Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo.
Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842.
Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”.
Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”.
Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio.
Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.
Seu programa de vida: “Antes morrer que pecar”
Chegado o tempo de aprender as primeiras letras, “como estava dotado de muito engenho, e era muito diligente no cumprimento de seus deveres, fez em breve tempo notáveis progressos nos estudos”.
Evitava todos os meninos arruaceiros e só estabelecia amizade com os de boa conduta.
Domingos confessava-se freqüentemente. Tão logo soube distinguir entre “o pão celestial e o terreno”, foi admitido à Primeira Comunhão, aos sete anos, quando na época a idade mínima para tal era 12 anos.
Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados nesse dia:
“Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade:
1o. Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permita;
2o. Quero santificar os dias de festa;
3o. Meus amigos serão Jesus e Maria;
4o. Antes morrer que pecar.
Este último propósito, feito por um menino de tão tenra idade, mostra a que ponto haviam chegado sua precoce maturidade e sua virtude. Tornou-se ele seu programa de vida. Quantos meninos de 7 anos, hoje em dia, teriam semelhante propósito, sobretudo depois de terem sido massacrados por aulas da chamada “educação sexual”?
Calado, sofre injustiça por amor de Deus
Vista da pitoresca cidade de Mondonio, onde morreu São Domingos Sávio
Terminado o primário em Mondonio, para onde se havia mudado, Domingos tinha que ir até Castelnuovo duas vezes por dia, ida e volta, o que representava uma caminhada de quase 20 quilômetros diários. Para um menino de 10 anos, e franzino de compleição, era um esforço grande. Mas, movido pelo desejo de estudar para abraçar o sacerdócio, fazia alegremente o sacrifício.
Domingos, por sua inteligência e aplicação, obteve sempre o primeiro lugar na classe, além de outras distinções por seu bom comportamento e pelo cumprimento dos deveres.
Determinado dia, alguns colegas seus encheram de pedras a estufa da classe. Era uma grave falta de disciplina, que merecia como penalidade a expulsão dos infratores. Estes, porém, acusaram Domingos Sávio de ter sido o autor do ato. O mestre, um sacerdote, embora duvidando, teve que ceder ante as evidências que lhe apresentavam. Chamou Domingos, mandou-o ajoelhar-se na frente da classe, e diante de todos os seus colegas passou-lhe um pito, dizendo que só não o expulsava por ter sido sua primeira falta. Domingos abaixou a cabeça e nada disse.
No dia seguinte, descobriu-se a verdade. O sacerdote chamou então Domingos e perguntou-lhe por que não se havia justificado. Ele disse que queria imitar Nosso Senhor, que foi acusado injustamente e não se defendeu. Além do mais, sabia que sua defesa poderia ter causado a expulsão de outros alunos. Como seria sua primeira falta, sabia que seria perdoado.
Domingos Sávio: outro São Luís Gonzaga
Em 1854, Dom Bosco foi procurado por D. Cugliero, professor de Domingos, “para falar-me de um seu aluno, digno de particular atenção por seu engenho e piedade: — ‘Aqui nesta casa (o Oratório de Dom Bosco) é possível que tenhas jovens que o igualem, mas dificilmente haverá quem o supere em talento e virtude. Observa-o, e verás que é um São Luís’”.
Nessa ocasião Dom Bosco tomou conhecimento da existência de Domingos Sávio, que contava 12 anos. Ele assim o descreve: “Era Domingos algo débil e delicado de compleição, de aspecto grave e ao mesmo tempo doce, com um não sei quê de agradável seriedade. Era afável e de aprazível condição, de humor sempre igual. Guardava constantemente na classe e fora dela, na igreja e em todas partes, tal compostura, que o mestre sentia a mais agradável impressão somente com o vê-lo e falar-lhe”.
Conhecendo melhor o novo discípulo ao longo dos anos, afirmou ainda sobre ele Dom Bosco: “Todas as virtudes que vimos brotar e crescer nele, nas diversas etapas de sua vida, aumentaram sempre maravilhosamente e cresceram juntas, sem que uma o fizesse em detrimento de outra”. Era impressionante ver a seriedade com que cumpria com os menores deveres. “No ordinário, começou a fazer-se extraordinário. [...] Aqui teve começo aquela vida exemplaríssima, aquele contínuo progresso de virtude em virtude, e aquela exatidão no cumprimento de seus deveres, que dificilmente se pode avantajar”.
Declaração de guerra: morte ao pecado mortal
A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854, ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, ante o altar da Virgem, ele renovou seus propósitos da Primeira Comunhão e fez esta oração: “Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado”.
Domingos costumava dizer: “Quero declarar guerra de morte ao pecado mortal”
Esse horror ao pecado era muito vivo em Domingos, que costumava dizer: “Quero declarar guerra de morte ao pecado mortal”.
Mas não era só ao pecado mortal. Dizia: “Quero pedir muito, muito, à Santíssima Virgem e ao Senhor que me mandem antes a morte que deixar-me cair em um pecado venial contra a modéstia”.
Isso não se obtém sem uma pureza angélica. Essa virtude terá sido obtida à custa de muita oração e vigilância? Ou, conforme declarou São João Rua, seu condiscípulo no Oratório, no processo de beatificação: “Tenho a convicção de que Domingos, por singular privilégio, não estava sujeito a tentações contra a castidade”.
Desejo intensíssimo de santidade.
Seis meses após a entrada de Domingos Sávio no Oratório, Dom Bosco fez aos alunos uma preleção sobre o dever que todos têm de serem santos, e a facilidade que há nisso, caso se busque em todas as coisas a vontade de Deus com toda simplicidade. Isso inflamou beneficamente Domingos Sávio, que foi procurá-lo e disse: “Quero dizer-vos que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo. Nunca teria imaginado que alguém pode chegar a ser santo com tanta facilidade; mas agora que vi que alguém pode muito bem chegar a ser santo estando sempre alegre, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo”.
Procedendo como experimentado diretor espiritual, Dom Bosco relata: “A primeira coisa que lhe aconselhei, para chegar a ser santo, foi que trabalhasse em ganhar almas para Deus, pois não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Deus na salvação das almas, pelas quais Jesus Cristo derramou até a última gota de seu preciosíssimo sangue”.
Domingos transformou esse conselho em programa de vida, tornou-se um batalhador. “Não deixava passar ocasião de dar bons conselhos e avisar a quem dissesse ou fizesse coisa contrária à santa lei de Deus”. Exclamava: “Quão feliz seria se pudesse ganhar para Deus todos os meus companheiros!”. Dizia também que gostaria muito de reunir as crianças para ensinar-lhes o catecismo. Tinha presente quantas crianças, ao chegar à idade da razão, corrompem-se moralmente e perdem suas almas. A esse propósito, observou: “Quantos pobres meninos se condenam talvez eternamente por não haver quem os instrua na fé!”
Zelo pela conversão da Inglaterra.
Seu zelo ia muito além. Não se restringia à sua vida espiritual, seus horizontes eram largos. Várias vezes disse a D. Bosco: “Quantas almas esperam nossos auxílios na Inglaterra! Oh! Se eu tivesse forças e virtude, quisera ir agora mesmo, e com sermões e bom exemplo, convertê-las todas a Deus”. Ele teve mesmo uma visão a esse respeito, e pediu que Dom Bosco a comunicasse ao Papa, quando fosse a Roma.
Afirma São João Rua: “Era verdadeiramente admirável que em um jovenzinho de sua idade reinasse tanto zelo pela glória de Deus, até o ponto de sentir horror e mesmo sofrer fisicamente quando ouvia alguém blasfemar, ou via de qualquer modo ofender-se a majestade de Deus”.
Outro condiscípulo mostra seu amor combativo pela fé, contra as heresias: “Naqueles tempos, mais de uma vez encontrei emissários protestantes vindos expressamente ao Oratório para semear seus erros. E um dos mais solícitos para impedi-los nessa ação era o jovenzinho Domingos Sávio”.
“Sua oração predileta – afirma Dom Bosco – era a coroa ao Sagrado Coração de Jesus para reparar as injúrias que recebe dos hereges, infiéis e maus cristãos”.
Enfim, muita coisa poder-se-ia ainda dizer sobre São Domingos Sávio, que ultrapassaria os limites deste artigo. Ele faleceu santamente no dia 9 de março de 1857 aos 15 anos de idade. E Dom Bosco tinha tanta certeza de sua santidade e futura canonização, que, num epitáfio que lhe escreveu, diz: “[...] Os que, havendo experimentado os efeitos de sua celestial proteção, gratos e ansiosos, esperam a palavra do oráculo infalível de nossa Santa Mãe a Igreja”.
E-mail do autor: pmsolimeo@catolicismo.com.br
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Oração no Ano Sacerdotal pelos nossos padres!
Sem o padre não temos Jesus Eucarístico e não temos o sacramento da confissão, que nos reconcilia com Deus. O padre é um homem que deixou a sua casa, sua família para servir a Igreja em suas necessidades, o padre é o caminho que por meio dos sacramentos nos levam a Deus, por isso rezemos pelos nossos sacerdotes e em especial, rezemos pelas vocações em nossa comunidade, pois o padre é a maior graça que uma comunidade pode ter em seu meio.
Reze esta oração na intenção do padre de sua Paróquia:
Senhor Deus e Pai, neste Ano Sacerdotal temos rezado e refletido sobre a vida e o trabalho dos nossos padres e bispos.
Suplicamos-vos para eles a graça de uma frutuosa renovação interior, a fim de que possam manter-se fiéis segundo a fidelidade do próprio Cristo, vosso filho.
Obrigado, Senhor, pelos sacerdotes, por suas fadigas, por seu serviço incansável, por sua caridade. Daí força aos sacerdotes idosos, doentes, ofendidos ou perseguidos. Que eles não desanimem! Daí-nos, ó Deus, mais sacerdotes santos.
Rezamos por todos eles. Não permitais que a infidelidade de alguns apague o testemunho generoso de tantos outros.
Graças e louvores vos damos porque o sacerdote é fruto do amor do coração de vosso filho Jesus. Por isso reconhecemos com gratidão: um bom sacerdote é o maior tesouro que a paróquia pode receber.
Ó Maria, Mãe da Igreja, amparai, guardai e protegei todos os sacerdotes.
Assim seja.
São João Maria Vianney, rogai por nós e por todos os nossos sacerdotes!
Reze esta oração na intenção do padre de sua Paróquia:
Senhor Deus e Pai, neste Ano Sacerdotal temos rezado e refletido sobre a vida e o trabalho dos nossos padres e bispos.
Suplicamos-vos para eles a graça de uma frutuosa renovação interior, a fim de que possam manter-se fiéis segundo a fidelidade do próprio Cristo, vosso filho.
Obrigado, Senhor, pelos sacerdotes, por suas fadigas, por seu serviço incansável, por sua caridade. Daí força aos sacerdotes idosos, doentes, ofendidos ou perseguidos. Que eles não desanimem! Daí-nos, ó Deus, mais sacerdotes santos.
Rezamos por todos eles. Não permitais que a infidelidade de alguns apague o testemunho generoso de tantos outros.
Graças e louvores vos damos porque o sacerdote é fruto do amor do coração de vosso filho Jesus. Por isso reconhecemos com gratidão: um bom sacerdote é o maior tesouro que a paróquia pode receber.
Ó Maria, Mãe da Igreja, amparai, guardai e protegei todos os sacerdotes.
Assim seja.
São João Maria Vianney, rogai por nós e por todos os nossos sacerdotes!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Quem é mais forte: o amor ou o poder?
A gentileza e a bondade são sempre mais fortes
Certa vez, disse para uma amiga: “Não desista de viver a bondade!” Passaram-se anos e há poucos dias ela me disse: “Nunca mais esqueci suas palavras e tenho deixado-me conduzir por elas, as quais permanecem como eco em minha memória”.
A princípio, fiquei somente surpresa por ela ter se recordado tão vivamente do conselho, mas depois percebi que era mais que isso. Em suas palavras, percebi o Senhor atualizando o recado também para minha vida.
Em um mundo no qual se coloca em evidência aquilo que não é bom, se não estivermos alicerçados em princípios de fé e esperança, correremos o risco de nos deixar levar pela maldade e agir pela força dos argumentos da razão, desistindo facilmente de ser bons.
Hoje falei sobre isso em um dos programas que apresento na Rádio Canção Nova e resolvi ampliar a partilha na intenção de que ela chegue ao seu coração. Eu acredito no poder da bondade! Posso dizer, por esperiência própria, que o amor é mais forte do que o poder do mal.
Existe uma fábula atribuída a Esopo que pode ilustrar essa partilha e eu a apresento aqui:
"Conta-se que o sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.
O vento disse:
- Provarei que sou o mais forte.
Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?
Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.
O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.
O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava,
mais a mulher segurava o lenço junto a si.
Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.
Então, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.
Com este gesto, ela imediatamente esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.
O sol disse, então, ao vento:
- Lembre-se disso: A gentileza e a bondade são sempre mais fortes que a fúria e a força".
Acredito que, com essa narrativa, Deus está nos dando hoje a direção para vencermos os obstáculos de nossa vida. Não com a força, não com a fúria, mas com a gentileza, com o sorriso, com a bondade, com a paciência, com o amor e o perdão, é assim que venceremos!
Não sei em qual etapa da vida você se encontra, quais são os desafios que tem enfrentado, mas acredito que Jesus, o “Homem bom por excelência” , pode e quer nos ajudar a darmos uma resposta diferente, fazendo opção pela bondade. A Palavra do Senhor diz: "Não pela força, nem pela violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos [...]" (Zacarias 4,1-10).
E o Espírito de Deus nos conduz somente àquilo que é bom, justo e nobre.
Que tenhamos a coragem e a disposição para expressar a bondade que está em nós e pode chegar a muitos corações a partir da nossa decisão e coragem de ser um pouco melhores a cada dia. Eu estou tentando. E você?
Busquemos, juntos, neste dia, dar a vitória à bondade. A força dessa virtude, passando por nossos pequenos gestos, pode fazer grande diferença.
Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Certa vez, disse para uma amiga: “Não desista de viver a bondade!” Passaram-se anos e há poucos dias ela me disse: “Nunca mais esqueci suas palavras e tenho deixado-me conduzir por elas, as quais permanecem como eco em minha memória”.
