Ele ao Calvário e no momento de sua morte, “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19, 26-27). E ela assiste à sua morte, acolhe-o já sem vida em seus braços de mãe e acompanha-o à sepultu-ra. Tudo parecia terminado!
Mas a Discípula tem a surpreendente alegria de vê-lo ressuscitado e depois subindo aos céus, após ter confiado aos discípulos a missão de anunci-ar seu Evangelho em todo o mundo. Seguindo suas ordens, reúnem-se no Ce-náculo: “Todos eles perseveravam na oração em comum, juntamente com al-gumas mulheres – entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1, 14). E com a vinda do Espírito Santo tem início a missão da Igreja em todo o mundo.
E esta missão sempre conta com a presença da Mãe: a Senhora do Ro-sário (num momento difícil da história da Igreja), Nossa Senhora de Guadalupe, (no anúncio do Evangelho nas Américas), Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida, entre nós.
Nossa Senhora do Rosário, Padroeira de nossa Diocese, nos acompa-nha em peregrinação em nossa missão na Baixada Santista, hoje tão marcada pela violência.
Com ela, queremos ser discípulos missionários de Jesus, e levar avante nossa missão com as três prioridades: família, juventude e catequese. “A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação dos filhos. O papel da mãe é fundamental para o futuro da sociedade. O pai, por sua parte, tem o dever de ser verdadeiramente pai, que exerce sua indispensá-vel responsabilidade e colaboração na educação dos filhos. Os filhos, para seu crescimento integral, têm o direito de poder contar com o pai e com a mãe, para que cuidem deles e os acompanhem rumo à plenitude de sua vida” (Bento XVI, em Aparecida). A juventude merece todo nosso apoio para que seja cons-truído um mundo de paz e esperança. A catequese é a alma do anúncio de Jesus nos dias de hoje.
Estamos em pleno Ano Sacerdotal: “Para cumprir sua altíssima missão, o sacerdote deve possuir uma sólida estrutura espiritual e viver toda a existên-cia animado pela fé, esperança e caridade. Tem de ser, como Jesus, um ho-mem que procure, através da oração, o rosto e a vontade de Deus, cultivando igualmente sua preparação cultural e intelectual” (Bento XVI, em Aparecida). Maria, Mãe da Igreja, nos abençoe, proteja e acompanhe!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Vale a pena ler essa mensagem do nosso amado Servo de Deus João Paulo II
Precisamos de Santos
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog,
que usem jeans, que sejam internautas,
que escutem disc man(agora poderia dizer i pod.).
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente
a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar
um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos,
normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos".
(João Paulo II)
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog,
que usem jeans, que sejam internautas,
que escutem disc man(agora poderia dizer i pod.).
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente
a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar
um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos,
normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos".
(João Paulo II)
Maio mês das mulheres
Toda mãe traz os traços de Maria
o amor materno é capaz de apoiar os filhos
Ser mãe vem ao encontro da plenitude do ser feminino. Toda mulher é chamada a gerar um novo ser humano, seja física ou espiritualmente. Com Maria, Mãe de Jesus, também foi assim. Ela foi escolhida por Deus para uma gravidez incomum, em que o fruto de seu ventre traria a vida eterna para toda a humanidade. Para isso Nossa Senhora contou com auxílio do Céu, nasceu imaculada, para o propósito divino de ser geradora do Salvador, mas o Pai dotou-a de virtudes naturais que são inerentes ao ser mulher e que, na maior parte dos acontecimentos de sua vida, ela dispôs do que lhe era humano para que o plano do Altíssimo acontecesse.
Desde a Anunciação, em que ela abre mão de seus planos de constituir uma família, até o Pentecostes, evento em que ela está firme e perseverante na oração junto aos apóstolos, o ministério de Jesus é marcado pela presença dela.
Como então separar Maria do ministério do Cristo?
É nesse caminhar junto, dispondo da energia natural ao que é vontade de Deus, que acontece a maternidade espiritual. Ser mãe é ser Maria na vida dos filhos, que não apenas os traz ao mundo, mas os encaminha para sua missão, indicando o que é nobre, justo e verdadeiro.