A princípio, fiquei somente surpresa por ela ter se recordado tão vivamente do conselho, mas depois percebi que era mais que isso. Em suas palavras, percebi o Senhor atualizando o recado também para minha vida.
Em um mundo no qual se coloca em evidência aquilo que não é bom, se não estivermos alicerçados em princípios de fé e esperança, correremos o risco de nos deixar levar pela maldade e agir pela força dos argumentos da razão, desistindo facilmente de ser bons.
Hoje falei sobre isso em um dos programas que apresento na Rádio Canção Nova e resolvi ampliar a partilha na intenção de que ela chegue ao seu coração. Eu acredito no poder da bondade! Posso dizer, por esperiência própria, que o amor é mais forte do que o poder do mal.
Existe uma fábula atribuída a Esopo que pode ilustrar essa partilha e eu a apresento aqui:
"Conta-se que o sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.
O vento disse:
- Provarei que sou o mais forte.
Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?
Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.
O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.
O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava,
mais a mulher segurava o lenço junto a si.
Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.
Então, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.
Com este gesto, ela imediatamente esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.
O sol disse, então, ao vento:
- Lembre-se disso: A gentileza e a bondade são sempre mais fortes que a fúria e a força".
Acredito que, com essa narrativa, Deus está nos dando hoje a direção para vencermos os obstáculos de nossa vida. Não com a força, não com a fúria, mas com a gentileza, com o sorriso, com a bondade, com a paciência, com o amor e o perdão, é assim que venceremos!
Não sei em qual etapa da vida você se encontra, quais são os desafios que tem enfrentado, mas acredito que Jesus, o “Homem bom por excelência” , pode e quer nos ajudar a darmos uma resposta diferente, fazendo opção pela bondade. A Palavra do Senhor diz: "Não pela força, nem pela violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos [...]" (Zacarias 4,1-10).
E o Espírito de Deus nos conduz somente àquilo que é bom, justo e nobre.
Que tenhamos a coragem e a disposição para expressar a bondade que está em nós e pode chegar a muitos corações a partir da nossa decisão e coragem de ser um pouco melhores a cada dia. Eu estou tentando. E você?
Busquemos, juntos, neste dia, dar a vitória à bondade. A força dessa virtude, passando por nossos pequenos gestos, pode fazer grande diferença.
Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
terça-feira, 27 de abril de 2010
A Igreja no Mundo!!!
Anuário Pontifício 2010: estatísticas da Igreja no mundo
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)
O Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja) informa sobre os aspectos salientes que caracterizam a atividade da Igreja Católica nos diversos Países e nos Continentes em particular.
As tabelas estatísticas, integradas por gráficos, são enriquecidas por legendas nas línguas latina, inglesa e francesa.
A seguir, reportam-se algumas anotações estatísticas sobre aspectos que parecem constituir as tendências de maior importância para a Igreja Católica entre 2000 e 2008.
1. em nível global, o número de católicos batizados passou de 1.045 bilhão em 2000 para 1.166 bilhão em 2008, com uma variação relativa de +11,54% (Tabela 1); incremento apenas um pouco superior ao da população da Terra, perto de +10,77%, que evidencia um comportamento de substancial estabilidade da difusão dos católicos batizados. No entanto, esse incremento deve ser atribuído de maneira diferenciada às diversas situações continentais: enquanto, de fato, na África registra-se um incremento de 33,02% dos católicos, no extremo oposto, na Europa, manifesta-se uma situação de prática estabilidade (+1,17%); deve-se registrar, também, os significativos incrementos que se revelam na Ásia (+15,61%), na Oceania (+11,39%) e na América (+10,93%). Além disso, essas evoluções devem ser lidas também no efeito que produzem sobre o peso relativo que os católicos assumem nos vários continentes: vai-se desde a redução relativa dos católicos europeus, que, embora aumentando em valor absoluto, veem cair o próprio peso no mundo, de 26,81% em 2000 para 24,31% em 2008, à correlativa aquisição de importância dos católicos africanos, que passam, entre 2000 e 2008, de 12,44% a 14,84%. Para os outros continentes, indica-se uma substancial estabilidade da América e da Oceania e um leve aumento para a Ásia.
Aparece de particular interesse a leitura dos dados sobre a distribuição dos católicos nas várias áreas continentais comparados ao número dos habitantes. Um olhar sobre tais relações mostra que, na África, a tendência ao crescimento resulta constante (passa dos 12,44 por cada 100 habitantes em 2000 para os 14,84 em 2008), enquanto tal crescimento, muito mais contido, manifesta-se na América e na Ásia. Pode-se também acrescentar que, nos continentes em particular, o número relativo de católicos varia entre níveis diferentes: vai-se, para o ano mais recente, dos 3 católicos por cada 100 habitantes na Ásia, aos 63 por cada 100 na América. Também pode-se notar que, na Oceania, tal número relativo de católicos é de cerca de 26, e, na Europa, de 40.
2. Nos oito anos que vão desde 2000 a 2008, o número dos bispos passou de 4.541 para 5.002, com um aumento relativo que supera um pouco os 10%, como se percebe a partir da Tabela 2. Tal movimento de crescimento se encontra em todos os continentes, embora a variação relativa se apresente mais acentuada para a Ásia, para a África e para a América, e abaixo da tendência geral para a Europa e para a Oceania. Pode-se, também, assinalar que o peso de cada continente permaneceu, no período, praticamente invariável e proporcional à importância relativa das realidades continentais particulares.
Não é menos interessante observar também os valores, exibidos a seguir, do número de sacerdotes (diocesanos ou religiosos) para cada bispo, a fim de capturar o balanço entre esses itens e as realidades continentais particulares.
Número de Sacerdotes/ Bispos
2000
2008
África
45,2
53,2
América
71,3
65,1
Ásia
69,5
72,9
Europa
139,4
121,4
Oceania
40,9
36,5
Mundo
89,2
81,8
Em nível mundial, tal relação vem decrescendo ao longo do tempo, evidenciando uma melhor e mais harmônica distribuição dos bispos nas realidades continentais, bem como um significativo equilíbrio quantitativo entre sacerdotes e bispos no transcorrer do tempo.
3. As estatísticas relativas aos sacerdotes, diocesanos e religiosos, são reportadas na Tabela 3, em termos de consistência em 2000, 2007 e 2008.
O primeiro dado que fica evidente é que o número total dos sacerdotes no período entre 2000 e 2008 mostra uma tendência de crescimento positiva, embora moderada, e geralmente inferior ao 1%. Isso vale a nível global, enquanto para os continentes em particular as dinâmicas são diferenciadas. Confrontados com aumentos significativos para a África e para a Ásia, onde registra-se um aumento de 33,1% e 23,8%, respectivamente, está uma quase estacionariedade para a América, enquanto a Europa apresenta uma queda de mais de 7% e a Oceania de -4%.
Uma variação ainda mais marcante surge quando se opera a distinção entre sacerdotes diocesanos e religiosos. Enquanto, no planeta, o número dos primeiros passou de 265.781 em 2000 para 272.431 em 2008, manifestando assin uma significativa recuperação, aquele dos segundos aparece em constante declínio. De fato, os sacerdotes religiosos, que eram 139.397 em 2000, foram reduzidos para cerca de 135 mil oito anos mais tarde.
A distribuição percentual do complexo dos sacerdotes por continente evidencia, como era de se esperar, notáveis mudanças nos oito anos considerados. África e Ásia contribuíram, em 2000, com 17,5% do total mundial; em 2008, tal incidência saltou para 21,9%. Também a América incrementou levemente o próprio percentual. O único continente que viu diminuir a própria cota é a Europa: em 2000, os 208 mil sacerdotes europeus representavam quase 51% do total mundial, enquanto oito anos depois caíram para quase 47%.
Do jogo combinado das variações demográficas e das mudanças no número dos sacerdotes derivam algumas inclinações variáveis para o número de católicos por sacerdote. Essa relação aumentou ao longo do tempo e, em nível global, passou dos 2.579 católicos por sacerdote no início do período para 2.849 ao final. O número de católicos por cada sacerdote aumentou em todos os continentes; todavia, a dimensão da relação aparece não pouco diferente de continente para continente. Em 2008, por exemplo, frente aos cerca de 1.400 católicos que gravitam em torno de cada sacerdote na Europa, na África a relação foi de 4.800 e, na América, de 4.700. Esses valores dão conta da diferente inclinação do relacionamento entre sacerdotes e fiéis.
4. Os comentários a seguir se referem a outras figuras de trabalhadores religiosos que acompanham a ação partoral dos bispos e dos sacerdotes: os diáconos permanentes, os religiosos professos não sacerdotes e as religiosas professas.
A consistência numérica desses três grupos de trabalhadores pastorais é bastante diversa. Ao final de 2008, os diáconos no mundo eram 37.203, os religiosos professos quase 55 mil e as religiosas professas outras 739 mil. Também as dinâmicas evolutivas apresentam características muito diferentes.
Os diáconos permanentes constituem o grupo em mais forte evolução ao longo do tempo: de cerca de 28 mil em 2000 cresceram para 37 mil em 2008, com uma variação relativa de +33,7% (Tabela 4). Se o aumento manifestou-se em toda a parte, o ritmo de crescimento permanece diverso entre as várias áreas continentais: na Europa, o próprio incremento é significativo, passando, em oito anos, de pouco mais de 8.800 para 12.000. Também na América a dinâmica é sustentada: em 2000, esse continente contava com mais de 18 mil, enquanto, em 2008, o número saltou para outros 24 mil. Não são relevantes as variações na distribuição territorial dos diáconos durante o período examinado, verifica-se apenas uma diminuição do número relativo de diáconos na América e um crescimento na Europa.
Não é menos importante recordar que essa figura religiosa é muito presente na América (especialmente na do Norte), com 64,6% de todos os diáconos no mundo, e também na Europa (33,1%). É escassa, ao contrário, a presença dos diáconos na África e na Ásia: esses continentes representam, em conjunto, apenas 1,5% do número global.
Uma leve diminuição numérica líquida é aquela dos religiosos professos não sacerdotes (Tabela 5). Em 2000, eram, no mundo, 55.057, reduzindo-se para 54.641 em 2008. Deve-se notar que o decréscimo concentrou sobre dois continentes: Europa (- 16,6%) e Oceania (- 22,1%). Ao contrário, tais religiosos foram incrementados na Ásia e na África, bem como na América, embora em menor medida. Tais movimentos fizeram que o peso relativo dos vários continentes viesse a mudar, como pode-se diretamente apreender dos dados percentuais exibidos na Tabela 5.
As religiosas professas representam, em 2008, globalmente uma população de 740 mil pessoa, cerca de duas vezes maior que aquela dos sacerdotes, de cujo total cerca de 41% está presente na Europa, seguida pela América, que conta outras 203 mil consagradas e pela Ásia, que soma 161 mil pessoas. Em respeito ao ano 2000, o grupo sofreu uma diminuição de 7,75% (Tabela 6). O declínio, também neste caso, envolve três continentes (Europa, América e Oceania), com variações negativas também de relevo (em torno de 15 a 17 por cento). Na África e na Ásia, ao invés, o incremento foi decisivamente sustentado, em torno de 21% na primeira e 16% na segunda. Como resultado final desses dinâmicas bastante diferenciadas, a fração das religiosas na África e Ásia sobre o total mundial passa dos 23% para 30%, em detrimento da Europa e da América, cuja incidência, em conjunto, reduziu-se de 75% para 68%.
5. Os dados reportados na Tabela 7 evidenciam uma clara tendência ao crescimento dos estudantes de Filosofia e Teologia presentes nos centros dioceasnos e religiosos: no mundo, passou dos quase 110 mil candidatos em 2000 para 117 mil em 2008, com uma variação de +28,6%. A evolução é muito diferente nos vários continentes. Se nos referimos ao ano de referência inicial, observa-se que a América no total mundial contribuía com 33%, a Europa com 24%, a Ásia com 23% e a África com 18%. Oito anos mais tarde, o contributo americano caiu para 31%, o europeu para 18%, enquanto a Ásia saltou para cerca de 28% e a África para 22%.
Fazendo referência ao número dos católicos, a vitalidade da Ásia e da África são confirmadas, com cerca de 148 candidatos por milhão de fiéis na África e 263 na Ásia. Os valores europeus (75) e americanos (63) são bem menos elevados. Em relação a 100 sacerdotes, África e Ásia confirmam o próprio primado com 72 e 61 candidatos, respectivamente, enquanto mais débil é a situação europeia: somente 11 candidatos a cada 100 sacerdotez (em 2000 eram 13). Em nível mundial, no entanto, passou-se, graças ao aporte de Ásia e África, de cerca de 27 para pouco menos de 29.
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)
O Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja) informa sobre os aspectos salientes que caracterizam a atividade da Igreja Católica nos diversos Países e nos Continentes em particular.
As tabelas estatísticas, integradas por gráficos, são enriquecidas por legendas nas línguas latina, inglesa e francesa.
A seguir, reportam-se algumas anotações estatísticas sobre aspectos que parecem constituir as tendências de maior importância para a Igreja Católica entre 2000 e 2008.
1. em nível global, o número de católicos batizados passou de 1.045 bilhão em 2000 para 1.166 bilhão em 2008, com uma variação relativa de +11,54% (Tabela 1); incremento apenas um pouco superior ao da população da Terra, perto de +10,77%, que evidencia um comportamento de substancial estabilidade da difusão dos católicos batizados. No entanto, esse incremento deve ser atribuído de maneira diferenciada às diversas situações continentais: enquanto, de fato, na África registra-se um incremento de 33,02% dos católicos, no extremo oposto, na Europa, manifesta-se uma situação de prática estabilidade (+1,17%); deve-se registrar, também, os significativos incrementos que se revelam na Ásia (+15,61%), na Oceania (+11,39%) e na América (+10,93%). Além disso, essas evoluções devem ser lidas também no efeito que produzem sobre o peso relativo que os católicos assumem nos vários continentes: vai-se desde a redução relativa dos católicos europeus, que, embora aumentando em valor absoluto, veem cair o próprio peso no mundo, de 26,81% em 2000 para 24,31% em 2008, à correlativa aquisição de importância dos católicos africanos, que passam, entre 2000 e 2008, de 12,44% a 14,84%. Para os outros continentes, indica-se uma substancial estabilidade da América e da Oceania e um leve aumento para a Ásia.