O amor do coração materno as impulsiona a estarem sempre presentes na vida dos filhos, não somente de forma física ou tomando-os como propriedades, mas vislumbrando na maternidade de Maria, como educar para o crescimento em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e diante dos homens.
O grande milagre da vida realiza-se quando o sopro amoroso da existência, vindo de Deus, perpassa o ser de alguém que se desfaz de si para elevar o pequeno e indefeso até a grandiosidade de sua missão neste mundo.
Se foi tão importante para Nosso Salvador Jesus Cristo ter a presença materna até a vinda do Espírito Santo é porque o amor materno é capaz de apoiar os filhos de forma extraordinária na realização de um desígnio de vida.
Obrigado a todas as mães por serem Maria em nossas vidas!
Um feliz Dia das Mães e abençoado mês de Maria.
Sandro Ap. Arquejada - Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com
o amor materno é capaz de apoiar os filhos
Ser mãe vem ao encontro da plenitude do ser feminino. Toda mulher é chamada a gerar um novo ser humano, seja física ou espiritualmente. Com Maria, Mãe de Jesus, também foi assim. Ela foi escolhida por Deus para uma gravidez incomum, em que o fruto de seu ventre traria a vida eterna para toda a humanidade. Para isso Nossa Senhora contou com auxílio do Céu, nasceu imaculada, para o propósito divino de ser geradora do Salvador, mas o Pai dotou-a de virtudes naturais que são inerentes ao ser mulher e que, na maior parte dos acontecimentos de sua vida, ela dispôs do que lhe era humano para que o plano do Altíssimo acontecesse.
Desde a Anunciação, em que ela abre mão de seus planos de constituir uma família, até o Pentecostes, evento em que ela está firme e perseverante na oração junto aos apóstolos, o ministério de Jesus é marcado pela presença dela.
Como então separar Maria do ministério do Cristo?
É nesse caminhar junto, dispondo da energia natural ao que é vontade de Deus, que acontece a maternidade espiritual. Ser mãe é ser Maria na vida dos filhos, que não apenas os traz ao mundo, mas os encaminha para sua missão, indicando o que é nobre, justo e verdadeiro.
O amor do coração materno as impulsiona a estarem sempre presentes na vida dos filhos, não somente de forma física ou tomando-os como propriedades, mas vislumbrando na maternidade de Maria, como educar para o crescimento em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e diante dos homens.
O grande milagre da vida realiza-se quando o sopro amoroso da existência, vindo de Deus, perpassa o ser de alguém que se desfaz de si para elevar o pequeno e indefeso até a grandiosidade de sua missão neste mundo.
Se foi tão importante para Nosso Salvador Jesus Cristo ter a presença materna até a vinda do Espírito Santo é porque o amor materno é capaz de apoiar os filhos de forma extraordinária na realização de um desígnio de vida.
Obrigado a todas as mães por serem Maria em nossas vidas!
Um feliz Dia das Mães e abençoado mês de Maria.
Sandro Ap. Arquejada - Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Só o amor verdadeiro gera a cura !
Nada pela força, tudo pelo amor!
Só o amor cura, transforma e convence
A sabedoria contagia e se apresenta com doçura. Se você faz as coisas com doçura as pessoas vão amá-lo, pois você as terá conquistado.
Ninguém será capaz de trazer alguém para Deus por meio da exortação, mas através de gestos concretos de amor. Só o amor cura, só o amor transforma, só o amor convence. É ele, o amor, que nos leva a ultrapassar os nossos limites.
Quando nós nos colocamos a serviço de alguém – essa pessoa entende que o que estamos lhe dando é o amor. Existem coisas que são extremamente doces neste mundo, uma delas, por exemplo, é sermos tratados pelo nosso nome; coisas simples é que fazem diferença. São pequenos gestos de carinho que não pesam para ninguém. Como é bom quando alguém se lembra de nós, quando não só nos admira, mas nos ama.
"Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles.. Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus encontrarás misericórdia, porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que Ele é verdadeiramente honrado" (Eclesiástico 3,19-21).