Aparece de particular interesse a leitura dos dados sobre a distribuição dos católicos nas várias áreas continentais comparados ao número dos habitantes. Um olhar sobre tais relações mostra que, na África, a tendência ao crescimento resulta constante (passa dos 12,44 por cada 100 habitantes em 2000 para os 14,84 em 2008), enquanto tal crescimento, muito mais contido, manifesta-se na América e na Ásia. Pode-se também acrescentar que, nos continentes em particular, o número relativo de católicos varia entre níveis diferentes: vai-se, para o ano mais recente, dos 3 católicos por cada 100 habitantes na Ásia, aos 63 por cada 100 na América. Também pode-se notar que, na Oceania, tal número relativo de católicos é de cerca de 26, e, na Europa, de 40.
2. Nos oito anos que vão desde 2000 a 2008, o número dos bispos passou de 4.541 para 5.002, com um aumento relativo que supera um pouco os 10%, como se percebe a partir da Tabela 2. Tal movimento de crescimento se encontra em todos os continentes, embora a variação relativa se apresente mais acentuada para a Ásia, para a África e para a América, e abaixo da tendência geral para a Europa e para a Oceania. Pode-se, também, assinalar que o peso de cada continente permaneceu, no período, praticamente invariável e proporcional à importância relativa das realidades continentais particulares.
Não é menos interessante observar também os valores, exibidos a seguir, do número de sacerdotes (diocesanos ou religiosos) para cada bispo, a fim de capturar o balanço entre esses itens e as realidades continentais particulares.
Número de Sacerdotes/ Bispos
2000
2008
África
45,2
53,2
América
71,3
65,1
Ásia
69,5
72,9
Europa
139,4
121,4
Oceania
40,9
36,5
Mundo
89,2
81,8
Em nível mundial, tal relação vem decrescendo ao longo do tempo, evidenciando uma melhor e mais harmônica distribuição dos bispos nas realidades continentais, bem como um significativo equilíbrio quantitativo entre sacerdotes e bispos no transcorrer do tempo.
3. As estatísticas relativas aos sacerdotes, diocesanos e religiosos, são reportadas na Tabela 3, em termos de consistência em 2000, 2007 e 2008.
O primeiro dado que fica evidente é que o número total dos sacerdotes no período entre 2000 e 2008 mostra uma tendência de crescimento positiva, embora moderada, e geralmente inferior ao 1%. Isso vale a nível global, enquanto para os continentes em particular as dinâmicas são diferenciadas. Confrontados com aumentos significativos para a África e para a Ásia, onde registra-se um aumento de 33,1% e 23,8%, respectivamente, está uma quase estacionariedade para a América, enquanto a Europa apresenta uma queda de mais de 7% e a Oceania de -4%.
Uma variação ainda mais marcante surge quando se opera a distinção entre sacerdotes diocesanos e religiosos. Enquanto, no planeta, o número dos primeiros passou de 265.781 em 2000 para 272.431 em 2008, manifestando assin uma significativa recuperação, aquele dos segundos aparece em constante declínio. De fato, os sacerdotes religiosos, que eram 139.397 em 2000, foram reduzidos para cerca de 135 mil oito anos mais tarde.
A distribuição percentual do complexo dos sacerdotes por continente evidencia, como era de se esperar, notáveis mudanças nos oito anos considerados. África e Ásia contribuíram, em 2000, com 17,5% do total mundial; em 2008, tal incidência saltou para 21,9%. Também a América incrementou levemente o próprio percentual. O único continente que viu diminuir a própria cota é a Europa: em 2000, os 208 mil sacerdotes europeus representavam quase 51% do total mundial, enquanto oito anos depois caíram para quase 47%.
Do jogo combinado das variações demográficas e das mudanças no número dos sacerdotes derivam algumas inclinações variáveis para o número de católicos por sacerdote. Essa relação aumentou ao longo do tempo e, em nível global, passou dos 2.579 católicos por sacerdote no início do período para 2.849 ao final. O número de católicos por cada sacerdote aumentou em todos os continentes; todavia, a dimensão da relação aparece não pouco diferente de continente para continente. Em 2008, por exemplo, frente aos cerca de 1.400 católicos que gravitam em torno de cada sacerdote na Europa, na África a relação foi de 4.800 e, na América, de 4.700. Esses valores dão conta da diferente inclinação do relacionamento entre sacerdotes e fiéis.
4. Os comentários a seguir se referem a outras figuras de trabalhadores religiosos que acompanham a ação partoral dos bispos e dos sacerdotes: os diáconos permanentes, os religiosos professos não sacerdotes e as religiosas professas.
A consistência numérica desses três grupos de trabalhadores pastorais é bastante diversa. Ao final de 2008, os diáconos no mundo eram 37.203, os religiosos professos quase 55 mil e as religiosas professas outras 739 mil. Também as dinâmicas evolutivas apresentam características muito diferentes.
Os diáconos permanentes constituem o grupo em mais forte evolução ao longo do tempo: de cerca de 28 mil em 2000 cresceram para 37 mil em 2008, com uma variação relativa de +33,7% (Tabela 4). Se o aumento manifestou-se em toda a parte, o ritmo de crescimento permanece diverso entre as várias áreas continentais: na Europa, o próprio incremento é significativo, passando, em oito anos, de pouco mais de 8.800 para 12.000. Também na América a dinâmica é sustentada: em 2000, esse continente contava com mais de 18 mil, enquanto, em 2008, o número saltou para outros 24 mil. Não são relevantes as variações na distribuição territorial dos diáconos durante o período examinado, verifica-se apenas uma diminuição do número relativo de diáconos na América e um crescimento na Europa.
Não é menos importante recordar que essa figura religiosa é muito presente na América (especialmente na do Norte), com 64,6% de todos os diáconos no mundo, e também na Europa (33,1%). É escassa, ao contrário, a presença dos diáconos na África e na Ásia: esses continentes representam, em conjunto, apenas 1,5% do número global.
Uma leve diminuição numérica líquida é aquela dos religiosos professos não sacerdotes (Tabela 5). Em 2000, eram, no mundo, 55.057, reduzindo-se para 54.641 em 2008. Deve-se notar que o decréscimo concentrou sobre dois continentes: Europa (- 16,6%) e Oceania (- 22,1%). Ao contrário, tais religiosos foram incrementados na Ásia e na África, bem como na América, embora em menor medida. Tais movimentos fizeram que o peso relativo dos vários continentes viesse a mudar, como pode-se diretamente apreender dos dados percentuais exibidos na Tabela 5.
As religiosas professas representam, em 2008, globalmente uma população de 740 mil pessoa, cerca de duas vezes maior que aquela dos sacerdotes, de cujo total cerca de 41% está presente na Europa, seguida pela América, que conta outras 203 mil consagradas e pela Ásia, que soma 161 mil pessoas. Em respeito ao ano 2000, o grupo sofreu uma diminuição de 7,75% (Tabela 6). O declínio, também neste caso, envolve três continentes (Europa, América e Oceania), com variações negativas também de relevo (em torno de 15 a 17 por cento). Na África e na Ásia, ao invés, o incremento foi decisivamente sustentado, em torno de 21% na primeira e 16% na segunda. Como resultado final desses dinâmicas bastante diferenciadas, a fração das religiosas na África e Ásia sobre o total mundial passa dos 23% para 30%, em detrimento da Europa e da América, cuja incidência, em conjunto, reduziu-se de 75% para 68%.
5. Os dados reportados na Tabela 7 evidenciam uma clara tendência ao crescimento dos estudantes de Filosofia e Teologia presentes nos centros dioceasnos e religiosos: no mundo, passou dos quase 110 mil candidatos em 2000 para 117 mil em 2008, com uma variação de +28,6%. A evolução é muito diferente nos vários continentes. Se nos referimos ao ano de referência inicial, observa-se que a América no total mundial contribuía com 33%, a Europa com 24%, a Ásia com 23% e a África com 18%. Oito anos mais tarde, o contributo americano caiu para 31%, o europeu para 18%, enquanto a Ásia saltou para cerca de 28% e a África para 22%.
Fazendo referência ao número dos católicos, a vitalidade da Ásia e da África são confirmadas, com cerca de 148 candidatos por milhão de fiéis na África e 263 na Ásia. Os valores europeus (75) e americanos (63) são bem menos elevados. Em relação a 100 sacerdotes, África e Ásia confirmam o próprio primado com 72 e 61 candidatos, respectivamente, enquanto mais débil é a situação europeia: somente 11 candidatos a cada 100 sacerdotez (em 2000 eram 13). Em nível mundial, no entanto, passou-se, graças ao aporte de Ásia e África, de cerca de 27 para pouco menos de 29.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Crisma, a confirmação de nosso comprometimento
Os católicos celebram a Crisma como a confirmação de nosso Batismo, pois nessa ocasião ocorre o derramamento dos dons do Espírito Santo sobre o crismando, unido-o mais firmemente à fé cristã. Por isso, juntamente com o Batismo, a Crisma é considerada um sacramento de iniciação, normalmente realizado após os 15 anos de idade. Os ensinamentos sobre este sacramento afirmam que ele dá "forma" ao cristão, como se ele deixasse na alma uma ligação eterna com a Igreja.
A origem da Crisma está ligada ao período posterior à morte de Jesus, quando houve uma grande perseguição aos cristãos em Jerusalém e eles tiveram de fugir para todas as partes. Aonde iam, anunciavam a palavra cristã e os milagres do Nosso Senhor. No dia em que os apóstolos Pedro e João chegaram a uma região chamada Samaria, descobriram que seus habitantes já haviam acolhido a Palavra de Deus anunciada por Filipe. Então os apóstolos colocaram as mãos sobre eles, oraram e todos receberam o Espírito Santo.
Vejamos, como a Bíblia nos conta este fato: “Os apóstolos, que estavam em Jerusalém souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram para lá Pedro e João. Ao chegarem, Pedro e João rezaram pelos samaritanos a fim de que eles recebessem o Espírito Santo. De fato, o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; e os samaritanos tinham apenas recebido o Batismo em nome do Senhor Jesus. Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo.” (At 8, 14-17)
Hoje em dia são os bispos que pedem os dons do Espírito Santo sobre nós quando recebemos o sacramento da Crisma. Na verdade eles só estão dando continuidade a uma graça concedida por Jesus aos apóstolos, que foram os primeiros bispos da Igreja.
*Esse texto esta baseado na “Bíblia para Crianças”, da Editora Canção Nova, com 480 páginas ilustradas. (www.cancaonova.com).
Vale a pena a gente ler este artigo, seja crismando ou já crismado, pois a cada dia renovamos nosso compromisso de batizados e assim somos testemunhas da ação do Espirito Santo
A origem da Crisma está ligada ao período posterior à morte de Jesus, quando houve uma grande perseguição aos cristãos em Jerusalém e eles tiveram de fugir para todas as partes. Aonde iam, anunciavam a palavra cristã e os milagres do Nosso Senhor. No dia em que os apóstolos Pedro e João chegaram a uma região chamada Samaria, descobriram que seus habitantes já haviam acolhido a Palavra de Deus anunciada por Filipe. Então os apóstolos colocaram as mãos sobre eles, oraram e todos receberam o Espírito Santo.
Vejamos, como a Bíblia nos conta este fato: “Os apóstolos, que estavam em Jerusalém souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram para lá Pedro e João. Ao chegarem, Pedro e João rezaram pelos samaritanos a fim de que eles recebessem o Espírito Santo. De fato, o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; e os samaritanos tinham apenas recebido o Batismo em nome do Senhor Jesus. Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo.” (At 8, 14-17)
Hoje em dia são os bispos que pedem os dons do Espírito Santo sobre nós quando recebemos o sacramento da Crisma. Na verdade eles só estão dando continuidade a uma graça concedida por Jesus aos apóstolos, que foram os primeiros bispos da Igreja.
*Esse texto esta baseado na “Bíblia para Crianças”, da Editora Canção Nova, com 480 páginas ilustradas. (www.cancaonova.com).
Vale a pena a gente ler este artigo, seja crismando ou já crismado, pois a cada dia renovamos nosso compromisso de batizados e assim somos testemunhas da ação do Espirito Santo
A missão do catequista
Todo cristão é responsável em anunciar a Palavra de Deus
Quando se fala em catequese, muitos pensam naquela que prepara as crianças para a Primeira Eucaristia ou a Crisma. Engana-se quem acha que catequese é o mesmo que "dar catecismo", pois ela faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Segundo o documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.
O Papa João Paulo II disse: "A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã" (CT). Segundo o Novo Catecismo da Igreja Católica (1992), "no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai...”.
A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)" (NCIC, 426-427).
Em sua origem, o termo "CATEQUESE" diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa "Fazer", "Ecoar" (gr. Kat-ekhéo). Assim, a ela tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Todo cristão que aceita Cristo por inteiro é o verdadeiro balizado; ele é responsável em anunciar a Palavra de Deus, a começar por si próprio e pela família. Para tanto, tem uma maturidade cristã de fé e de amor ao próximo e à Igreja.
A missão do catequista mais do que passar as regras, a doutrina, é promover entre a Pessoa de Jesus e o catequizando um encontro pessoal. A verdadeira catequese promove um encontro com Jesus.
Oração do Catequista: Concedei-me, Senhor, o dom da sabedoria que provém do vosso Santo Espírito. Daí-me o entendimento de vossa verdade para que eu possa vivê-la e comunicá-la a tantas pessoas que desejam conhecê-la. Iluminai-me com a luz da verdadeira fé para que eu possa transmiti-la aos corações sedentos de autenticidade.
Jesus, Mestre Divino, que formastes os apóstolos segundo os princípios do vosso Evangelho, conduzi-me sempre pelos caminhos de vossa verdadeira ciência.
Ajudai-me, Senhor, a assumir o compromisso de minha missão de catequista e fazei que eu me torne capaz de orientar muitos outros no caminho da verdadeira felicidade.
Que eu me deixe envolver profundamente pelo amor do Pai e possa comunicar esse amor aos meus irmãos e irmãs. Amém.
Padre Luizinho - Com. Canção Nova
Quando se fala em catequese, muitos pensam naquela que prepara as crianças para a Primeira Eucaristia ou a Crisma. Engana-se quem acha que catequese é o mesmo que "dar catecismo", pois ela faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Segundo o documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.