O humilde não tem ambições por grandezas. O interessante é que o homem sábio não quer apenas ser feliz, mas fazer o outro feliz. Dom Bosco diz que o jovem não precisa simplesmente saber que é amado, ele precisa de gestos concretos de amor. Muitas vezes, o que os seus familiares mais querem é a sua atenção. Se você quer atingi-los, deve antes descobrir do que eles estão precisando. O que você pode fazer é se colocar ao alcance das pessoas. Não existe amizade sem compromisso.
Dizia São Francisco de Sales: "Nada pela força, tudo pelo amor!". Nisso está o verdadeiro poder. Eu estou lhe dando o caminho das pedras para que você encontre a Jesus. Cristo quer que todos experimentem da doçura d'Ele; precisamos determinar que não será pela força que levaremos as pessoas a ter uma experiência com o Senhor, mas sim, pelo amor.
O que mais me impressiona na passagem que conta o encontro da mulher pecadora com Jesus (cf. Jo 8,1-11) é a maneira doce como Nosso Senhor a trata. Eu tenho certeza de que você já teve a oportunidade de ter sido colocado numa roda onde o acusaram. É difícil quando as pessoas que consideramos amigas participam de tal acusação. Isso dói no mais profundo da alma. Mas Jesus não lançou nenhum olhar de acusação, nem para mulher nem para as pessoas que armaram aquela emboscada. Ele lhes faz um desafio. Não foi o Senhor quem as acusou, foram suas consciências.
Nessa passagem da mulher adúltera, Cristo presta o maior serviço que alguém poderia prestar ao próximo: Ele salvou a vida dela. O Messias conversa com aquela mulher, e ao fazê-lo, a compreende. Não existe um forma de compreender as pessoas sem conversar com elas. Há quanto tempo você não pergunta às pessoas do seu círculo de amizade como elas estão? Existe uma colaboração que só você pode dar; escute as pessoas à sua volta. Só sabemos o quanto um sapato aperta quando o calçamos. Calce o sapato do seu irmão para saber onde está apertando, entre na vida dele. Quando a gente ama, até o nosso silêncio fala. Muitas vezes pensamos que as pessoas à nossa volta são heroinas; outras vezes, queremos que elas voltem os olhos para nós, fazendo-nos o centro de suas atenções. Mas, entendamos que somente conseguiremos trazer as pessoas para Deus a partir da nossa experiência com Ele. A nossa missão é fazer com que as pessoas amem a Jesus, que se tornem sensíveis ao amor d'Ele. Para nós fica o compromisso de tudo fazermos com doçura.
(Texto adaptado a partir da pregação "Doçura e amor" de fevereiro de 2006)
Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com
Só o amor cura, transforma e convence
A sabedoria contagia e se apresenta com doçura. Se você faz as coisas com doçura as pessoas vão amá-lo, pois você as terá conquistado.
Ninguém será capaz de trazer alguém para Deus por meio da exortação, mas através de gestos concretos de amor. Só o amor cura, só o amor transforma, só o amor convence. É ele, o amor, que nos leva a ultrapassar os nossos limites.
Quando nós nos colocamos a serviço de alguém – essa pessoa entende que o que estamos lhe dando é o amor. Existem coisas que são extremamente doces neste mundo, uma delas, por exemplo, é sermos tratados pelo nosso nome; coisas simples é que fazem diferença. São pequenos gestos de carinho que não pesam para ninguém. Como é bom quando alguém se lembra de nós, quando não só nos admira, mas nos ama.
"Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles.. Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus encontrarás misericórdia, porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que Ele é verdadeiramente honrado" (Eclesiástico 3,19-21).
O humilde não tem ambições por grandezas. O interessante é que o homem sábio não quer apenas ser feliz, mas fazer o outro feliz. Dom Bosco diz que o jovem não precisa simplesmente saber que é amado, ele precisa de gestos concretos de amor. Muitas vezes, o que os seus familiares mais querem é a sua atenção. Se você quer atingi-los, deve antes descobrir do que eles estão precisando. O que você pode fazer é se colocar ao alcance das pessoas. Não existe amizade sem compromisso.
Dizia São Francisco de Sales: "Nada pela força, tudo pelo amor!". Nisso está o verdadeiro poder. Eu estou lhe dando o caminho das pedras para que você encontre a Jesus. Cristo quer que todos experimentem da doçura d'Ele; precisamos determinar que não será pela força que levaremos as pessoas a ter uma experiência com o Senhor, mas sim, pelo amor.