O Papa João Paulo II disse: "A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã" (CT). Segundo o Novo Catecismo da Igreja Católica (1992), "no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai...”.
A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)" (NCIC, 426-427).
Em sua origem, o termo "CATEQUESE" diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa "Fazer", "Ecoar" (gr. Kat-ekhéo). Assim, a ela tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Todo cristão que aceita Cristo por inteiro é o verdadeiro balizado; ele é responsável em anunciar a Palavra de Deus, a começar por si próprio e pela família. Para tanto, tem uma maturidade cristã de fé e de amor ao próximo e à Igreja.
A missão do catequista mais do que passar as regras, a doutrina, é promover entre a Pessoa de Jesus e o catequizando um encontro pessoal. A verdadeira catequese promove um encontro com Jesus.
Oração do Catequista: Concedei-me, Senhor, o dom da sabedoria que provém do vosso Santo Espírito. Daí-me o entendimento de vossa verdade para que eu possa vivê-la e comunicá-la a tantas pessoas que desejam conhecê-la. Iluminai-me com a luz da verdadeira fé para que eu possa transmiti-la aos corações sedentos de autenticidade.
Jesus, Mestre Divino, que formastes os apóstolos segundo os princípios do vosso Evangelho, conduzi-me sempre pelos caminhos de vossa verdadeira ciência.
Ajudai-me, Senhor, a assumir o compromisso de minha missão de catequista e fazei que eu me torne capaz de orientar muitos outros no caminho da verdadeira felicidade.
Que eu me deixe envolver profundamente pelo amor do Pai e possa comunicar esse amor aos meus irmãos e irmãs. Amém.
Padre Luizinho - Com. Canção Nova
domingo, 25 de abril de 2010
Catequese Dominical com Papa Bento XVI
Bento XVI: como escutar voz do Senhor e reconhecê-lo
Intervenção durante o “Regina Caeli” de hoje
CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI hoje, antes da oração do Regina Caeli, aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
***
Queridos irmãos e irmãs:
Neste 4º Domingo da Páscoa, chamado "do Bom Pastor", celebra-se o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que este ano tem como tema "O testemunho suscita vocações", o qual está estreitamente unido à vida e à missão dos sacerdotes e dos consagrados (cf. Mensagem para o 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações).
A primeira forma de testemunho que suscita vocações é a oração, como nos mostra o exemplo de Santa Mônica, que, suplicando a Deus com humildade e insistência, obtém a graça de ver seu filho Agostinho tornar-se cristão; ele escreve: "Sem dúvida, creio e afirmo que, por suas orações, Deus me concedeu a intenção de não antepor, não querer, não pensar, não amar outra coisa a não ser a realização da verdade" (De Ordine II, 20, 52, CCL 29, 136).
Portanto, convido os pais a rezarem, para que o coração dos seus filhos se abra à escuta do Bom Pastor e até "o mais pequenino gérmen de vocação (...) faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade" (ibid.).
Como podemos escutar a voz do Senhor e reconhecê-lo? Na pregação dos Apóstolo e dos seus sucessores: nela ressoa a voz de Cristo, que convida à comunhão com Deus e à plenitude de vida, como lemos hoje o Evangelho de São João: "As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão" (Jo 10, 27-28). Somente o Bom Pastor protege com imensa ternura seu rebanho e o defende do mal, e só n'Ele os fiéis podem depositar absoluta confiança.
Neste dia especial de oração pelas vocações, exorto em particular os ministros ordenados para que, estimulados pelo Ano Sacerdotal, sintam-se comprometidos "com um mais intenso e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje" (Carta de proclamação).
Recordem que o sacerdote "continua na terra a obra da Redenção"; saibam "de bom grado deter-se diante do sacrário"; adiram "totalmente à sua vocação e missão mediante uma severa ascese"; tornem-se disponíveis à escuta e ao perdão; formem de maneira cristã o povo confiado a eles; cultivem cuidadosamente a fraternidade sacerdotal (cf. ibid).
Sigam o exemplo de sábios e diligentes pastores, como fez São Gregório Nazianzeno, quem escrevia dessa maneira ao amigo fraterno e bispo São Basílio: "Mostra teu amor pelas ovelhas, tua solicitude e tua capacidade de compreensão, tua vigilância (...), a severidade na doçura, a serenidade e a mansidão na atividade, (...) as lutas na defesa do rebanho, as vitórias (...) alcançadas em Cristo" (Oratio IX, 5, PG 35, 825ab).
Agradeço a todos os presentes e a todos os que, com a oração e o afeto, sustentam meu ministério de Sucessor de Pedro; e sobre cada um invoco a celeste proteção da Virgem Maria, a quem nos dirigimos agora em oração.
[O Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Dirijo agora a minha saudação amiga aos professores e alunos do Colégio de São Tomás, de Lisboa, e demais peregrinos de língua portuguesa: de visita a Roma, não quisestes faltar a este encontro com o Papa, que a todos encoraja na nobre missão de dar razões de vida e de esperança às novas gerações para uma sociedade mais humana e solidária. Sobre vós, vossas famílias e os sonhos de bem que abrigais no coração, desça a minha bênção apostólica.
Intervenção durante o “Regina Caeli” de hoje
CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI hoje, antes da oração do Regina Caeli, aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
***
Queridos irmãos e irmãs:
Neste 4º Domingo da Páscoa, chamado "do Bom Pastor", celebra-se o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que este ano tem como tema "O testemunho suscita vocações", o qual está estreitamente unido à vida e à missão dos sacerdotes e dos consagrados (cf. Mensagem para o 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações).
A primeira forma de testemunho que suscita vocações é a oração, como nos mostra o exemplo de Santa Mônica, que, suplicando a Deus com humildade e insistência, obtém a graça de ver seu filho Agostinho tornar-se cristão; ele escreve: "Sem dúvida, creio e afirmo que, por suas orações, Deus me concedeu a intenção de não antepor, não querer, não pensar, não amar outra coisa a não ser a realização da verdade" (De Ordine II, 20, 52, CCL 29, 136).
Portanto, convido os pais a rezarem, para que o coração dos seus filhos se abra à escuta do Bom Pastor e até "o mais pequenino gérmen de vocação (...) faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade" (ibid.).
Como podemos escutar a voz do Senhor e reconhecê-lo? Na pregação dos Apóstolo e dos seus sucessores: nela ressoa a voz de Cristo, que convida à comunhão com Deus e à plenitude de vida, como lemos hoje o Evangelho de São João: "As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão" (Jo 10, 27-28). Somente o Bom Pastor protege com imensa ternura seu rebanho e o defende do mal, e só n'Ele os fiéis podem depositar absoluta confiança.
Neste dia especial de oração pelas vocações, exorto em particular os ministros ordenados para que, estimulados pelo Ano Sacerdotal, sintam-se comprometidos "com um mais intenso e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje" (Carta de proclamação).
Recordem que o sacerdote "continua na terra a obra da Redenção"; saibam "de bom grado deter-se diante do sacrário"; adiram "totalmente à sua vocação e missão mediante uma severa ascese"; tornem-se disponíveis à escuta e ao perdão; formem de maneira cristã o povo confiado a eles; cultivem cuidadosamente a fraternidade sacerdotal (cf. ibid).
Sigam o exemplo de sábios e diligentes pastores, como fez São Gregório Nazianzeno, quem escrevia dessa maneira ao amigo fraterno e bispo São Basílio: "Mostra teu amor pelas ovelhas, tua solicitude e tua capacidade de compreensão, tua vigilância (...), a severidade na doçura, a serenidade e a mansidão na atividade, (...) as lutas na defesa do rebanho, as vitórias (...) alcançadas em Cristo" (Oratio IX, 5, PG 35, 825ab).
Agradeço a todos os presentes e a todos os que, com a oração e o afeto, sustentam meu ministério de Sucessor de Pedro; e sobre cada um invoco a celeste proteção da Virgem Maria, a quem nos dirigimos agora em oração.
[O Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Dirijo agora a minha saudação amiga aos professores e alunos do Colégio de São Tomás, de Lisboa, e demais peregrinos de língua portuguesa: de visita a Roma, não quisestes faltar a este encontro com o Papa, que a todos encoraja na nobre missão de dar razões de vida e de esperança às novas gerações para uma sociedade mais humana e solidária. Sobre vós, vossas famílias e os sonhos de bem que abrigais no coração, desça a minha bênção apostólica.
Festa em Louvor a São Domingos Sávio
Programação:
1º dia - terça-feira- 27 de abril – 19h30 – Missa de abertura com a presença das capelinhas da Mãe Rainha.
2º dia - quarta-feira- 28 de abril – 19h30 – terço da Legião de Maria.
3º dia - quinta-feira- 29 de abril – 19h30 – Missa – catequistas.
4º dia- sexta-feira – 19h30 – terço com os Vicentinos.
5º dia – sábado – 1 de maio – 19h30 – Missa (Dia do Trabalhador).
6º dia – domingo – 2 de maio – 18h30 – procissão: Ministros da Comunhão
Logo em seguida a Santa Missa, preparada pelos CRISMANDOS as 20horas.
7º dia - segunda-feira – 3 de maio – 19h30 – terço: Apostolado da Oração.
8º dia - terça-feira - 4 de maio – 19h30 – terço com os catequistas e escolinha de Jesus.
9º dia - quarta-feira- 5 de maio – 19h30 – terço com o grupo de Oração.
Dia 06 de maio - quinta-feira – Dia de São Domingos Sávio (protetor dos adolescentes e das mães)
8horas – Missa
9horas – benção do bolo e venda durante o dia.
19h30 – Missa Solene
“Ó glorioso São Domingos Sávio, padroeiro dos adolescentes, velai sobre todos e derramai suas graças, que cada jovem cresça em sabedoria e santidade e que como tu, tenhamos como lema de vida, antes morre do que pecar. São Domingos Sávio, rogue por nós hoje e sempre!”
1º dia - terça-feira- 27 de abril – 19h30 – Missa de abertura com a presença das capelinhas da Mãe Rainha.
2º dia - quarta-feira- 28 de abril – 19h30 – terço da Legião de Maria.
3º dia - quinta-feira- 29 de abril – 19h30 – Missa – catequistas.
4º dia- sexta-feira – 19h30 – terço com os Vicentinos.
5º dia – sábado – 1 de maio – 19h30 – Missa (Dia do Trabalhador).
6º dia – domingo – 2 de maio – 18h30 – procissão: Ministros da Comunhão
Logo em seguida a Santa Missa, preparada pelos CRISMANDOS as 20horas.
7º dia - segunda-feira – 3 de maio – 19h30 – terço: Apostolado da Oração.
8º dia - terça-feira - 4 de maio – 19h30 – terço com os catequistas e escolinha de Jesus.
9º dia - quarta-feira- 5 de maio – 19h30 – terço com o grupo de Oração.
Dia 06 de maio - quinta-feira – Dia de São Domingos Sávio (protetor dos adolescentes e das mães)
8horas – Missa
9horas – benção do bolo e venda durante o dia.
19h30 – Missa Solene
“Ó glorioso São Domingos Sávio, padroeiro dos adolescentes, velai sobre todos e derramai suas graças, que cada jovem cresça em sabedoria e santidade e que como tu, tenhamos como lema de vida, antes morre do que pecar. São Domingos Sávio, rogue por nós hoje e sempre!”
Domingo do Bom Pastor
Domingo, dia 25 de Abril de 2010
4º Domingo da Páscoa - Ano C
Quarto Domingo do Tempo Pascal (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Maria Eufrásia Pelletier, virgem, fundadora, +1868, S. Marcos, evangelista
Evangelho segundo S. João 10,27-30.
As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem ninguém as arrancará da minha mão. O que o meu Pai me deu vale mais que tudo e ninguém o pode arrancar da mão do Pai. Eu e o Pai somos Um.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Basílio da Selêucida (?-c. 468), bispo
Homilia 26 sobre o Bom Pastor; PG 85, 299-308 (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 218)
«Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10, 11)
Abel, o primeiro pastor, conquistou a admiração do Senhor, que de bom grado acolheu o sacrifício dele e preferiu o doador ao dom (Gn 4, 4). A Escritura também louva Jacob, pastor dos rebanhos de Labão, fazendo notar o que sofreu pelas suas ovelhas: «Fui devorado pelo calor durante o dia e pelo frio durante a noite» (Gn 31, 40); e Deus recompensou este homem pelo seu labor. Também Moisés foi pastor nas montanhas de Madian, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a conhecer a felicidade [no palácio do faraó]; e Deus, apreciando esta escolha, deixou-Se ver por ele como recompensa (Ex 3, 2). Após esta visão, Moisés não abandonou o seu ofício de pastor, antes dominou aos elementos com o seu báculo (Ex 14, 16), conduzindo o povo de Israel para as pastagens. Também David foi pastor, mas o seu bastão foi trocado por um ceptro real e recebeu a coroa. Não te espante que todos estes bons pastores estejam perto de Deus. O próprio Senhor não cora por ser chamado «pastor» (Sl 22; 79), Deus não cora de conduzir os homens para as pastagens, como não cora por tê-los criado.
Olhemos agora para o nosso pastor, para Cristo; contemplemos o Seu amor pelos homens, a suavidade com que os conduz às pastagens. Ele alegra-Se com as ovelhas que O rodeiam e vai à procura daquelas que se perdem. Nem montes nem florestas são para Ele obstáculo: corre pelo vale da sombra (Sl 22, 4) para chegar ao local onde se encontra a ovelha perdida. [...] Vai aos infernos libertar os que ali se encontram; é assim que Ele procura o amor das Suas ovelhas. Aquele que ama a Cristo é aquele que sabe ouvir a Sua voz.
4º Domingo da Páscoa - Ano C
Quarto Domingo do Tempo Pascal (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Maria Eufrásia Pelletier, virgem, fundadora, +1868, S. Marcos, evangelista
Evangelho segundo S. João 10,27-30.
As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem ninguém as arrancará da minha mão. O que o meu Pai me deu vale mais que tudo e ninguém o pode arrancar da mão do Pai. Eu e o Pai somos Um.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Basílio da Selêucida (?-c. 468), bispo
Homilia 26 sobre o Bom Pastor; PG 85, 299-308 (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 218)
«Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10, 11)
Abel, o primeiro pastor, conquistou a admiração do Senhor, que de bom grado acolheu o sacrifício dele e preferiu o doador ao dom (Gn 4, 4). A Escritura também louva Jacob, pastor dos rebanhos de Labão, fazendo notar o que sofreu pelas suas ovelhas: «Fui devorado pelo calor durante o dia e pelo frio durante a noite» (Gn 31, 40); e Deus recompensou este homem pelo seu labor. Também Moisés foi pastor nas montanhas de Madian, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a conhecer a felicidade [no palácio do faraó]; e Deus, apreciando esta escolha, deixou-Se ver por ele como recompensa (Ex 3, 2). Após esta visão, Moisés não abandonou o seu ofício de pastor, antes dominou aos elementos com o seu báculo (Ex 14, 16), conduzindo o povo de Israel para as pastagens. Também David foi pastor, mas o seu bastão foi trocado por um ceptro real e recebeu a coroa. Não te espante que todos estes bons pastores estejam perto de Deus. O próprio Senhor não cora por ser chamado «pastor» (Sl 22; 79), Deus não cora de conduzir os homens para as pastagens, como não cora por tê-los criado.
Olhemos agora para o nosso pastor, para Cristo; contemplemos o Seu amor pelos homens, a suavidade com que os conduz às pastagens. Ele alegra-Se com as ovelhas que O rodeiam e vai à procura daquelas que se perdem. Nem montes nem florestas são para Ele obstáculo: corre pelo vale da sombra (Sl 22, 4) para chegar ao local onde se encontra a ovelha perdida. [...] Vai aos infernos libertar os que ali se encontram; é assim que Ele procura o amor das Suas ovelhas. Aquele que ama a Cristo é aquele que sabe ouvir a Sua voz.
sábado, 24 de abril de 2010
POR QUE AS PESSOAS SOFREM
A netinha pergunta a vovó:
- Vovó, por que as pessoas sofrem?
- Como é que é?
- Por que as "pessoas grandes" vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa?
- Bem, minha filha, muitas vezes, porque elas foram ensinadas a viver assim.
(silêncio)
- Vó...
- Oi...
- Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal? Não consigo entender.
- Por que elas não percebem que não foram ensinadas a serem infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim.
Você não está entendendo, não é, meu amor?
- Não, Vovó.
- Você lembra da historinha do Patinho Feio?
- Lembro.
- Então... o patinho se considerava feio porque era diferente de todo mundo.
Isso deixava-o muito infeliz e perturbado, tão infeliz que um dia ele resolveu ir embora e viver sozinho.
Só que o Lago que ele procurou para nadar tinha congelado, e estava muito frio.
Quando ele olhou para seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne.
E assim se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.
(mais silêncio)
- O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
- Bem, quando nascemos, somos separados de nossa "natureza-cisne".
Ficamos como patinhos, tentando caber no que os outros dizem que está certo e passamos muito tempo tentando
virar patos.
- É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
- Isso! Viu como você é esperta?
- Então é só a gente perceber que somos cisnes que tudo dá certo?
(engasgou)
- O que foi vovó?
- Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim.
Você lembra o que o patinho precisava fazer para se enxergar?
- O que?
- Ele primeiro precisava parar de tentar ser um pato.
Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é.
Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
- Por isso ele passou muito frio, não é, vovó?
- Passou frio e ficou sozinho no inverno.
- É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo?
- Como é, minha filha?
- Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele.
Outro dia ele estava chorando no banheiro... (emudeceu durante algum tempo).
Essas crianças...
- Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
- Todos nós somos, querida.
- Ele vai descobrir quem ele é de verdade?
- Vai, minha filha, vai.
Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós.
Temos que procurar ajuda até encontrarmos.
- E aí, viramos cisnes?
- Nós já somos cisnes.
Apenas não deixamos que o cisne venha para fora, e tenha espaço para viver.
(A menina deu um pulo da cadeira).
- Aonde você vai?
- Vou contar para o papai, o cisne bonito que ele é.
A boa vovó apenas sorriu!!!!
Que um dia possamos descobrir o BELO CISNE que existe dentro de nós.
- Vovó, por que as pessoas sofrem?
- Como é que é?
- Por que as "pessoas grandes" vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa?
- Bem, minha filha, muitas vezes, porque elas foram ensinadas a viver assim.
(silêncio)
- Vó...
- Oi...
- Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal? Não consigo entender.
- Por que elas não percebem que não foram ensinadas a serem infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim.
Você não está entendendo, não é, meu amor?
- Não, Vovó.
- Você lembra da historinha do Patinho Feio?
- Lembro.
- Então... o patinho se considerava feio porque era diferente de todo mundo.
Isso deixava-o muito infeliz e perturbado, tão infeliz que um dia ele resolveu ir embora e viver sozinho.
Só que o Lago que ele procurou para nadar tinha congelado, e estava muito frio.
Quando ele olhou para seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne.
E assim se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.
(mais silêncio)
- O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
- Bem, quando nascemos, somos separados de nossa "natureza-cisne".
Ficamos como patinhos, tentando caber no que os outros dizem que está certo e passamos muito tempo tentando
virar patos.
- É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
- Isso! Viu como você é esperta?
- Então é só a gente perceber que somos cisnes que tudo dá certo?
(engasgou)
- O que foi vovó?
- Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim.
Você lembra o que o patinho precisava fazer para se enxergar?
- O que?
- Ele primeiro precisava parar de tentar ser um pato.
Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é.
Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
- Por isso ele passou muito frio, não é, vovó?
- Passou frio e ficou sozinho no inverno.
- É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo?
- Como é, minha filha?
- Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele.
Outro dia ele estava chorando no banheiro... (emudeceu durante algum tempo).
Essas crianças...
- Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
- Todos nós somos, querida.
- Ele vai descobrir quem ele é de verdade?
- Vai, minha filha, vai.
Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós.
Temos que procurar ajuda até encontrarmos.
- E aí, viramos cisnes?
- Nós já somos cisnes.
Apenas não deixamos que o cisne venha para fora, e tenha espaço para viver.
(A menina deu um pulo da cadeira).
- Aonde você vai?
- Vou contar para o papai, o cisne bonito que ele é.
A boa vovó apenas sorriu!!!!
Que um dia possamos descobrir o BELO CISNE que existe dentro de nós.
Porque namorar e não ficar?
Namorar ou ficar
O namoro implica o conhecimento do outro
Nos dias de hoje, por incrível que pareça namorar é considerado fora de moda. O "ficar" parece muito mais fácil, certo? Talvez nem tanto. No “ficar” as pessoas se encontram, se atraem e acabam trocando beijos ou até algo mais. Mas é importante dizer que esse tipo de relacionamento caracteriza-se pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidas: o que pode ou não pode é definido no momento em que o relacionamento acontece, de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”.
A duração do “ficar” varia: o tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas. Nessa situação, ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos envolvidos.
Por essa razão, esse tipo de envolvimento acaba se tornando atraente para muitas pessoas que desejam apenas curtir o lado bom do namoro, sem responsabilidades, cobranças ou compromissos. A partir disso essa prática acaba substituindo e muito o namoro; muitos jovens preferem apenas trocar alguns carinhos a encarar uma relação mais séria. O problema é que, muitas vezes, bate uma carência, uma vontade de ter alguém...
A pessoa que sempre “fica” dificilmente se envolve. Chega uma hora em que é natural sentir vontade de ter alguém com quem sair, conversar, dividir bons e maus momentos, trocar beijos e carinhos, enfim, ter um relacionamento. Algumas pessoas, às vezes, ficam com vários parceiros na mesma noite, às vezes durante vários dias.
Para refletir:
1) ficar é namorar de brincadeira;
2) ficar é praticar para ver se vai dar certo;
3) ficar é suprir provisoriamente a carência afetiva e sexual;
4) ficar é curtir todo mundo numa boa, sem compromisso
5) enfim, ficar não significa namorar nem mesmo significa crescer.
Pense sempre que Deus tem o melhor para você. Valorizar-se é o caminho da busca da verdadeira felicidade.
"O jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio!" (Paul Marcel, filósofo cristão francês).
João Mariano e Silvia Helena
Casal da Comunidade Canção Nova
O namoro implica o conhecimento do outro
Nos dias de hoje, por incrível que pareça namorar é considerado fora de moda. O "ficar" parece muito mais fácil, certo? Talvez nem tanto. No “ficar” as pessoas se encontram, se atraem e acabam trocando beijos ou até algo mais. Mas é importante dizer que esse tipo de relacionamento caracteriza-se pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidas: o que pode ou não pode é definido no momento em que o relacionamento acontece, de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”.
A duração do “ficar” varia: o tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas. Nessa situação, ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos envolvidos.
Por essa razão, esse tipo de envolvimento acaba se tornando atraente para muitas pessoas que desejam apenas curtir o lado bom do namoro, sem responsabilidades, cobranças ou compromissos. A partir disso essa prática acaba substituindo e muito o namoro; muitos jovens preferem apenas trocar alguns carinhos a encarar uma relação mais séria. O problema é que, muitas vezes, bate uma carência, uma vontade de ter alguém...
A pessoa que sempre “fica” dificilmente se envolve. Chega uma hora em que é natural sentir vontade de ter alguém com quem sair, conversar, dividir bons e maus momentos, trocar beijos e carinhos, enfim, ter um relacionamento. Algumas pessoas, às vezes, ficam com vários parceiros na mesma noite, às vezes durante vários dias.
Para refletir:
1) ficar é namorar de brincadeira;
2) ficar é praticar para ver se vai dar certo;
3) ficar é suprir provisoriamente a carência afetiva e sexual;
4) ficar é curtir todo mundo numa boa, sem compromisso
5) enfim, ficar não significa namorar nem mesmo significa crescer.
Pense sempre que Deus tem o melhor para você. Valorizar-se é o caminho da busca da verdadeira felicidade.
"O jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio!" (Paul Marcel, filósofo cristão francês).
João Mariano e Silvia Helena
Casal da Comunidade Canção Nova
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Papa há cinco anos a frente da Igreja Universal
Cinco anos de Pontificado do Papa Bento XVI
Há cinco anos (19/04/2005) o então Cardeal Joseph Ratzinger era eleito Papa pelos cardeais da Igreja, num dos conclaves mais rápidos da história da Igreja. Embora ele já tivesse uma idade avançada, 78 anos na época, os cardeais não duvidaram em escolhê-lo para substituir João Paulo II; uma tarefa muito difícil. Pela rapidez da eleição ficou claro que ele era o Papa desejado por Deus para a Igreja neste século. Certamente, os prelados entenderam, assistidos pelo Espírito Santo, que não havia outro melhor do que ele para conduzir a “barca de Pedro” nesses tempos tão difíceis para a Igreja e para o mundo.
Bento XVI começou seu pontificado com uma frase que expressa bem a sua pessoa: “Um humilde servo da vinha do Senhor”. Nesses cinco anos, o Sumo Pontífice mostrou que realmente é um homem humilde e servidor fiel de Jesus Cristo. Anunciou a verdade de Cristo por toda a terra de maneira humilde, mas firme, denunciando desde o início a “ditadura do relativismo”, que deseja, segundo ele, banir a verdade de Deus e lançar a humanidade no caos do niilismo. Numa frase ele resumiu tudo: “O homem moderno criou um mundo que já não tem mais lugar para Deus”. Corajosamente ele tem dialogado com o mundo, especialmente com os homens ligados à cultura, à mídia, entre outros, sem medo de apresentar a proposta salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por defender, de maneira humilde, mas corajosa, a verdade do Evangelho, ele tem sido odiado, ofendido e caluniado em muitos lugares. Sua luta em defesa da vida, contra o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões, a camisinha, entre outros, faz dele uma permanente vítima daqueles que perderam o valor transcendente da vida humana.
Diante das denúncias de pedofilia no clero o Santo Padre tem agido com firmeza, deixando claro, como fez João Paulo II, que não há lugar na Igreja para religiosos que maltratam os jovens e as crianças. Uma onda tremenda da mídia se abate sobre ele nesse aspecto com a intenção de desmoralizá-lo juntamente com a Igreja, mas os católicos sabem que ele é inocente. Sobre esse assunto Sua Santidade escreveu a “Carta aos católicos da Irlanda” (19 de março de 2010), coibindo toda forma de pedofilia.
É importante lembrar que o Papa Bento XVI foi um importantíssimo auxiliar de João Paulo II, por 25 anos foi Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, que cuida da pureza da “sã doutrina” em toda a Igreja. E, por ele ter feito um trabalho sério nesse sentido, coibindo os erros e heresias, como por exemplo, a teologia da libertação, foi alvo de muitas críticas, o que infelizmente ainda existe fora e dentro da própria Igreja.
Quando ele foi eleito Papa, um cardeal do Vaticano disse que uma das grandes missões de João Paulo II foi lutar contra o comunismo no Leste Europeu e que a grande missão de Bento XVI seria agora lutar contra o ateísmo e o laicismo anticatólico dos nossos tempos. E isso tem se concretizado; ele tem sido hostilizado por enfrentar o ateísmo moderno.
Embora os dois Papas [João Paulo II e Bento XVI] sejam diferentes em seus perfis pessoais, ambos se identificaram sobre a missão da Igreja no mundo. O Pontífice atual deu sequência ao trabalho de João Paulo II; continuou as inúmeras visitas aos países, inclusive ao Brasil, onde esteve presente no V CELAM, presidido por ele. Nessa oportunidade, o Papa deu um impulso enorme à evangelização na América Latina com o tema “discípulos e missionários de Jesus Cristo”.
Na mesma linha de João Paulo II, ele tem dado ênfase ao saudável e correto ecumenismo e ao diálogo ecumênico com as outras religiões, sem aceitar o irenismo de uma “unidade a qualquer preço”. Neste sentido ele tem dialogado permanentemente com as Igrejas ortodoxas e com as comunidades eclesiais dos anglicanos, luteranos e presbiterianos, nas quais o ecumenismo está mais adiantado. Como fazia João Paulo II, Bento XVI continua com a Semana de Orações pela unidade dos cristãos, e não cessa de ensinar que a oração é a mola propulsora do ecumenismo.