O que mais me impressiona na passagem que conta o encontro da mulher pecadora com Jesus (cf. Jo 8,1-11) é a maneira doce como Nosso Senhor a trata. Eu tenho certeza de que você já teve a oportunidade de ter sido colocado numa roda onde o acusaram. É difícil quando as pessoas que consideramos amigas participam de tal acusação. Isso dói no mais profundo da alma. Mas Jesus não lançou nenhum olhar de acusação, nem para mulher nem para as pessoas que armaram aquela emboscada. Ele lhes faz um desafio. Não foi o Senhor quem as acusou, foram suas consciências.
Nessa passagem da mulher adúltera, Cristo presta o maior serviço que alguém poderia prestar ao próximo: Ele salvou a vida dela. O Messias conversa com aquela mulher, e ao fazê-lo, a compreende. Não existe um forma de compreender as pessoas sem conversar com elas. Há quanto tempo você não pergunta às pessoas do seu círculo de amizade como elas estão? Existe uma colaboração que só você pode dar; escute as pessoas à sua volta. Só sabemos o quanto um sapato aperta quando o calçamos. Calce o sapato do seu irmão para saber onde está apertando, entre na vida dele. Quando a gente ama, até o nosso silêncio fala. Muitas vezes pensamos que as pessoas à nossa volta são heroinas; outras vezes, queremos que elas voltem os olhos para nós, fazendo-nos o centro de suas atenções. Mas, entendamos que somente conseguiremos trazer as pessoas para Deus a partir da nossa experiência com Ele. A nossa missão é fazer com que as pessoas amem a Jesus, que se tornem sensíveis ao amor d'Ele. Para nós fica o compromisso de tudo fazermos com doçura.
(Texto adaptado a partir da pregação "Doçura e amor" de fevereiro de 2006)
Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com
Bento XVI: fim das armas nucleares e importância do Matrimônio
"No 3 de maio passado, foi aberta em Nova Iorque a oitava Conferência de Exame do Tratado de não proliferação das armas nucleares, O processo rumo ao desarme nuclear concordado e seguro está estreitamente conectado com o pleno e solícito cumprimento dos relativos empenhos internacionais. A paz, de fato, repousa sobre a confiança e o respeito das obrigações, e não sobretudo no equilíbrio das forças. Nesse espírito, encorajo as iniciativas que buscam o progressivo desarme e a criação de zonas livres das armas nucleares, na perspectiva de sua eliminação completa do planeta. Exorto, enfim, todos os participantes da reunião em Nova Iorque a superar os condicionamentos da história e a tecer pacientemente a trama política e econômica da paz, para ajudar o desenvolvimento humano integral e as autênticas aspirações dos Povos.
Saúdo também os jovens, os doentes e os recém-casados. Queridos jovens, especialmente vós estudantes de Palermo, com a vossa presença testemunhai a fé em jesus Cristo que vos chama a ediciar juntamente com vossos pastores a sua Igreja, cada um segundo a própria responsabilidade. Correspondei com generosidade ao seu convite. Queridos enfermos, também vós estais aqui hoje para cumprir um ato de fé e de comunhão eclesial. O peso cotidiano dos vossos sofrimentos, se ofertados a jesus Cristo Crucificado, vos dá a possibilidade de cooperar com a vossa salvação e a do mundo. E vós também, queridos recém-casados, com a vossa união sois chamados a serem expressões do amor que liga Cristo à Igreja. Sede sempre conscientes da alta missão a que vos empenha o Sacramento que tendes recebido".
O Papa também saudou aos que participarão, no final deste mês, do Congresso sobre a família em Jönköping (Suécia).
"Ofereçais ao mundo uma mensagem de alegria, porque o dom que Deus nos dá com a vida matrimonial e familiar nos permite experimentar algo do amor infinito que une às três divinas pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Os seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus, estão destinados ao amor. De fato, no profundo de nosso ser, desejamos amar e ser amados.
O matrimônio é um verdadeiro instrumento de salvação, não somente para os casados, mas também para toda a sociedade. Da mesma forma que qualquer objetivo que valha verdaderamente a pena, nos interpela e nos chama a estarmos dispostos a sacrificar nossos própios interesses pelo bem do outro. Nos obriga à tolerância e ao perdão. Nos convida a cuidar e proteger o dom da vida nova. Animo vossos esforços para promover o apreço e a adequada compreensão do bem inestimável que o matrimônio e a vida familiar oferecem à sociedade".
Saúdo também os jovens, os doentes e os recém-casados. Queridos jovens, especialmente vós estudantes de Palermo, com a vossa presença testemunhai a fé em jesus Cristo que vos chama a ediciar juntamente com vossos pastores a sua Igreja, cada um segundo a própria responsabilidade. Correspondei com generosidade ao seu convite. Queridos enfermos, também vós estais aqui hoje para cumprir um ato de fé e de comunhão eclesial. O peso cotidiano dos vossos sofrimentos, se ofertados a jesus Cristo Crucificado, vos dá a possibilidade de cooperar com a vossa salvação e a do mundo. E vós também, queridos recém-casados, com a vossa união sois chamados a serem expressões do amor que liga Cristo à Igreja. Sede sempre conscientes da alta missão a que vos empenha o Sacramento que tendes recebido".
O Papa também saudou aos que participarão, no final deste mês, do Congresso sobre a família em Jönköping (Suécia).
"Ofereçais ao mundo uma mensagem de alegria, porque o dom que Deus nos dá com a vida matrimonial e familiar nos permite experimentar algo do amor infinito que une às três divinas pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Os seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus, estão destinados ao amor. De fato, no profundo de nosso ser, desejamos amar e ser amados.
O matrimônio é um verdadeiro instrumento de salvação, não somente para os casados, mas também para toda a sociedade. Da mesma forma que qualquer objetivo que valha verdaderamente a pena, nos interpela e nos chama a estarmos dispostos a sacrificar nossos própios interesses pelo bem do outro. Nos obriga à tolerância e ao perdão. Nos convida a cuidar e proteger o dom da vida nova. Animo vossos esforços para promover o apreço e a adequada compreensão do bem inestimável que o matrimônio e a vida familiar oferecem à sociedade".
domingo, 2 de maio de 2010
Intenções da Igreja para o Mês de Maio
Intenções que o Papa Bento XVI confiou ao Apostolado da Oração neste mês de maio:
Geral: Para que os cristãos valorizem mais a literatura, a arte e os meios de comunicação, para favorecer uma cultura que defenda e promova os valores da pessoa humana.
Missionária: Para que a Virgem Maria, Estrela da evangelização e Rainha dos Apóstolos, assim como acompanhou os Apóstolos nos primórdios da Igreja, guie também agora com afeto materno os missionários e as missionárias espalhados pelo mundo.
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa seguida por aproximadamente 50 milhões de pessoas, de todo o mundo, que oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa indica.
Geral: Para que os cristãos valorizem mais a literatura, a arte e os meios de comunicação, para favorecer uma cultura que defenda e promova os valores da pessoa humana.
Missionária: Para que a Virgem Maria, Estrela da evangelização e Rainha dos Apóstolos, assim como acompanhou os Apóstolos nos primórdios da Igreja, guie também agora com afeto materno os missionários e as missionárias espalhados pelo mundo.
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa seguida por aproximadamente 50 milhões de pessoas, de todo o mundo, que oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa indica.
sábado, 1 de maio de 2010
Mensagem para o Dia do Trabalhador Brasileiro.
MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL PARA O
DIA DO TRABALHO – 1º DE MAIO
“Por meio do seu trabalho o ser humano se une e serve
os seus irmãos, pode exercitar uma caridade autêntica
e colaborar no acabamento da criação divina”
(Concílio Vaticano II, GS 67,2).
Ao celebrar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, a CNBB reafirma seu compromisso de colaborar na construção de uma sociedade politicamente democrática, economicamente justa, ecologicamente sustentável e culturalmente plural. Afirmam os bispos na Conferência de Aparecida: “Com sua voz, a Igreja unida à de outras instituições nacionais e mundiais, tem ajudado a dar orientações prudentes e a promover a justiça, os direitos humanos e a reconciliação dos povos” (Documento de Aparecida, 98).