Destacamos também as inúmeras audiências do Santo Padre com os bispos de todo o mundo que vão a Roma a cada cinco anos na visita “Ad limina apostolorum” (Ao túmulo dos Apóstolos). Nela ele conversa individualmente com cada bispo (são cerca de 4.000 no mundo todo). Neste ano ele está recebendo os bispos do Brasil. Aos bispos do Sul (RS e SC) ele fez uma enérgica e inequívoca condenação da teologia da libertação marxista que, segundo ele, provocou e provoca ainda “rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia e fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.” (acidigital.com – 05 /12/2009). Por outro lado, falando aos bispo da Regional Nordeste II, reprovou o sincretismo religioso na liturgia; ele disse: “[...] em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)”!
Bento XVI já fez 17 viagens apostólicas pela Itália – ele é o Bispo de Roma – e visitou 16 países: Chipre (4-6 de junho de 2010); Portugal (11-14 de maio de 2010); Malta (17-18 de abril de 2010); República Tcheca (26-28 de setembro de 2009); Terra Santa (8-15 de maio de 2009); Camarões e Angola (17-23 de março de 2009); França - 150° aniversário das Aparições de Lourdes (12-15 de setembro de 2008); Sidney (Austrália) - XXIII Jornada Mundial da Juventude (12-21 de julho de 2008); Estados Unidos da América e Organização das Nações Unidas (15-21 de abril de 2008); Áustria - 850° aniversário da fundação do Santuário de Mariazell (7-9 de setembro de 2007); Brasil - V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (9-14 de maio de 2007); Turquia (28 de novembro - 1º de dezembro de 2006); München, Altötting e Regensburg (9-14 de setembro de 2006); Valência - V Encontro Mundial das Famílias (8-9 de julho de 2006); Polônia (25-28 de maio de 2006); JMJ - Colônia, Alemanha (18-21 de agosto de 2005).
Em apenas cinco anos ele escreveu três importantes encíclicas: “Deus caritas est” (25 de dezembro de 2005); “Spe salvi” (30 de novembro de 2007) e “Caritas in veritate” (29 de junho de 2009), apontando caminhos para a Igreja hoje, denunciando os erros da sociedade, iluminando as nações com a luz de Cristo. São encíclicas abrangentes que não se limitam à Igreja, mas a toda a humanidade. Na primeira delas ele mostra a prevalência do amor na obra de Deus; na segunda, mostra a importância da esperança na salvação; e na terceira, mostra que a caridade deve ser feita na verdade; sem verdade não existe verdadeira caridade nem salvação. São encíclicas nas quais Bento XVI mostra toda a potencialidade de seus conhecimentos filosóficos, teológicos, antropológicos e científicos. Além das encíclicas o Papa nos deu a “Sacramentum Caritatis”, uma Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (22 de fevereiro de 2007).
Nesses cinco anos, apesar de sua idade (83 anos) Sua Santidade atendeu inúmeras audiências, pronunciou muitos discursos, escreveu vários Moto Proprios, Homilias, Cartas, Cartas Apostólicas e várias Constituições Apostólicas. É de se destacar a “Anglicanorum coetibus” sobre a instituição de Ordinariatos Pessoais para os Anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica (4 de novembro de 2009). Com isso, milhares de anglicanos de todo o mundo estão regressando ao seio da Igreja Católica.
Precisamos destacar ainda as belíssimas Catequeses das quartas-feiras no Vaticano, nas quais ele tem enfocado importantes assuntos ligados à vida da Igreja, sua história, moral, espiritualidade, entre outros. São ensinamentos e exortações riquíssimas que edificam toda a Igreja.
Há que se destacar duas inspiradas iniciativas do Papa nesses anos: o Ano Paulino e o Ano Sacerdotal. Pelo primeiro, ele revelou à Igreja a necessidade de dar sequência ao que João Paulo II tinha pedido: “uma nova evangelização”, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”; com a coragem e o zelo apostólico de São Paulo. Com o Ano Sacerdotal, ele está renovando a vida dos presbíteros; mostrando e incentivando-os a viverem o exemplo de São João Maria Vianney, o seu patrono, numa vida de total dedicação ao Reino de Deus, sem questionamentos ao Magistério, na obediência ao Papa, sem exigências descabidas como a eliminação do celibato, proposta de sacerdócio feminino e outras coisas que só perturbam a vida da Igreja e dos fiéis.
Por tudo isso, e muito mais, o Papa Bento XVI já mostrou muito bem por que o Espírito Santo o colocou na Cátedra de Pedro. É um gigante que não tem medo e que tem força suficiente para carregar o cajado do Bom Pastor e que sabe defender as ovelhas que o Senhor lhe confiou.
Santa Teresa d'Ávila recomendava que é preciso ter um diretor espiritual “sábio, douto e santo”, para não errar o caminho da santidade. Demos graças a Deus que deu à Igreja esse homem. Rezemos por ele e por suas intenções e que não lhe falte saúde e paz.
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Há cinco anos (19/04/2005) o então Cardeal Joseph Ratzinger era eleito Papa pelos cardeais da Igreja, num dos conclaves mais rápidos da história da Igreja. Embora ele já tivesse uma idade avançada, 78 anos na época, os cardeais não duvidaram em escolhê-lo para substituir João Paulo II; uma tarefa muito difícil. Pela rapidez da eleição ficou claro que ele era o Papa desejado por Deus para a Igreja neste século. Certamente, os prelados entenderam, assistidos pelo Espírito Santo, que não havia outro melhor do que ele para conduzir a “barca de Pedro” nesses tempos tão difíceis para a Igreja e para o mundo.
Bento XVI começou seu pontificado com uma frase que expressa bem a sua pessoa: “Um humilde servo da vinha do Senhor”. Nesses cinco anos, o Sumo Pontífice mostrou que realmente é um homem humilde e servidor fiel de Jesus Cristo. Anunciou a verdade de Cristo por toda a terra de maneira humilde, mas firme, denunciando desde o início a “ditadura do relativismo”, que deseja, segundo ele, banir a verdade de Deus e lançar a humanidade no caos do niilismo. Numa frase ele resumiu tudo: “O homem moderno criou um mundo que já não tem mais lugar para Deus”. Corajosamente ele tem dialogado com o mundo, especialmente com os homens ligados à cultura, à mídia, entre outros, sem medo de apresentar a proposta salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por defender, de maneira humilde, mas corajosa, a verdade do Evangelho, ele tem sido odiado, ofendido e caluniado em muitos lugares. Sua luta em defesa da vida, contra o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões, a camisinha, entre outros, faz dele uma permanente vítima daqueles que perderam o valor transcendente da vida humana.
Diante das denúncias de pedofilia no clero o Santo Padre tem agido com firmeza, deixando claro, como fez João Paulo II, que não há lugar na Igreja para religiosos que maltratam os jovens e as crianças. Uma onda tremenda da mídia se abate sobre ele nesse aspecto com a intenção de desmoralizá-lo juntamente com a Igreja, mas os católicos sabem que ele é inocente. Sobre esse assunto Sua Santidade escreveu a “Carta aos católicos da Irlanda” (19 de março de 2010), coibindo toda forma de pedofilia.
É importante lembrar que o Papa Bento XVI foi um importantíssimo auxiliar de João Paulo II, por 25 anos foi Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, que cuida da pureza da “sã doutrina” em toda a Igreja. E, por ele ter feito um trabalho sério nesse sentido, coibindo os erros e heresias, como por exemplo, a teologia da libertação, foi alvo de muitas críticas, o que infelizmente ainda existe fora e dentro da própria Igreja.
Quando ele foi eleito Papa, um cardeal do Vaticano disse que uma das grandes missões de João Paulo II foi lutar contra o comunismo no Leste Europeu e que a grande missão de Bento XVI seria agora lutar contra o ateísmo e o laicismo anticatólico dos nossos tempos. E isso tem se concretizado; ele tem sido hostilizado por enfrentar o ateísmo moderno.
Embora os dois Papas [João Paulo II e Bento XVI] sejam diferentes em seus perfis pessoais, ambos se identificaram sobre a missão da Igreja no mundo. O Pontífice atual deu sequência ao trabalho de João Paulo II; continuou as inúmeras visitas aos países, inclusive ao Brasil, onde esteve presente no V CELAM, presidido por ele. Nessa oportunidade, o Papa deu um impulso enorme à evangelização na América Latina com o tema “discípulos e missionários de Jesus Cristo”.
Na mesma linha de João Paulo II, ele tem dado ênfase ao saudável e correto ecumenismo e ao diálogo ecumênico com as outras religiões, sem aceitar o irenismo de uma “unidade a qualquer preço”. Neste sentido ele tem dialogado permanentemente com as Igrejas ortodoxas e com as comunidades eclesiais dos anglicanos, luteranos e presbiterianos, nas quais o ecumenismo está mais adiantado. Como fazia João Paulo II, Bento XVI continua com a Semana de Orações pela unidade dos cristãos, e não cessa de ensinar que a oração é a mola propulsora do ecumenismo.
Destacamos também as inúmeras audiências do Santo Padre com os bispos de todo o mundo que vão a Roma a cada cinco anos na visita “Ad limina apostolorum” (Ao túmulo dos Apóstolos). Nela ele conversa individualmente com cada bispo (são cerca de 4.000 no mundo todo). Neste ano ele está recebendo os bispos do Brasil. Aos bispos do Sul (RS e SC) ele fez uma enérgica e inequívoca condenação da teologia da libertação marxista que, segundo ele, provocou e provoca ainda “rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia e fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.” (acidigital.com – 05 /12/2009). Por outro lado, falando aos bispo da Regional Nordeste II, reprovou o sincretismo religioso na liturgia; ele disse: “[...] em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)”!
Bento XVI já fez 17 viagens apostólicas pela Itália – ele é o Bispo de Roma – e visitou 16 países: Chipre (4-6 de junho de 2010); Portugal (11-14 de maio de 2010); Malta (17-18 de abril de 2010); República Tcheca (26-28 de setembro de 2009); Terra Santa (8-15 de maio de 2009); Camarões e Angola (17-23 de março de 2009); França - 150° aniversário das Aparições de Lourdes (12-15 de setembro de 2008); Sidney (Austrália) - XXIII Jornada Mundial da Juventude (12-21 de julho de 2008); Estados Unidos da América e Organização das Nações Unidas (15-21 de abril de 2008); Áustria - 850° aniversário da fundação do Santuário de Mariazell (7-9 de setembro de 2007); Brasil - V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (9-14 de maio de 2007); Turquia (28 de novembro - 1º de dezembro de 2006); München, Altötting e Regensburg (9-14 de setembro de 2006); Valência - V Encontro Mundial das Famílias (8-9 de julho de 2006); Polônia (25-28 de maio de 2006); JMJ - Colônia, Alemanha (18-21 de agosto de 2005).
Em apenas cinco anos ele escreveu três importantes encíclicas: “Deus caritas est” (25 de dezembro de 2005); “Spe salvi” (30 de novembro de 2007) e “Caritas in veritate” (29 de junho de 2009), apontando caminhos para a Igreja hoje, denunciando os erros da sociedade, iluminando as nações com a luz de Cristo. São encíclicas abrangentes que não se limitam à Igreja, mas a toda a humanidade. Na primeira delas ele mostra a prevalência do amor na obra de Deus; na segunda, mostra a importância da esperança na salvação; e na terceira, mostra que a caridade deve ser feita na verdade; sem verdade não existe verdadeira caridade nem salvação. São encíclicas nas quais Bento XVI mostra toda a potencialidade de seus conhecimentos filosóficos, teológicos, antropológicos e científicos. Além das encíclicas o Papa nos deu a “Sacramentum Caritatis”, uma Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (22 de fevereiro de 2007).
Nesses cinco anos, apesar de sua idade (83 anos) Sua Santidade atendeu inúmeras audiências, pronunciou muitos discursos, escreveu vários Moto Proprios, Homilias, Cartas, Cartas Apostólicas e várias Constituições Apostólicas. É de se destacar a “Anglicanorum coetibus” sobre a instituição de Ordinariatos Pessoais para os Anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica (4 de novembro de 2009). Com isso, milhares de anglicanos de todo o mundo estão regressando ao seio da Igreja Católica.
Precisamos destacar ainda as belíssimas Catequeses das quartas-feiras no Vaticano, nas quais ele tem enfocado importantes assuntos ligados à vida da Igreja, sua história, moral, espiritualidade, entre outros. São ensinamentos e exortações riquíssimas que edificam toda a Igreja.
Há que se destacar duas inspiradas iniciativas do Papa nesses anos: o Ano Paulino e o Ano Sacerdotal. Pelo primeiro, ele revelou à Igreja a necessidade de dar sequência ao que João Paulo II tinha pedido: “uma nova evangelização”, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”; com a coragem e o zelo apostólico de São Paulo. Com o Ano Sacerdotal, ele está renovando a vida dos presbíteros; mostrando e incentivando-os a viverem o exemplo de São João Maria Vianney, o seu patrono, numa vida de total dedicação ao Reino de Deus, sem questionamentos ao Magistério, na obediência ao Papa, sem exigências descabidas como a eliminação do celibato, proposta de sacerdócio feminino e outras coisas que só perturbam a vida da Igreja e dos fiéis.
Por tudo isso, e muito mais, o Papa Bento XVI já mostrou muito bem por que o Espírito Santo o colocou na Cátedra de Pedro. É um gigante que não tem medo e que tem força suficiente para carregar o cajado do Bom Pastor e que sabe defender as ovelhas que o Senhor lhe confiou.
Santa Teresa d'Ávila recomendava que é preciso ter um diretor espiritual “sábio, douto e santo”, para não errar o caminho da santidade. Demos graças a Deus que deu à Igreja esse homem. Rezemos por ele e por suas intenções e que não lhe falte saúde e paz.
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Caritas Brasileira - Solidariedade no Haiti
Soberania e Solidariedade Internacional
Dom Demétrio é presidente da Cáritas Brasileira
Às vezes é necessária a teimosia de Tomé. Precisamos ver para crer. Tal a situação em que se encontra o Haiti, depois do terremoto. A realidade é muito mais complexa do que imaginávamos. Em decorrência, a ajuda solidária requer uma atenção redobrada, para que seja conveniente e adequada.