A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010 denunciou os desvios decorrentes de um modelo econômico voltado para o lucro e para o acúmulo de bens, sem considerar o valor da pessoa humana e sem estar a serviço do bem comum. Entre os desvios encontra-se a prioridade do capital sobre a pessoa humana e, em decorrência disso, do trabalho.
No Brasil e em outros países, o mundo do trabalho continua dividido em categorias: a dos integrados, em número reduzido, com bons salários e vínculo aos círculos mundiais da produção; os semi-integrados, trabalhadores em situação de risco, aqueles que trabalham precariamente e de forma intermitente; e os excluídos, trabalhadores que estão fora da sociedade salarial ou dos vínculos de proteção dos direitos sociais, os desempregados, sub-empregados. Há que se lembrar também dos aposentados e aposentadas, nem sempre reconhecidos pelo bem que fizeram e ainda podem fazer pelo País, e convivendo, tantas vezes, com graves perdas salariais. O direito de todos ao trabalho e a inclusão universal na rede de proteção social tornam-se objetivos obrigatórios para todos os que buscam construir uma sociedade justa e solidária.
Em sua saudação neste 1º de maio, a CNBB faz ressoar as aspirações dos trabalhadores e trabalhadoras pelo reconhecimento de seus direitos, e expressa seu apoio em favor da consolidação e ampliação dos direitos trabalhistas em nosso país. Entre esses direitos, destacamos, sobretudo, o combate ao trabalho escravo pela aprovação da PEC 438/0; a reforma agrária e o limite da propriedade da terra; o incentivo à agricultura familiar e camponesa nos contornos de cada bioma brasileiro; a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários; a ampliação dos fundos solidários e a construção do marco da economia solidária; a implementação de uma política de emprego para a juventude; a correção das perdas nas aposentadorias e a indexação justa de seus benefícios; a universalização da proteção social previdenciária para todo o mundo do trabalho, de sorte que o Brasil possa incluir totalmente a força de trabalho no seguro social.
A CNBB convida todos os trabalhadores e trabalhadoras, que participam da obra criadora de Deus pela dignidade de seu trabalho, a manterem viva a fé em Jesus Cristo, na busca de relações justas e solidárias no mundo do trabalho e no conjunto da sociedade brasileira.
Que Nossa Senhora Aparecida e São José Operário acompanhem todas as pessoas que, pelo seu trabalho, constroem condições dignas para sua família, buscam o bem comum e protegem a vida em nosso Planeta.
Brasília, 01 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB
DIA DO TRABALHO – 1º DE MAIO
“Por meio do seu trabalho o ser humano se une e serve
os seus irmãos, pode exercitar uma caridade autêntica
e colaborar no acabamento da criação divina”
(Concílio Vaticano II, GS 67,2).
Ao celebrar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, a CNBB reafirma seu compromisso de colaborar na construção de uma sociedade politicamente democrática, economicamente justa, ecologicamente sustentável e culturalmente plural. Afirmam os bispos na Conferência de Aparecida: “Com sua voz, a Igreja unida à de outras instituições nacionais e mundiais, tem ajudado a dar orientações prudentes e a promover a justiça, os direitos humanos e a reconciliação dos povos” (Documento de Aparecida, 98).
A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010 denunciou os desvios decorrentes de um modelo econômico voltado para o lucro e para o acúmulo de bens, sem considerar o valor da pessoa humana e sem estar a serviço do bem comum. Entre os desvios encontra-se a prioridade do capital sobre a pessoa humana e, em decorrência disso, do trabalho.
No Brasil e em outros países, o mundo do trabalho continua dividido em categorias: a dos integrados, em número reduzido, com bons salários e vínculo aos círculos mundiais da produção; os semi-integrados, trabalhadores em situação de risco, aqueles que trabalham precariamente e de forma intermitente; e os excluídos, trabalhadores que estão fora da sociedade salarial ou dos vínculos de proteção dos direitos sociais, os desempregados, sub-empregados. Há que se lembrar também dos aposentados e aposentadas, nem sempre reconhecidos pelo bem que fizeram e ainda podem fazer pelo País, e convivendo, tantas vezes, com graves perdas salariais. O direito de todos ao trabalho e a inclusão universal na rede de proteção social tornam-se objetivos obrigatórios para todos os que buscam construir uma sociedade justa e solidária.
Em sua saudação neste 1º de maio, a CNBB faz ressoar as aspirações dos trabalhadores e trabalhadoras pelo reconhecimento de seus direitos, e expressa seu apoio em favor da consolidação e ampliação dos direitos trabalhistas em nosso país. Entre esses direitos, destacamos, sobretudo, o combate ao trabalho escravo pela aprovação da PEC 438/0; a reforma agrária e o limite da propriedade da terra; o incentivo à agricultura familiar e camponesa nos contornos de cada bioma brasileiro; a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários; a ampliação dos fundos solidários e a construção do marco da economia solidária; a implementação de uma política de emprego para a juventude; a correção das perdas nas aposentadorias e a indexação justa de seus benefícios; a universalização da proteção social previdenciária para todo o mundo do trabalho, de sorte que o Brasil possa incluir totalmente a força de trabalho no seguro social.
A CNBB convida todos os trabalhadores e trabalhadoras, que participam da obra criadora de Deus pela dignidade de seu trabalho, a manterem viva a fé em Jesus Cristo, na busca de relações justas e solidárias no mundo do trabalho e no conjunto da sociedade brasileira.
Que Nossa Senhora Aparecida e São José Operário acompanhem todas as pessoas que, pelo seu trabalho, constroem condições dignas para sua família, buscam o bem comum e protegem a vida em nosso Planeta.
Brasília, 01 de maio de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB
O castiçal
Beto era um homem pobre.
Jardineiro ganhava a vida no trabalho diário com flores e plantas.
Certo dia, ele se dirigia para casa quando encontrou no caminho um homem prestes a ser assaltado.
De alma nobre e ânimo valente, logo foi em socorro do desconhecido.
Graças à sua interferência os dois ladrões fugiram sem causar maiores danos físicos.
Reconhecido, o quase assaltado resolveu premiar o seu salvador.
Por ser um rico mercador e possuir muitas e ricas peças, tomou de uma caixa amarela de couro lavrado
e a deu ao jardineiro.
Beto foi rápido para casa.
Mal podia conter sua curiosidade.
O que será que lhe teria dado o rico senhor?
Como a caixa pesasse ele pensou que poderiam ser muitas moedas de prata.
Ao abrir a caixa para conhecer as preciosidades que ela devia conter, ficou desiludido.
Era somente um castiçal.
Um castiçal de metal escuro e pesado.
Beto ficou muito aborrecido.
Afinal, arriscara a vida lutando contra os salteadores da estrada e ao final, somente ganhara aquilo.
O que ele faria com um castiçal?
Convencido do desvalor do presente, ele atirou o castiçal a um canto.
Abandonado, o objeto ficou rolando pela casa.
Toda vez que o jardineiro colocava sobre ele os olhos, mais se amargurava lembrando-se do episódio.
Descuidadamente, o castiçal caiu no terreno e ficou ao relento alguns dias.
De outra feita, serviu de calço para um móvel partido.
Até como martelo foi utilizado pelo seu dono.
Como as dificuldades da vida de Beto se avolumassem, ele precisou sair daquela casa e foi morar em outras paragens.
Levou consigo quase tudo que possuía.
Mas deixou sobre a mesa suja, o castiçal.
Afinal, era uma coisa imprestável!
Ora, aconteceu que na casa deixada por Beto, veio morar um músico.
Descobrindo o castiçal em desleixo, teve logo a impressão de que deveria ser uma peça curiosa.
Tirou-lhe o pó e livrou-o das manchas que o recobriam.
Viu então que na base da peça haviam várias figuras.
Um belo navio, que parecia vencer as ondas e uma bailarina graciosa que dava a impressão de dançar no meio
de um lindo jardim.
Virando um pouco a peça, descobriu ainda um majestoso templo com torres apontadas para o céu.
E, finalmente, um corcel negro a galopar sobre uma montanha de nuvens.
Quanta beleza!
Imaginou logo o músico que o castiçal deveria ser uma preciosidade.