É o que vai fazer a Cáritas Brasileira, dentro de suas possibilidades, procurando valorizar os recursos colocados à disposição pela generosidade do povo brasileiro que aderiu à campanha em favor do Haiti.
A situação do Haiti já era muito precária, antes do terremoto. Este só veio agravar a situação. O terremoto não é a causa principal do caos em que se encontra o país. Na verdade, como propõe com insistência Mons. La Fontant, o terremoto se torna oportunidade para todos se darem conta das causas que levaram a esta situação, e dos caminhos a empreender para sair dela.
A causa principal está no colapso das estruturas constitutivas do país, da nação, da pátria! Uma análise atenta da realidade, mostra a derrocada da cidadania, provocada por diversos fatores, entre eles a longa ocupação do país pelos Estados Unidos no século passado, com a seqüência de ditaduras apoiadas pelo capitalismo, que propiciaram a crescente corrupção política, agravada pelo atraso educacional, que facilita a submissão das consciências.
Este pano de fundo é importante para compreender a situação em que se encontra o Haiti.
Ao mesmo tempo, para a "refundação" do país, é imprescindível colocar como pano de fundo a retomada da plena soberania nacional, através da reorganização das instâncias políticas, a reestruturação da sociedade pelo incentivo à participação comunitária, pela incidência da cidadania nas políticas públicas, com a rearticulação da economia nacional, a reorganização do sistema educacional e a reafirmação da cultura do país.
Ao mesmo tempo, é preciso ser realistas, e constatar que estas metas não se alcançam de um momento para outro, nem podem prescindir do apoio internacional.
Aí se coloca um desafio especial, sobretudo para o Brasil, em decorrência da missão que ele recebeu de comandar as forças das Nações Unidas, presentes no Haiti desde 2004, com a finalidade de colaborar para a estabilização política do país.
Claro que o ideal para todos os países é não dependerem de forças estrangeiras em seu território. E quando isto acontece, a demanda mais espontânea é pedir que as forças se retirem.
Acontece que a situação atual do Haiti leva a conclusões diferentes. Ainda mais agora, após o terremoto. Seria uma covardia se retirarem neste momento, dado o indispensável serviço que estão prestando ao povo haitiano, sobretudo em Porto Príncipe. As forças da ONU viabilizaram a socorro imediato a toda a população da capital, não só organizando a distribuição de alimentos e a montagem das milhares de tendas onde muita gente ainda se abriga, mas garantindo ordem e segurança para todas as pessoas.
Dada a oportunidade de conferir de perto a situação do Haiti, sinto-me no compromisso de dar um testemunho altamente positivo sobre a presença das Forças Brasileiras no Haiti, representadas pelos 2.300 soldados do Exército e pelo Batalhão da FAB com seu hospital de campanha.
Prova da eficiência do seu trabalho é a grande estima que granjearam junto à população. Nossos soldados souberam impor sua autoridade por sua postura correta e pela maneira respeitosa e humana com que se relacionam diariamente com a população, em tarefas que exigem equilíbrio, firmeza e bom senso, e que eles executam com muita competência.
As Forças Armadas Brasileiras estão de parabéns. No Haiti elas estão honrando nosso país, e proporcionando aos haitianos uma experiência diferente de relacionamento internacional. Acredito que está se forjando no Haiti uma nova figura de exército, não caracterizado pelo poder das armas, mas pelo serviço à solidariedade internacional.
A situação do Haiti enseja outras ponderações, a serem feitas oportunamente.
*Dom Demétrio Valentini é presidente da Cáritas Brasileira e Bispo da Diocese de Jales.
Dom Demétrio é presidente da Cáritas Brasileira
Às vezes é necessária a teimosia de Tomé. Precisamos ver para crer. Tal a situação em que se encontra o Haiti, depois do terremoto. A realidade é muito mais complexa do que imaginávamos. Em decorrência, a ajuda solidária requer uma atenção redobrada, para que seja conveniente e adequada.
É o que vai fazer a Cáritas Brasileira, dentro de suas possibilidades, procurando valorizar os recursos colocados à disposição pela generosidade do povo brasileiro que aderiu à campanha em favor do Haiti.
A situação do Haiti já era muito precária, antes do terremoto. Este só veio agravar a situação. O terremoto não é a causa principal do caos em que se encontra o país. Na verdade, como propõe com insistência Mons. La Fontant, o terremoto se torna oportunidade para todos se darem conta das causas que levaram a esta situação, e dos caminhos a empreender para sair dela.
A causa principal está no colapso das estruturas constitutivas do país, da nação, da pátria! Uma análise atenta da realidade, mostra a derrocada da cidadania, provocada por diversos fatores, entre eles a longa ocupação do país pelos Estados Unidos no século passado, com a seqüência de ditaduras apoiadas pelo capitalismo, que propiciaram a crescente corrupção política, agravada pelo atraso educacional, que facilita a submissão das consciências.
Este pano de fundo é importante para compreender a situação em que se encontra o Haiti.
Ao mesmo tempo, para a "refundação" do país, é imprescindível colocar como pano de fundo a retomada da plena soberania nacional, através da reorganização das instâncias políticas, a reestruturação da sociedade pelo incentivo à participação comunitária, pela incidência da cidadania nas políticas públicas, com a rearticulação da economia nacional, a reorganização do sistema educacional e a reafirmação da cultura do país.
Ao mesmo tempo, é preciso ser realistas, e constatar que estas metas não se alcançam de um momento para outro, nem podem prescindir do apoio internacional.
Aí se coloca um desafio especial, sobretudo para o Brasil, em decorrência da missão que ele recebeu de comandar as forças das Nações Unidas, presentes no Haiti desde 2004, com a finalidade de colaborar para a estabilização política do país.
Claro que o ideal para todos os países é não dependerem de forças estrangeiras em seu território. E quando isto acontece, a demanda mais espontânea é pedir que as forças se retirem.
Acontece que a situação atual do Haiti leva a conclusões diferentes. Ainda mais agora, após o terremoto. Seria uma covardia se retirarem neste momento, dado o indispensável serviço que estão prestando ao povo haitiano, sobretudo em Porto Príncipe. As forças da ONU viabilizaram a socorro imediato a toda a população da capital, não só organizando a distribuição de alimentos e a montagem das milhares de tendas onde muita gente ainda se abriga, mas garantindo ordem e segurança para todas as pessoas.
Dada a oportunidade de conferir de perto a situação do Haiti, sinto-me no compromisso de dar um testemunho altamente positivo sobre a presença das Forças Brasileiras no Haiti, representadas pelos 2.300 soldados do Exército e pelo Batalhão da FAB com seu hospital de campanha.
Prova da eficiência do seu trabalho é a grande estima que granjearam junto à população. Nossos soldados souberam impor sua autoridade por sua postura correta e pela maneira respeitosa e humana com que se relacionam diariamente com a população, em tarefas que exigem equilíbrio, firmeza e bom senso, e que eles executam com muita competência.
As Forças Armadas Brasileiras estão de parabéns. No Haiti elas estão honrando nosso país, e proporcionando aos haitianos uma experiência diferente de relacionamento internacional. Acredito que está se forjando no Haiti uma nova figura de exército, não caracterizado pelo poder das armas, mas pelo serviço à solidariedade internacional.
A situação do Haiti enseja outras ponderações, a serem feitas oportunamente.
*Dom Demétrio Valentini é presidente da Cáritas Brasileira e Bispo da Diocese de Jales.
Sacramento da Confirmação ou Crisma
Confirmação ou Crisma
A finalidade dos Sacramentos é para tornarmos um sinal de testemunho de vida; é para identificar-nos cada vez mais com Cristo. Não é para só sentirmos bem, pagar ou cumprir promessa.
Por que recebemos o Sacramento da Crisma, chamado também Confirmação?
Comumente dizemos que a Crisma no sfaz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento adulto que dá responsabilidade.
Uma só coisa a Igreja nos garante sobre este Sacramento. A crisma nos concede com plenitude o Espírito Santo.
Qual o sentido do Sacramento da Crisma?
Podemos dizer o seguinte: Todos os Sacramentos são Sacramentos de Cristo, mas um deles, a Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. Assim, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, mas um deles, a Crisma ou Confirmação, é por excelência o Sacramento do Espírito Santo.
Para melhor compreendermos o sentido do Sacramento do Crisma, devemos perguntar-nos qual a função do Espírito Santo na Economia da salvação (plano de Deus) manifestada na História da Salvação.
Olhando para a Bílbia, descobrimos que o Espírito Santo tem uma dupla função:
1) O de dar a vida.
2) E a função de levar a vida até sua perfeição.
Essas são duas funções diferentes.
Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a vida e pelo Crisma nos dá os seus dons para chegarmos a perfeição.
A Confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar a perfeição, segundo a vontade do Pai.
"Sede Santos, como vosso Pai do céu é Santo."
No entanto, a nossa primeira vocação é sermos santos.
Como existiu uma Páscoa e um Pentecostes na vida dos Apóstolos e dos discípulos de Cristo, há também uma Páscoa e um Pentecostes na vida da Igreja e de cada um dos seus membros.
Tudo quanto podemos dizer da Páscoa poderemos dizer também do Batismo; e tudo quanto podemos dizer dizer de Pentecostes, poderemos atribuir à Crisma.
Páscoa = passagem. Batismo = passagem do pecado, para vida da graça.
Pentecostes = mudança de atitude. Crisma = mudança, onde tornamos adultos na fé, comprometidos com a Igreja.
Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático (somos levados), ao passo que a Crisma expressa mais o aspecto dinâmico, evolutivo da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra coisa é chegar à plenitude da santidade; é evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo. É a contínua busca da santidade.
Não podemos permanecer semente, é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância.
At 8, 14-19
Os sete dons do Espírito Santo
São eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus.
Sabedoria:Não a sabedoria do mundo, mas aquela que nos faz reconhecer e buscar a verdade, que é o próprio Deus: fonte da sabedoria. Verdade que encontramos na Bíblia.
Entendimento:É o dom que nos faz aceitar as verdades reveladas por Deus.
Conselho:É a luz que nos dá o Espírito Santo, para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acerdatamente a nossa vida, e a de quem pede um conselho.
Ciência: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A verdade que é vida. por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização da nossa vocação.
Fortaleza: É o dom da coragem para viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até mesmo o martírio, se for preciso.
Piedade: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Nesse dom nos é dado o sabor das coisas de Deus.
Temor de Deus:Temor aqui não significa "ter medo de Deus", mas um amor tão grande, que queima o coração de Respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou desagradar a Deus.
A finalidade dos Sacramentos é para tornarmos um sinal de testemunho de vida; é para identificar-nos cada vez mais com Cristo. Não é para só sentirmos bem, pagar ou cumprir promessa.
Por que recebemos o Sacramento da Crisma, chamado também Confirmação?
Comumente dizemos que a Crisma no sfaz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento adulto que dá responsabilidade.
Uma só coisa a Igreja nos garante sobre este Sacramento. A crisma nos concede com plenitude o Espírito Santo.
Qual o sentido do Sacramento da Crisma?
Podemos dizer o seguinte: Todos os Sacramentos são Sacramentos de Cristo, mas um deles, a Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. Assim, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, mas um deles, a Crisma ou Confirmação, é por excelência o Sacramento do Espírito Santo.
Para melhor compreendermos o sentido do Sacramento do Crisma, devemos perguntar-nos qual a função do Espírito Santo na Economia da salvação (plano de Deus) manifestada na História da Salvação.
Olhando para a Bílbia, descobrimos que o Espírito Santo tem uma dupla função:
1) O de dar a vida.
2) E a função de levar a vida até sua perfeição.
Essas são duas funções diferentes.
Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a vida e pelo Crisma nos dá os seus dons para chegarmos a perfeição.
A Confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar a perfeição, segundo a vontade do Pai.
"Sede Santos, como vosso Pai do céu é Santo."
No entanto, a nossa primeira vocação é sermos santos.
Como existiu uma Páscoa e um Pentecostes na vida dos Apóstolos e dos discípulos de Cristo, há também uma Páscoa e um Pentecostes na vida da Igreja e de cada um dos seus membros.
Tudo quanto podemos dizer da Páscoa poderemos dizer também do Batismo; e tudo quanto podemos dizer dizer de Pentecostes, poderemos atribuir à Crisma.
Páscoa = passagem. Batismo = passagem do pecado, para vida da graça.
Pentecostes = mudança de atitude. Crisma = mudança, onde tornamos adultos na fé, comprometidos com a Igreja.
Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático (somos levados), ao passo que a Crisma expressa mais o aspecto dinâmico, evolutivo da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra coisa é chegar à plenitude da santidade; é evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo. É a contínua busca da santidade.
Não podemos permanecer semente, é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância.
At 8, 14-19
Os sete dons do Espírito Santo
São eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus.
Sabedoria:Não a sabedoria do mundo, mas aquela que nos faz reconhecer e buscar a verdade, que é o próprio Deus: fonte da sabedoria. Verdade que encontramos na Bíblia.
Entendimento:É o dom que nos faz aceitar as verdades reveladas por Deus.
Conselho:É a luz que nos dá o Espírito Santo, para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acerdatamente a nossa vida, e a de quem pede um conselho.
Ciência: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A verdade que é vida. por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização da nossa vocação.
Fortaleza: É o dom da coragem para viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até mesmo o martírio, se for preciso.
Piedade: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Nesse dom nos é dado o sabor das coisas de Deus.
Temor de Deus:Temor aqui não significa "ter medo de Deus", mas um amor tão grande, que queima o coração de Respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou desagradar a Deus.
Ano Sacerdotal
Oração Oficial para o Ano Sacerdotal
Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amém.
S. João Maria Vianney.
Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.
Amém.
S. João Maria Vianney.
Mensagem para o dia Mundial das Vocações
MENSAGEM DO SANTO PADREPARA O 47º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(25 DE ABRIL DE 2010 - IV DOMINGO DE PÁSCOA)
Tema: O testemunho suscita vocações.
Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,Amados Irmãos e Irmãs!
O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Assim, este tema apresenta-se intimamente ligado com a vida e a missão dos sacerdotes e dos consagrados. Por isso, desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, modelo sempre actual de presbítero e pároco.