Tratou de mostrá-lo a várias pessoas, até conseguir que um rico colecionador de peças raras o comprasse,
por uma fortuna incalculável.
O que nas mãos de Beto era uma peça inútil se transformou em uma verdadeira preciosidade aos olhos inteligentes
de Leonardo.
Quantas pessoas existem no mundo que, à semelhança do jardineiro, possuem ao seu lado tesouros incalculáveis,
mas cujos olhos não se apercebem do que os rodeia.
A peça preciosa que Deus depositou em nossas mãos pode ser uma esposa dedicada, uma mãe extremosa,
um filho, pais dedicados.
Haverá tesouro maior que o dos afetos que abençoam uma vida, enchendo-a de alegrias?
Aproveite ao máximo os tesouros do tempo e da oportunidade, valorizando o conhecimento pela sua bem
dirigida aplicação.
Jardineiro ganhava a vida no trabalho diário com flores e plantas.
Certo dia, ele se dirigia para casa quando encontrou no caminho um homem prestes a ser assaltado.
De alma nobre e ânimo valente, logo foi em socorro do desconhecido.
Graças à sua interferência os dois ladrões fugiram sem causar maiores danos físicos.
Reconhecido, o quase assaltado resolveu premiar o seu salvador.
Por ser um rico mercador e possuir muitas e ricas peças, tomou de uma caixa amarela de couro lavrado
e a deu ao jardineiro.
Beto foi rápido para casa.
Mal podia conter sua curiosidade.
O que será que lhe teria dado o rico senhor?
Como a caixa pesasse ele pensou que poderiam ser muitas moedas de prata.
Ao abrir a caixa para conhecer as preciosidades que ela devia conter, ficou desiludido.
Era somente um castiçal.
Um castiçal de metal escuro e pesado.
Beto ficou muito aborrecido.
Afinal, arriscara a vida lutando contra os salteadores da estrada e ao final, somente ganhara aquilo.
O que ele faria com um castiçal?
Convencido do desvalor do presente, ele atirou o castiçal a um canto.
Abandonado, o objeto ficou rolando pela casa.
Toda vez que o jardineiro colocava sobre ele os olhos, mais se amargurava lembrando-se do episódio.
Descuidadamente, o castiçal caiu no terreno e ficou ao relento alguns dias.
De outra feita, serviu de calço para um móvel partido.
Até como martelo foi utilizado pelo seu dono.
Como as dificuldades da vida de Beto se avolumassem, ele precisou sair daquela casa e foi morar em outras paragens.
Levou consigo quase tudo que possuía.
Mas deixou sobre a mesa suja, o castiçal.
Afinal, era uma coisa imprestável!
Ora, aconteceu que na casa deixada por Beto, veio morar um músico.
Descobrindo o castiçal em desleixo, teve logo a impressão de que deveria ser uma peça curiosa.
Tirou-lhe o pó e livrou-o das manchas que o recobriam.
Viu então que na base da peça haviam várias figuras.
Um belo navio, que parecia vencer as ondas e uma bailarina graciosa que dava a impressão de dançar no meio
de um lindo jardim.
Virando um pouco a peça, descobriu ainda um majestoso templo com torres apontadas para o céu.
E, finalmente, um corcel negro a galopar sobre uma montanha de nuvens.
Quanta beleza!
Imaginou logo o músico que o castiçal deveria ser uma preciosidade.
Tratou de mostrá-lo a várias pessoas, até conseguir que um rico colecionador de peças raras o comprasse,
por uma fortuna incalculável.
O que nas mãos de Beto era uma peça inútil se transformou em uma verdadeira preciosidade aos olhos inteligentes
de Leonardo.
Quantas pessoas existem no mundo que, à semelhança do jardineiro, possuem ao seu lado tesouros incalculáveis,
mas cujos olhos não se apercebem do que os rodeia.
A peça preciosa que Deus depositou em nossas mãos pode ser uma esposa dedicada, uma mãe extremosa,
um filho, pais dedicados.
Haverá tesouro maior que o dos afetos que abençoam uma vida, enchendo-a de alegrias?
Aproveite ao máximo os tesouros do tempo e da oportunidade, valorizando o conhecimento pela sua bem
dirigida aplicação.
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