Já no Antigo Testamento os profetas tinham consciência de que eram chamados a testemunhar com a sua vida aquilo que anunciavam, prontos a enfrentar mesmo a incompreensão, a rejeição, a perseguição. A tarefa, que Deus lhes confiara, envolvia-os completamente, como um «fogo ardente» no coração impossível de conter (cf. Jr 20,9), e, por isso, estavam prontos a entregar ao Senhor não só a voz, mas todos os elementos da sua vida. Na plenitude dos tempos, será Jesus, o enviado do Pai (cf. Jo 5,36), que, através da sua missão, testemunha o amor de Deus por todos os homens sem distinção, com especial atenção pelos últimos, os pecadores, os marginalizados, os pobres. Jesus é a suprema Testemunha de Deus e da sua ânsia de que todos se salvem. Na aurora dos novos tempos, João Baptista, com uma vida gasta inteiramente para preparar o caminho a Cristo, testemunha que, se cumprem, no Filho de Maria de Nazaré, as promessas de Deus. Quando O vê chegar ao rio Jordão, onde estava a baptizar, João indica-O aos seus discípulos como «o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). O seu testemunho é tão fecundo que dois dos seus discípulos, «ouvindo o que ele tinha dito, seguiram Jesus» (Jo 1,37).
Também a vocação de Pedro, conforme no-la descreve o evangelista João, passa pelo testemunho de seu irmão André; este, após ter encontrado o Mestre e aceite o seu convite para permanecer com Ele, logo sente necessidade de comunicar a Pedro aquilo que descobriu «permanecendo» junto do Senhor: «“Encontrámos o Messias” (que quer dizer Cristo). E levou-o a Jesus» (Jo 1,41-42). O mesmo aconteceu com Natanael – Bartolomeu –, graças ao testemunho doutro discípulo, Filipe, que cheio de alegria lhe comunica a sua grande descoberta: «Acabámos de encontrar Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A iniciativa livre e gratuita de Deus cruza-se com a responsabilidade humana daqueles que acolhem o seu convite, e interpela-os para se tornarem, com o próprio testemunho, instrumentos do chamamento divino. O mesmo acontece, ainda hoje, na Igreja: Deus serve-se do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão, para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu Povo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.
Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus. Se o sacerdote é o «homem de Deus», que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações. Tal como o apóstolo André comunica ao irmão que conheceu o Mestre, assim também quem quiser ser discípulo e testemunha de Cristo deve tê-Lo «visto» pessoalmente, deve tê-Lo conhecido, deve ter aprendido a amá-Lo e a permanecer com Ele.
Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. Escreve o apóstolo João: «Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3,16). Com estas palavras, os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés aos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com a alegria de fazer-se companheiro de viagem de muitos irmãos, a fim de que se abram ao encontro com Cristo e a sua Palavra se torne luz para o seu caminho. A história de cada vocação cruza-se quase sempre com o testemunho de um sacerdote que vive jubilosamente a doação de si mesmo aos irmãos por amor do Reino dos Céus. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas.
Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Em Julho de 2005, no encontro com o Clero de Aosta, afirmei que os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo. Levados a considerar que tal possa ser o futuro de um padre, vêem aumentar a sua hesitação. Torna-se importante, pois, realizar a comunhão de vida, que lhes mostre a beleza de ser sacerdote. Então, o jovem dirá: «Isto pode ser um futuro também para mim, assim pode-se viver», referindo-se ao testemunho capaz de suscitar vocações, destaca o exemplo de caridade e de fraterna cooperação que devem oferecer os sacerdotes.
Apraz-me recordar o que escreveu o meu venerado predecesso:«A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional». Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.
Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.
Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar».
Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 13 de Novembro de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI
(25 DE ABRIL DE 2010 - IV DOMINGO DE PÁSCOA)
Tema: O testemunho suscita vocações.
Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,Amados Irmãos e Irmãs!
O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Assim, este tema apresenta-se intimamente ligado com a vida e a missão dos sacerdotes e dos consagrados. Por isso, desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, modelo sempre actual de presbítero e pároco.
Já no Antigo Testamento os profetas tinham consciência de que eram chamados a testemunhar com a sua vida aquilo que anunciavam, prontos a enfrentar mesmo a incompreensão, a rejeição, a perseguição. A tarefa, que Deus lhes confiara, envolvia-os completamente, como um «fogo ardente» no coração impossível de conter (cf. Jr 20,9), e, por isso, estavam prontos a entregar ao Senhor não só a voz, mas todos os elementos da sua vida. Na plenitude dos tempos, será Jesus, o enviado do Pai (cf. Jo 5,36), que, através da sua missão, testemunha o amor de Deus por todos os homens sem distinção, com especial atenção pelos últimos, os pecadores, os marginalizados, os pobres. Jesus é a suprema Testemunha de Deus e da sua ânsia de que todos se salvem. Na aurora dos novos tempos, João Baptista, com uma vida gasta inteiramente para preparar o caminho a Cristo, testemunha que, se cumprem, no Filho de Maria de Nazaré, as promessas de Deus. Quando O vê chegar ao rio Jordão, onde estava a baptizar, João indica-O aos seus discípulos como «o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). O seu testemunho é tão fecundo que dois dos seus discípulos, «ouvindo o que ele tinha dito, seguiram Jesus» (Jo 1,37).
Também a vocação de Pedro, conforme no-la descreve o evangelista João, passa pelo testemunho de seu irmão André; este, após ter encontrado o Mestre e aceite o seu convite para permanecer com Ele, logo sente necessidade de comunicar a Pedro aquilo que descobriu «permanecendo» junto do Senhor: «“Encontrámos o Messias” (que quer dizer Cristo). E levou-o a Jesus» (Jo 1,41-42). O mesmo aconteceu com Natanael – Bartolomeu –, graças ao testemunho doutro discípulo, Filipe, que cheio de alegria lhe comunica a sua grande descoberta: «Acabámos de encontrar Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A iniciativa livre e gratuita de Deus cruza-se com a responsabilidade humana daqueles que acolhem o seu convite, e interpela-os para se tornarem, com o próprio testemunho, instrumentos do chamamento divino. O mesmo acontece, ainda hoje, na Igreja: Deus serve-se do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão, para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu Povo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.
Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus. Se o sacerdote é o «homem de Deus», que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações. Tal como o apóstolo André comunica ao irmão que conheceu o Mestre, assim também quem quiser ser discípulo e testemunha de Cristo deve tê-Lo «visto» pessoalmente, deve tê-Lo conhecido, deve ter aprendido a amá-Lo e a permanecer com Ele.
Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. Escreve o apóstolo João: «Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3,16). Com estas palavras, os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés aos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com a alegria de fazer-se companheiro de viagem de muitos irmãos, a fim de que se abram ao encontro com Cristo e a sua Palavra se torne luz para o seu caminho. A história de cada vocação cruza-se quase sempre com o testemunho de um sacerdote que vive jubilosamente a doação de si mesmo aos irmãos por amor do Reino dos Céus. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas.
Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Em Julho de 2005, no encontro com o Clero de Aosta, afirmei que os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo. Levados a considerar que tal possa ser o futuro de um padre, vêem aumentar a sua hesitação. Torna-se importante, pois, realizar a comunhão de vida, que lhes mostre a beleza de ser sacerdote. Então, o jovem dirá: «Isto pode ser um futuro também para mim, assim pode-se viver», referindo-se ao testemunho capaz de suscitar vocações, destaca o exemplo de caridade e de fraterna cooperação que devem oferecer os sacerdotes.
Apraz-me recordar o que escreveu o meu venerado predecesso:«A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional». Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.
Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.
Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar».
Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 13 de Novembro de 2009.
BENEDICTUS PP. XVI
Conhecendo nossos Santos
Conheça e Reze com São Jorge o Guerreiro de Deus
Existem em nossa Igreja muitos santos estigmatizados pela cultura, pelo misticismo religioso. Um destes grandes santos de nossa Igreja é São Jorge o guerreiro de Deus. A Igreja não só o reconhece como guarda a sua memória litúrgica hoje no dia 23 de abril, celebra-se o martírio deste soldado fiel. Quando a Igreja celebra a vida de um santo, ela celebra a Páscoa de Cristo vivida nas virtudes heroicas deste filho que agora participa da vitória de Cristo Jesus. Eles fazem parte das maravilhas que Deus operou por Cristo na salvação de todos os homens. Jesus Cristo continua pela força do Espírito Santo a vencer nos seus santos, por isso, ao celebrarmos os santos, não estamos em primeiro lugar pedindo a sua intercessão, mas nos admiramos pelo que Deus fez neles. Talvez você já tenha tido resistência a este santo pela sua imagem diferente ou pelas coisas que você ouviu, por isso, é preciso conhecer a verdade sobre São Jorge, o guerreiro de Deus!
“A festa de hoje, renova a alegria pascal e, como pedra preciosa , faz brilhar com a beleza do próprio esplendor o ouro em que se engasta. Jorge foi transferido de uma milícia para outra, porque deixou o cargo de oficial de um exército terreno para se dedicar à milícia cristã. Nesta, como valente soldado, começou por libertar-se dos bens terrenos, distribuindo-os aos pobres; assim, livre e desembaraçado, revestido com a couraça da fé, lançou-se na linha de frente do combate como valoroso guerreiro de Cristo. Inflamado pelo fogo do Espírito Santo e invencivelmente protegido pelo estandarte da cruz, São Jorge combateu de tal modo contra o rei iníquo que, vencendo este enviado de Satanás, derrotou o chefe de toda iniqüidade e estimulou os soldados de Cristo a lutarem com valentia”. (São Pedro Damião, bispo).
Por isso, ele usava como auxiliar o seu companheiro de batalha, o seu cavalo, pois ele era da cavalaria, agora da cavalaria de Cristo. Essa se manifesta como uma grande resistência a sua imagem. O dragão simboliza as forças do mal, que São Jorge guerreava com tanto fervor. Já no século IV era venerado na palestina, onde foi construída uma igreja em sua honra. Seu culto propagou-se pelo oriente e ocidente desde a Antiguidade.
Oração a São Jorge Guerreiro:
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos. Ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.)
Oração da Igreja: Ó Deus, celebrando o vosso poder, nós vos pedimos que São Jorge seja tão pronto em socorrer-nos, como o foi em imitar a paixão do Senhor. Por Nosso senhor Jesus cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
São Jorge Guerreiro de Deus rogai por nós!
Existem em nossa Igreja muitos santos estigmatizados pela cultura, pelo misticismo religioso. Um destes grandes santos de nossa Igreja é São Jorge o guerreiro de Deus. A Igreja não só o reconhece como guarda a sua memória litúrgica hoje no dia 23 de abril, celebra-se o martírio deste soldado fiel. Quando a Igreja celebra a vida de um santo, ela celebra a Páscoa de Cristo vivida nas virtudes heroicas deste filho que agora participa da vitória de Cristo Jesus. Eles fazem parte das maravilhas que Deus operou por Cristo na salvação de todos os homens. Jesus Cristo continua pela força do Espírito Santo a vencer nos seus santos, por isso, ao celebrarmos os santos, não estamos em primeiro lugar pedindo a sua intercessão, mas nos admiramos pelo que Deus fez neles. Talvez você já tenha tido resistência a este santo pela sua imagem diferente ou pelas coisas que você ouviu, por isso, é preciso conhecer a verdade sobre São Jorge, o guerreiro de Deus!
“A festa de hoje, renova a alegria pascal e, como pedra preciosa , faz brilhar com a beleza do próprio esplendor o ouro em que se engasta. Jorge foi transferido de uma milícia para outra, porque deixou o cargo de oficial de um exército terreno para se dedicar à milícia cristã. Nesta, como valente soldado, começou por libertar-se dos bens terrenos, distribuindo-os aos pobres; assim, livre e desembaraçado, revestido com a couraça da fé, lançou-se na linha de frente do combate como valoroso guerreiro de Cristo. Inflamado pelo fogo do Espírito Santo e invencivelmente protegido pelo estandarte da cruz, São Jorge combateu de tal modo contra o rei iníquo que, vencendo este enviado de Satanás, derrotou o chefe de toda iniqüidade e estimulou os soldados de Cristo a lutarem com valentia”. (São Pedro Damião, bispo).
Por isso, ele usava como auxiliar o seu companheiro de batalha, o seu cavalo, pois ele era da cavalaria, agora da cavalaria de Cristo. Essa se manifesta como uma grande resistência a sua imagem. O dragão simboliza as forças do mal, que São Jorge guerreava com tanto fervor. Já no século IV era venerado na palestina, onde foi construída uma igreja em sua honra. Seu culto propagou-se pelo oriente e ocidente desde a Antiguidade.
Oração a São Jorge Guerreiro:
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos. Ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.)
Oração da Igreja: Ó Deus, celebrando o vosso poder, nós vos pedimos que São Jorge seja tão pronto em socorrer-nos, como o foi em imitar a paixão do Senhor. Por Nosso senhor Jesus cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
São Jorge Guerreiro de Deus rogai por nós!
Significado do anel de Tucum
O Anel de Tucum é feito de um coquinho de palmeira. Tradicionalmente é usado por vários grupos indígenas. Aqui no Brasil e depois por toda Nossa América se pôs de atualidade pelo trabalho do Cimi e pela crescente organização dos povos indígenas. O anel é símbolo universal de aliança. Neste caso de nossa aliança com os povos indígenas e também com as causas populares, em geral. Na época da repressão a ditadura não gostava mesmo.
Renovamos então nosso compromisso e nossa comunhão no anel de tucum e de Páscoa.
Renovamos então nosso compromisso e nossa comunhão no anel de tucum e de Páscoa.
Suba na vida
Suba na vida,
mais não use seus amigos de escada! Suba pela capacidade que você conquista e com a inteligência que você adquiriu.
Todas as vezes que um amigo pedir um conselho de o conselho de todo o coração, sabendo que um dia você, vai precisar também pois amigo é pra essas coisas.
Se depositarmos a nossa confiança no senhor e fizermos o que está ao nosso alcance, ele não nos abandonará.
mais não use seus amigos de escada! Suba pela capacidade que você conquista e com a inteligência que você adquiriu.
Todas as vezes que um amigo pedir um conselho de o conselho de todo o coração, sabendo que um dia você, vai precisar também pois amigo é pra essas coisas.
Se depositarmos a nossa confiança no senhor e fizermos o que está ao nosso alcance, ele não nos abandonará.
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